Reunião de Convívio Espiritual - 3º domingo / agosto 2010
Terceiro domingo/agosto
A reunião de convívio espiritual do dia 15 de agosto de 2010 da Fraternidade Espírita Irmão Glacus (FEIG) iniciou-se convidando os presentes a celebrar a vida nos dois planos, sempre com fé no Pai Celestial.
O estudo apresentado tratou da parábola de um senhor muito rico que, antes de viajar, entregou a três dos seus servos alguns “talentos” (espécies de moedas), sendo quatro para o primeiro, dois para o segundo e um para o terceiro. O primeiro servo foi à luta e conseguiu transformar esses quatro talentos em mais quatro; o segundo também se esforçou e conseguiu adquirir mais dois, mas o terceiro teve medo de perder e enterrou o talento recebido. Quando aquele senhor retornou, qual sua satisfação com os resultados obtidos com os dois primeiros servos! Eles tinham sido fiéis ao seu senhor. Mas, para o ultimo servo, o senhor disse: “Servo preguiçoso, vá para as trevas exteriores.” Esse senhor é uma figura simbólica, e os talentos são aquilo que angariamos com nosso esforço, mediante as oportunidades que a vida nos dá. Todos nós fomos criados iguais, com a centelha divina, sendo que os problemas devem ser encarados como desafios, para os quais somos constantemente amparados. Todos nós aqui chegamos com uma programação e recebemos uma moeda, na medida exata do que precisamos, por isso não podemos enterrá-la. Assim justifica-se a resposta do senhor ao terceiro servo: ele teria que passar pelas “trevas” para compreender as conseqüências de sua escolha. Um exemplo é André Luiz, conforme narrado em Nosso lar, quando ficou durante um tempo no umbral: foram necessários anos de sofrimento – considerando-se que nosso Pai não castiga, Ele oferece condições de dor para trabalharmos as nossas arestas, pois nesses momentos que os sentimentos afloram é que conseguimos mudar nossa postura. Assim, quando André Luiz percebeu que podia orar e pedir socorro ao Pai, a ajuda veio imediatamente.
Lembremos, em Nosso lar, o momento do crepúsculo na colônia, que era o momento de reflexão e silêncio. Quem sabe não é hora de aquietarmos o coração e elevar nossas vibrações? Tenhamos alegria, mas a alegria da gratidão ao final de uma tarefa. Aprendamos a amar, mas não como em contos de fadas, em que aparecem príncipes e princesas encantadas e despertam o amor dentro de nós, mas sim potencializemos o amor que já existe em nós, vivenciando-o ao perceber a beleza em todas as coisas. A reforma íntima dá-se no dia a dia, e o que torna mais fácil para o cristão é perceber o porquê de suas lutas. Muitos de nós têm medo de psicólogo porque temos medo de descobrir quem somos. Mas é aí que devemos recordar que estamos aqui porque Deus se preocupa com cada um de nós, nos ama e nos aceita como filhos pródigos que somos. Ele nos acolhe para que tenhamos coragem de vivenciar momentos de meditação, silêncio, sem medo da solidão, porque estamos sempre amparados. Que possamos, neste momento, sentir a presença de nosso Mestre através das palavras de nossos benfeitores.
O irmão Glacus, ao se dirigir aos amigos espirituais presentes, falou sobre a misericórdia divina que permite o aprendizado dos irmãos encarnados e desencarnados, interligando os sentimentos de ambos, pela bondade de Jesus. “Nós temos também recebido do mais alto belas oportunidades de caminharmos rumo à espiritualidade maior. Felizmente, adentramos a nossa Fraternidade e sentimos o crescimento dos nossos espíritos rumo ao mais alto e nos fortalecemos. [...] Continuamos junto com nossos irmãos, ombro a ombro, lado a lado, enquanto aprendemos a verdade e a bondade de Jesus, que não se cansa em proporcionar a nós diversificados minutos de amor, da paz amiga e da palavra muitas vezes silenciosa. Desejamos ardentemente continuar [...], buscando a oportunidade de sentir nossos irmãos e amigos encarnados e desencarnados aportarem a nossa Fraternidade, pois nossos mentores maiores, em nome do Cristo, velam constantemente, em núcleos como este. Busquemos unir nossos corações, precisamos que a leitura chegue devagarinho, interpenetrando nossos espíritos [e incentivando] o crescimento pela vontade de ler. [...] Avante sempre. Nós, os espíritos, estaremos também nesta casa que é nosso lar. Que a espiritualidade amiga possa encontrar nossos corações abertos para o aprendizado maior. Estamos na vanguarda pela bondade incansável do Mestre Jesus. Que a nossa Fraternidade Espírita continue abrindo seus braços para abraços de fraternidade e amor. Temos a necessidade de abrir nosso coração para que a bondade interpenetre movimentando para o alto. Muito receberemos. Conhecemos passo a passo vasta área do plano espiritual, precisamos preencher as oportunidades e viver mais fraternalmente para que nossa casa cresça, abra suas luzes e nos receba para o aprendizado. Continuaremos, pois, lado a lado com nossos irmãos, encarnados e desencarnados, confiantes, pois a confiança é a disposição de servir. Devemos ir agasalhando nossos espíritos, para que do mais alto o Mestre e Divino Mentor [fale aos nossos corações]. Da espiritualidade superior [vamos] assimilando o conteúdo dos ensinamentos espirituais, no recinto onde estamos, e que a beleza do mundo espiritual nos fortaleça sempre. [...] Nós perdemos belas oportunidades de caminhar, mas hoje conhecemos Jesus. A literatura espírita abre-se como um leque, nos fortalecendo a todos. [...] esta Casa nos fortalecerá sempre os espíritos para novas dificuldades, na hora do sono tranqüilizador. Que a Casa de Glacus seja o celeiro dos que sabem com amor nos amparar.”
Somos uma Casa que ampara e que trabalha para o benefício e crescimento da fraternidade universal, assim disse nosso irmão Panzi, lembrando que a Casa de Glacus tem por objetivo recepcionar todos aqueles que procuram Jesus. Segundo ele, na FEIG encontram-se espíritos encarnados e desencarnados que estiveram presentes na história da humanidade, nas mais diversas situações. São todos espíritos que foram tocados pelo amor e pela afinidade. A importância de nos encontrarmos no domingo [explica-se] pela importância de afinizarmos nossos sentimentos, disse o irmão, ao ressaltar que na Fraternidade encontram-se exemplos dignificantes de trabalhadores dedicados. Aprendemos, segundo ele, que devemos perdoar, seguindo o Evangelho, ao encontrar desafetos, na oportunidade de resgate ombro a ombro.
Mas, o que devemos aprender de exemplo maior é a compaixão. Por quê? Sabemos que a paixão é envolvente, às vezes inconseqüente e move o ser humano a produzir, a agir: esse é o melhor momento para exercitarmos a compaixão, pois, se canalizarmos essa ação para o bem, estaremos alcançando o exemplo sutil de Cristo: agir, mas agir para o bem, estando implícito nisso o perdão, a paciência.
O irmão Panzi se alegrou em dizer que a reunião de convívio espiritual proporciona alegria, citando o exemplo de pais que, ao abraçar seus filhos, se emocionaram. Mencionou, também, que se trata do encontro de tarefeiros que muito contribuem com suas vibrações. “Ouvimos nosso coral”, referindo-se aos trabalhadores dedicados, que proporcionam, à espiritualidade que trabalha, matéria-prima para a cura, pois os cânticos ouvidos são transformados em amor, atuando nas moléculas e proporcionando a cura não no corpo físico, mas no perispírito. “É bom estarmos reunidos, com a convergência de pensamentos para o amor e a caridade. [...] Vamos nos perdoar, nos aceitar com nossos limites, mas não vamos desistir uns dos outros, pois é o exemplo do Cristo – a compaixão. [...] Sejam voluntários em nossa Casa, porque precisamos.” A orientação do irmão foi para que respeitemos o limite um do outro, não permitindo que a diversidade atrapalhe nas tarefas. “Com Jesus no coração, leiam as obras básicas, façam os cursos que são oferecidos com amor, participem da sopa, da Evangelização, de todas as atividades...”
Após saudar os companheiros, o irmão José Grosso disse: “Nos reunimos nesta tarde em nome do Cristo, tutelados por essa bendita Casa. Nós agradecemos por ofertarem essa tarde sublime para nossos espíritos, pois, neste momento, espíritos superiores nos acorrem. Nós daqui do nosso plano recebemos com intensidade as vibrações de cada um. Nos sentimos mais leves, e os irmãos têm nos proporcionado emoções que alegram. [...] Precisamos sempre nos colocar a postos, assim podemos colaborar. [...] Obrigado, irmãos, por essa simbiose dos dois mundos.”
Em sua breve, mas alegre fala, o irmão Palminha lembrou que estamos juntos, trabalhando sempre, e que precisamos nos unir, pois, assim, vamos traduzir o pensamento uns dos outros. “Precisamos daqueles que estão prontos para servir, porque o Cristo vai nos convidar”, mas, conforme explicou Palminha, a resposta deve vir de cada um de nós.
“O Cristo nos uniu como pérolas em cordão de esperança”, assim começou a participação do nosso irmão Pedro de Camargo. “Nesta tarde, recebemos do mais alto singela, mas profunda reflexão: por que as flores nascem...? Por que as estrelas brilham sem cessar? Por que o sol acende todos os dias... ? Poderíamos, assim, perguntar: por que estamos aqui reunidos? Como diz a música: porque Deus é amor.” Após esses questionamentos, ele pediu que nos lembrássemos que somos irmãos de caminhada, e que os espíritos desencarnados não são gurus, mas irmãos. E explica: “Falamos assim para que possamos, cada um de nós, ser o guia do nosso caminho. A doutrina dos espíritos esclarece que os desencarnados podem assistir, mas não podemos decidir.” A leitura seria a saída para que as pessoas não entreguem sua vida aos guias, “porque eles não existem”. E mais, “busquem perseverar no conhecimento esclarecedor [...], é amando que recebemos. Busquem dar um pouco de si ao semelhante, pois em verdade estaremos nos auxiliando. Estaremos sempre aqui assistindo no que for oportuno, porque também temos nossas limitações. [...] Que o rabi da Galiléia possa nos assistir, e a Fraternidade, nos tolerar.”
Com sua presença sempre serena, a irmã Meimei rogou que o Divino Amigo Mestre Jesus continue lado a lado conosco. Sempre atenta, ela notou: “Hoje quando observávamos vocês chegando e ocupando seus lugares, cada vez mais tarefeiros buscando cadeiras, mais alegres nós ficávamos. Isso significa que todos vocês, assim como nós, estamos aqui esquecidos dos problemas e vivenciando algumas lições que o Mestre nos deixou. Obrigada a todos os que sempre vêm e quem vem pela primeira vez; serão todos sempre bem-vindos.”
A irmã salientou que é importante esquecermos nossos problemas e mentalizar vibrações superiores, porque muitos dos presentes receberam o abraço de familiares, mas não se deram conta, já que muitas vezes não se colocaram em posição de recebê-lo. “É preciso abrir a porta do coração, esquecer os problemas”, segue explicando que, por vezes, amigos de quem nem lembramos, torcem por nós. E orienta: “Mesmo que vocês não se sentiram abraçados, alegrem-se pelos que foram. Os que não tiveram seu nome falado, todos vocês recebam o meu carinho [...]. Tenham otimismo e bom ânimo, e percebam o quanto a vida é espetacular e a reencarnação é bendita. Lembrem-se de viver a vida com leveza [...]. Os revezes, as dificuldades são os momentos em que somos mais lapidados. [...] Tudo passa, tudo segue seu rumo ao mais alto.”
Com seu cuidado maternal, ao falar às mãezinhas que enfrentam problemas, Meimei recomendou confiança e trabalho. “Trabalhem sempre, encarem o trabalho não de maneira pesada, mas com prazer. Qualquer tipo de trabalho, seja voluntário ou remunerado, vamos encarar como bênção, dádiva. E um lembrete: procurem conhecer mais profundamente a doutrina dos espíritos e a vocês, pois conhecendo a si mesmo, fica mais fácil saber onde está a necessidade de mudança, e, conhecendo a doutrina, vocês saberão como promover a mudança. É simples.” Ao indicar a leitura, ela aconselhou: “Se tem dificuldade nas leituras, procurem ajuda, vamos procurar viver mais unidos. Quando observávamos o salão, vimos manifestações do amor se expandindo, como um pai olhando seu filho adormecido [...]; são mínimos gestos. Quando essas vibrações de amor se manifestam, elas são coletadas e trabalhadas para ajudar a tratar, e esses fluidos, que nada mais são que amor expandido, são para vocês mesmos”. E finalizou: “Voltem para os lares de vocês com os corações transbordando de alegria.”
Colaboração : Márcia Romano
- Notícias:
