Muito
gentilmente o Centro Espírita Amor e Caridade abriu suas portas, através
do empréstimo de suas instalações, e no dia 30 de setembro de 1976,
às 20:00 horas, iniciou-se a primeira reunião da Fraternidade Espírita
Irmão Glacus. O tempo foi passando...
- Mais e
mais companheiros foram chegando e abraçando as tarefas da Casa. O trabalho
foi crescendo. Sempre com a orientação da espiritualidade amiga, as
tarefas foram surgindo:
- A casa
amiga se tornou pequena para tantas tarefas idealizadas em auxílio
do próximo. Amigos chegados cederam as instalações
do Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, hoje Francisco de
Assis, situado à Av. do Contorno. Para lá a Fraternidade
Espírita Irmão Glacus transferiu suas atividades, aí
ficando aproximadamente dois anos. Outras atividades foram surgindo,
dificuldades variadas, escassez de recursos, mas todos estavam imbuídos
de boa vontade e determinação, sentindo cada um em seu
íntimo, que muito ainda havia a fazer. E a casa novamente se
tornou pequena.
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- A necessidade
premente de uma sede própria passou a guiar novos caminhos.
Mas como levantar os recursos necessários? Uma frase oportuna
do irmão espiritual, mentor da Casa, Erick Wagner clareou a
caminhada. Esta frase dizia: "Vocês são um punhado
de gente, trabalhem e construam a sua sede". Confiantes partiram
"os da casa de Glacus" a procura do local onde seria construída
a sede da Fraternidade Espírita Irmão Glacus. Encontrou-se,
então, um galpão ideal situado à Rua Campos Sales
esquina com Rua Platina, no bairro Calafate, em Belo Horizonte, Minas
Gerais.
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- Doações diversas e rifas foram feitas possibilitando assim dar um pequeno sinal. O restante seria saldado com os recursos provenientes de muito trabalho.
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Todos já diziam: "O nosso prédio", mas em uma tarde, um incêndio devastador veio por a prova a confiança e perseverança de todos.
- Queimou tudo.
- E a luta recomeçou...
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Reiniciou-se a procura por um local próprio, sempre com a orientação dos espíritos. A princípio eram muitos os locais, mas por fim selecionou-se cinco prováveis e entre eles Rua Henrique
Gorceix, 30 - bairro Padre Eustáquio. Este foi o local escolhido. De acordo com o
projeto, o prédio seria de três andares, "aparentemente grandioso", o que trouxe grandes preocupações.
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Era uma obra de grande vulto para aqueles que só tinham boa vontade e determinação.
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- Seriam necessários muito recursos financeiros.
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- Embasados em experiências anteriores, promoções como rifas de pequeno e grande porte foram feitas. Jantares beneficentes, bazares, pedágios e outros se tornaram constantes.
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- Atrás de todas essas promoções havia um trabalho de infra-estrutura estudado para que tudo alcançasse sucesso, pois não se podia perder tempo.
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- Era belo ver todos os companheiros da Casa de Glacus e outros irmãos anônimos que apoiavam e incentivavam muito. Muitos passavam noites em claro imaginando um meio, uma promoção, um jeito de se angariar mais recursos. Do lote às paredes, das paredes a casa pronta foi um ano, sete meses e cinco dias. Importante frisar que durante a construção todas as tarefas tiveram prosseguimento.
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Dia 24 de março de 1984. Inauguração. Alegria e esperança banhavam o coração de todos.
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- Hoje - O Sonho é realidade.
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- Atualmente
são mais de 100 tarefas realizadas em assistência ao próximo,
pelos diversos departamentos da Casa. Mais e mais tarefeiros
surgem a cada dia, engrossando as fileiras do Evangelho
e da Ação. Muitos virão com certeza, visto que o
trabalho aí está. Agora o ideal maior é a finalização da Fundação
Espírita Irmão Glacus, que é mais um resultado da seriedade
do trabalho desenvolvido.
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