REUNIÃO DE 3º DOMINGO / JULHO 2010
Reunião de 3° domingo/convívio espiritual / Julho 2010
No dia 18 de julho de 2010, realizou-se, na Fundação Espírita Irmão Glacus, a reunião de convívio espiritual. Iniciou-se com o estudo de Emmanuel sobre o Cristianismo. De sua mensagem fica que precisamos ser mais que benevolentes, devemos ser benignos. Precisamos ter sempre o sentimento de gratidão e retribuir ao cristianismo um pouco do que essa religião nos proporcionou. E o espiritismo nos convida a servir: trata-se do convite para sair da vaidade, do orgulho. Fazemos parte do grupo filosófico, religioso e científico que se intitula Fraternidade Espírita Irmão Glacus, e nos encontramos reunidos neste planeta governado pelo Mestre Jesus. Fica a lição para que possamos vasculhar nossa alma com a mensagem de Emmanuel, lembrando sempre que nosso Mentor Glacus preza a união entre os irmãos.
Em suas palavras de afeto e gratidão, o irmão Eric Wagner nos diz que a tarefa que desempenhamos na casa espírita é uma oportunidade dada pela misericórdia divina, para a qual necessitamos todos nós do espiritismo, encarnados e desencarnados, lado a lado, nos esforçando no trabalho com o bem. Os amigos espirituais não avançam se os irmãos encarnados não se dedicam fraternalmente em sua reforma íntima. A condição de espírito encarnado é a oportunidade de lapidar a condição moral, na labuta da Terra. Eric nos disse ainda:
“Como irmãos no caminho da misericórdia divina, muito podemos realizar pelo próximo, quando estamos na seara cristã espírita. Unamo-nos sempre. Todos nós, na tarefa da casa espírita, quando necessário, devemos lançar mão do silêncio na hora de manifestar nosso ponto de vista, pois precisamos criar pontes com o mais elevado. A lei de ação e reação nos acorre sempre. Continuemos, como Alan Kardec nos retratou, ao dizer que se reconhecem os espíritas pelo muito que se amam e pelo esforço que empenham em dominar as más inclinações. O Cristo não busca pessoas perfeitas, pois elas não existem, mas sim pessoas dispostas a trabalhar.
Não deixemos que nosso ego domine nosso coração e nossa mente. Estejamos dispostos ao aprendizado com Cristo. E assim continuaremos muito a realizar, pois a obra não nos pertence, mas ao Cristo. Se não estivermos dispostos à renovação íntima, outros tomarão as decisões que nos pertencem. Não fiquemos à margem. Nós, irmãos espirituais, buscaremos esforços para estimular nossos irmãos que querem continuar.”
Nosso querido irmão Glacus iniciou sua fala rogando que Jesus continue com seu olhar doce sobre nós, para que possamos ser sempre dignos da misericórdia divina. “A oportunidade de redenção para nosso espírito é o nosso presente, pois o ontem já não mais nos pertence, mas o presente sim, quando nos permitimos ser tocados pela doutrina do Cristo, ainda mais à luz da doutrina espírita. Confiemos nas bem-aventuranças que Ele nos deixou. Confiemos uns nos outros; as nossas divergências pessoais não podem ser pretexto para abandonarmos uns aos outros, ao contrário, são a chance de nos conhecermos.
Se exercermos com simplicidade a mensagem, entenderemos por que passamos por certas situações, então valorizaremos o que estamos vivendo. Somos ainda criaturas falíveis, mas temos o potencial para a divindade e precisamos despertar o mais breve possível, pois quando formos chamados a prestar contas, que tenhamos a serenidade do dever cumprido.”
Em sua alegre contribuição, o irmão Palminha nos lembrou que somos nós quem construímos as oportunidades: “A obra sempre edifica, pois, no trabalho, ocupamos nossa mente e nosso coração, e o orgulho fala menos. O silêncio é a caridade, que muito auxilia não só a outrem, mas a nós mesmos. Estamos, como sempre, a postos, dando a nossa contribuição, e as coisas acontecem naturalmente, não por mágica, mas pelo esforço de cada um.” Ao referir-se ao coral da Fundação, o irmão disse que a musicalidade retempera nossos espíritos, e a espiritualidade, durante a reunião, recolhe muitos fluidos que beneficiam não apenas aos presentes, mas a todos os que precisam. Reúne-se um bando de fluidos, para a necessidade de cada um, para que ninguém saia do encontro “de caneco vazio”.
Solicitando a bênção de Jesus para todos, nosso irmão Jacques Aboab manifestou sua alegria em se encontrar mais uma vez com os irmãos na Fundação. Ele nos lembrou que devemos, cada vez mais, compreender uns aos outros, para que nosso trabalho dentro da Fraternidade seja muito bem feito, com amor no coração. Para tal, devemos todos aprimorar sentimentos de amor, fraternidade, respeito ao próximo, ajuda aos mais necessitados, que, muitas vezes, somos nós mesmos. Somos todos espíritos milenares, viemos de muito longe, e nos encontramos, aqui, sob o céu do Brasil, tendo Deus como Pai e Jesus como nosso irmão maior. A oportunidade aconchega uns aos outros. “Em frente, não desanimem, pois a nossa Fraternidade precisa de cada um de nós.”
Bastante feliz por deparar-se com a casa cheia, o irmão José Grosso nos conclamou a caminharmos com determinação e amor no coração. Ele nos disse que, às vezes, na existência carnal, a dor bate à nossa porta, mas não podemos desanimar. Estamos encarnados num mundo de provas e expiações, em função do sofrimento que cada um de nós criou no passado. A reencarnação é a oportunidade para nosso crescimento, por isso, não deixemos passar. “A nossa Fraternidade Espírita Irmão Glacus abraça todos vocês com muito amor e a todos os que ainda chegarão. Somos um grupo, uma família, a família do irmão Glacus. Aquelas mãezinhas, que estão passando por provações com seus filhos, não desanimem, não abandonem a tarefa espírita, porque poderia ser pior sem ela. Como sabemos do nosso campo de ação, a doença do século é a depressão, a ansiedade. É Deus condenando? Não. Essas doenças são obra de cada um de nós, quando não abrimos nosso coração para o Evangelho, quando ficamos em casa inertes. Temos que olhar por nossos irmãos, e, muitas vezes para isso, precisamos estar na casa espírita, onde há o Evangelho e as obras de Kardec. Deus é amor e nos perdoa constantemente. Nós, os espíritos, estaremos ombro a ombro com vocês em todos esses momentos, alegres ou tristes. Amem a nossa Fraternidade e a nossa Fundação. Agradecemos aos tarefeiros da Fundação, do Colégio Rubens Romanelli, da creche, e pedimos a cada um deles que permaneçam no caminho. Educadores, professores, a responsabilidade de amar essas criancinhas foi firmada quando deixaram a pátria espiritual.”
Com afeto, o irmão Otto nos chamou a atenção para o fato de que a palavra amor foi proferida muitas vezes durante a reunião, assim como a palavra benignidade. Ele explica que esse fato se dá em função de que já possuímos idade espiritual suficiente para entendermos que colheremos o que semearmos, e que aquelas vibrações – felizes ou não – que emitirmos aos nossos irmãos voltarão para nós, por isso somos responsáveis por elas.
“Que possamos ser mais indulgentes, perdoar mais, reconhecermos que também erramos, que nosso semelhante pode cair também e que Deus nosso Pai e Jesus nosso Mestre, assim como na Parábola do filho pródigo, sempre estarão nos auxiliando. O receituário, por exemplo, traz indicações de boas obras e de pensamentos elevados. Temos a tarefa espírita, que educa e edifica.
Agradeçamos, pois, por pior que sejam nossos problemas, temos irmãos que têm mais dificuldade que nós. Procuremos agir com amor, benignidade, esperança, paciência. Consangüíneos ou não, somos todos irmãos em Cristo. Estamos todos sedentos de paz. Ao levantar todas as manhãs, que possamos agradecer, sempre perseverantes, firmes no propósito de amparar, pois somos felizes porque trazemos a certeza da vida maior, da imortalidade. E, ainda, que se intensifique em nossos corações que Deus ampara cada um de nós e que ninguém está só.”
Com sua presença maternal, a irmã Meimei disse a todos que se sentissem muito abraçados, principalmente naquele dia, em que não havia nem lugar para todos se sentarem. Isso significa que as pessoas estão buscando o amor de Cristo, valorizando a vida espiritual.
Especificamente nesse terceiro domingo de julho, a espiritualidade amiga foi percebendo, à medida que as pessoas foram chegando, que havia muitos corações angustiados, entre eles, muitos corações maternos, o que a fez modificar suas palavras. “O ambiente da reunião é tratado para o fim a que se propõe, sendo que todos recebem vibrações de paciência, paz, tolerância, principalmente quem tem fé. Cada um, na medida da sua fé, do seu merecimento. Essas vibrações são capazes de curar, então, que todos possam deixar seus problemas do lado de fora e participar desse banquete espiritual. Para prolongar essas vibrações, que todos voltem a seus lares, que façam uma prece todos os dias e tentem ser mais tolerantes com seus irmãos. Essas vibrações tratarão não só vocês, mas todos que visitarem a sua casa, tamanho é o amor de Cristo.”
Para as mãezinhas, a Mentora explicou que há toda uma equipe para ajudá-las. Todas as mães foram trabalhadas para receber os filhos que têm, sendo que possuem tudo o que precisam para torná-los homens de bem. A sala de reuniões foi preparada para receber a todos os que precisam, mas houve um preparo, em especial, para as mães. “Que todas possam receber e aproveitar o trabalho que foi cuidadosamente elaborado para elas. Sempre que o desânimo quiser fazer morada em nós, que possamos expulsá-lo sempre, pois Deus sempre nos oferece os recursos necessários para seguir.”
Para encerrar a rica reunião de julho, nosso emocionado irmão Pedro de Camargo traçou um paralelo entre os ensinamentos e a vida do homem contemporâneo. “A todos que têm acesso aos computadores, que enviam e-mail e que falam ao telefone, lembremos que estamos todos em rede. De forma paralela, a espiritualidade entra em contato com vocês. Enviamos e-mail e conversamos. Como diria Chico Xavier, é possível que o telefone só toca de lá pra cá. Seria possível, então, nós desencarnados, recebermos “e-mail” dos encarnados? Seria. Mas seria conveniente, benéfico? Inicialmente não. Imaginem qualquer pessoa que sentar em seu computador, enviar uma mensagem para seu pai falecido, contando sobre as dificuldades que tem passado. Isso causaria um caos.
Jesus, nosso governador do planeta, quando recebe uma mensagem, não há necessidade de computador, é instantâneo. Hoje, em Belo Horizonte, temos um servidor, que é nosso querido Glacus. Não precisamos de aparelhos, pois temos antenas com “wireless”, que são os médiuns. A telepatia é uma realidade. Quando um espírito aproxima-se de uma casa espírita, é catalogado o que é denominado de DNA espiritual. Cada vez que avançamos, esse DNA é acrescido, para contribuir para sua conquista espiritual. Por meio desse recurso, junto a um banco de fluidos, é que se torna possível levar esperança aos presídios.
Assim, estamos em rede conectados, não deixemos que nossas máquinas sofram a invasão de vírus, como vingança, por exemplo. Tenhamos a paz e a caridade como base. Caridade, antes de tudo. Antes de qualquer ação ou decisão, lembrem-se desse fundamento da nossa Fraternidade. Sobretudo, com disciplina e organização. Que permaneça a vontade de Jesus. Mediante o exemplo, vamos amar, ensinar, perdoar, ter esperança, pois o amor do Cristo nos uniu como pérolas em cordão de esperança.
Ao final, reunimos vasto material para análise, processamento e para a atividade particular de cada um. Quantos pensamentos foram aqui reelaborados, direcionados pela palavra. Gostaríamos de lembrar que o pensamento é elaborado com base em pensamentos anteriores, daí decorre a evolução do espírito, cujo pensamento remonta a sermos simples em nossa natureza. É sempre bom analisar o que assistimos, lemos e comentamos, pois não creiam que há saúde em comentar o infortúnio alheio; nunca haverá alegria na vida daquele que tem prazer nessas leituras. ‘Onde está seu tesouro, lá estará seu coração.’ É por isso que a religião faz bem para algumas pessoas e essa reunião faz bem para todos os presentes.
Pense diferente e você viverá diferente. Pense na mensagem cristã, pois cada vez que você vivenciá-la, você será mais feliz. Que essas horas aqui passadas sejam edificantes.”
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