CURSO DE PREPARAÇÃO PARA EVANGELIZADOR INFANTIL 2011

Curso de Preparação para Evangelizador Infantil 2011 reuniu 120 pessoas

 

Sem contar os amigos do plano espiritual, compareceram ao auditório da Feig aproximadamente 120 atuais e futuros evangelizadores da Fraternidade e de outras casas espíritas. O segundo dia do Curso de Preparação para Evangelizador Infantil 2011 promovido com o objetivo de preparar evangelizadores para a semeadura da infância na seara de Jesus aconteceu no dia 27 de março das 8h às 12h50min.

 

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Após a alegre recepção da coordenadora do Departamento de Evangelização Infantil, Sheila Coutinho, o coral da Mocidade Joanna de Ângelis cantou quatro músicas para harmonizar o ambiente. O hino à mentora da Evangelização, Meimei, foi entoado logo em seguida por todos os presentes de pé sendo introduzido pela Comissão de Música dos atuais Evangelizadores da Casa.

 

A primeira palestra intitulada “Psicologia Infantil à Luz da Doutrina” foi articulada por Rodrigo Ferreti. O palestrante introduziu com a história da criança órfã extraída do livro “Retratos de Nazaré”, de Cirinéia Iolanda Maffei, pelo espírito Léon Tólstoi. Segundo Ferreti, os evangelizadores devem estar preparados para o cuidado com crianças que foram abandonadas pelos pais, pois que elas sentem-se desamparadas, que não são amadas e se esforçam por chamar-nos a atenção. Com isso, solicitam provas de amor o tempo todo, fazem coisas terríveis testando os educadores para ver se mesmo assim essas pessoas tão importantes para elas continuam amando-as. A recomendação do palestrante nesses momentos é ter calma e brandura para raciocinar corretamente a solução imediata da situação.

 

O palestrante também explicou sobre crianças obsidiadas. Para diagnosticar o quadro, Ferreti apresentou alguns itens que podem indicar a presença de espíritos obsessores na infância: irritabilidade, agitação, depressão, pesadelos, falta de concentração, dificuldade nas relações sociais, agressividade, comportamentos excêntricos, acidentes, personalidade instável e dificuldades de aprendizagem. A terapêutica espírita é indicada em casos de obsessão: passe, água fluidificada, evangelização moral da criança, culto do evangelho no lar e informar o nome da criança para a reunião de desobsessão. Rodrigo Ferreti recomendou livros de Joanna de Ângelis para diferenciar transtornos psicológicos de obsessão.

 

Após a esclarecedora explicação de Ferreti, foi servido um lanche comunitário para alimentar as idéias dos atuais e futuros evangelizadores. Como item da Vivência na Evangelização, todos os presentes puderam participar de uma dinâmica sobre recursos didáticos. A coordenação distribuiu os 120 presentes em grupos de no máximo 10 pessoas. O tema, o objetivo da aula e a faixa etária das crianças eram sugeridos pela coordenação em pequenos pedaços de papel previamente preparados para a dinâmica. Cada grupo deveria escolher um ou mais recursos didáticos, eleger um líder para fazer a apresentação para todos explicando o motivo da escolha e como o recurso seria usado em sala de aula.

 

A segunda palestra foi proferida por Emerson Pedersoli: “Pedagogia Espírita na Prática da Evangelização”. O palestrante lembrou-nos de que a relação entre evangelizador e evangelizando é uma relação afetiva e que quando a instrução acontecer de forma automatizada não penetra no coração do evangelizando. É preciso passar segurança aos pequeninos, pois os desencarnados que acompanham cada criança lêem a alma do evangelizador, se sentirem o faro da insegurança começarão a testá-lo.

 

Embasado nos livros de Joanna de Ângelis e de Dora Incontri sobre pedagogia espírita, Pedersoli enumerou cinco condições mínimas para quem deseja se tornar um bom evangelizador. A primeira é o conhecimento da doutrina espírita, o estudo é fundamental para evitar a insegurança diante da fase questionadora das crianças. O palestrante inclusive citou uma frase do grande psicólogo Jean Piaget: “A criança tem a idade da pergunta que faz”. A dica é devolver a pergunta, pois é da resposta da criança que se obtém a melhor saída.

 

A segunda é ter noções de metodologia, ou seja, ter disciplina como no culto no lar. Com dia e horário para preparar, planejar e fazer o cronograma das aulas o evangelizador facilita o canal de acesso espiritual para receber as intuições. Como a função da evangelização também é levantar a auto-estima, acalmar e educar não só a criança, mas também seus obsessores, é importante ter criatividade para não dispersar a atenção do evangelizando e evitar o tédio gesticulando as músicas e vivificando as leituras com sonoplastias.

 

A terceira condição para se tornar um evangelizador de qualidade é ter noções de psicologia. É claro que não é preciso se tornar um psicólogo, mas estarmos ciente das fases da criança: idade do egocentrismo, dos porquês, da delação, etc. O palestrante indicou livros de Walter Barcelos e Walter de Oliveira que tratam a psicologia e pedagogia infantil espírita.

 

Como quarta condição, Pedersoli falou da boa moral. Não é preciso vencer todas as suas imperfeições para se tornar um evangelizador, mas é importante que o educador saiba que está tentando ser melhor a cada dia. A quinta e última condição mínima é o amor. Essa virtude é fundamental, mas sem as outras condições será impossível tornar-se um evangelizador de qualidade.

 

O evento arrecadou obras de literatura espírita infanto-juvenil no ato da inscrição. Esses livros serão doados às crianças assistidas da Casa na semana da criança em outubro. O próximo dia de curso acontecerá no domingo, 03 de abril.