ESPIRITISMO NA REDE GLOBO

ESPIRITISMO NA REDE GLOBO

 

No programa “Domingão do Faustão” de 12/09, foram levantados alguns temas como psicografia, vidas passadas, vida após a morte e reencarnação. O apresentador Fausto Silva comentou ainda sobre os filmes “Chico Xavier” e “Nosso Lar”. O que motivou a emissora a levar esses assuntos para o programa dominical foi a polêmica novela “Escrito nas Estrelas”, transmitida pela Rede Globo de segunda a sábado, às 18h.

 

A novela não é “kardecista”, mas trata de alguns conceitos que compreendem a Doutrina Espírita. Contudo, outras novelas já abordaram o assunto, como “Alma Gêmea”, em 2005, e “A Viagem”, que foi ao ar pela primeira vez em 1975 pela TV Tupi e o remake realizado pela Rede Globo em 1994.

 

No mesmo dia e no mesmo canal, a revista eletrônica “Fantástico”, exibida logo após o programa do Faustão, também tratou do tema espírita e o foco foi o médium Francisco Cândido Xavier. Entrevistaram o diretor do filme “Nosso Lar”, Wagner Assis, o médico e alguns amigos de Chico Xavier. As manchetes principais foram o código secreto para comunicação que Chico teria passado a um seleto grupo de amigos, e sobre a reencarnação de Emmanuel que teria acontecido em março de 2000 em SP. Também anteciparam mais um filme que tratará do assunto: “As mães de Chico Xavier”, com estréia prevista para dezembro deste ano.

 

Assim, fica perceptível que a população brasileira tem aceitado cada vez mais o tema do Espiritismo, o que incentiva mais ainda a produção de filmes, novelas e livros espíritas. E a feliz conseqüência é o auxílio que se tem na divulgação da Doutrina Espírita e a contribuição para introdução dos conceitos e da linguagem espírita no imaginário da população brasileira.

 

Contudo, o resultado da divulgação do espiritismo em novelas e filmes ainda é diferente daquele que nós, espíritas, gostaríamos e pretenderíamos que fosse. Mas, mesmo assim, é melhor do que os equívocos lançados em alguns periódicos que trazem informações deturpadas, enganosas e desrespeitosas sobre o Espiritismo.

 

A última revista a divulgar informações equivocadas e pecar quanto a, pelo menos, quatro aspectos do labor jornalístico de imprensa (ético, cultural, investigativo e redacional), foi a “Super Interessante”, da Editora Abril. A matéria foi desconstruída por jornalistas éticos e especialistas do Observatório da Imprensa que questionaram a credibilidade da revista (clique aqui para ler a desconstrução, pois a matéria da revista não vale à pena).

 

É fato que a prática jornalística é mestra em confrontar as idéias espíritas e servir a propósitos e interesses institucionais. E como os jornalistas são formadores de opinião pública, suas declarações, muitas vezes, fazem com que surjam interpretações equivocadas por parte do público.

 

Desta forma, é preciso que sejamos mais democráticos e mais críticos para exigir da imprensa a pluralidade de idéias e visões. Só assim poderemos cooperar para uma sociedade na qual a imprensa seja um lugar de promoção da democracia e da fraternidade.

 

Colaboração: Keila Brenda