REUNIÃO DE CONVÍVIO ESPIRITUAL - 3º DOMINGO - SETEMBRO/2010
Foi em clima de comemoração que a Fraternidade Espírita Irmão Glacus (FEIG) realizou a sua reunião de convívio espiritual do mês de setembro: é que neste mês a Fraternidade comemora 34 anos. Homenagear a FEIG é homenagear cada membro que a compõe, cada um que, com seu esforço, consegue realizar materialmente os anseios dos amigos espirituais na construção e edificação do bem. Nesses 34 anos de existência, a Fraternidade passou por momentos difíceis, que deixaram claro que é preciso lutar por aquilo que se acredita. Como diz André Luiz: “As nossas lágrimas não substituem o nosso suor.” Mas, para além das dificuldades, houve momentos de muitas conquistas.
![]() |
![]() |
A título de memória, segue um breve histórico da fundação da FEIG:
- 18 de agosto de 1976 – fundação da Fraternidade Espírita Irmão Glacus;
- 30 de setembro de 1976 – realização da primeira reunião da Fraternidade no Centro Espírita Amor e Caridade;
- abril de 1978 – primeira campanha do quilo;
- dezembro de 1978 – distribuição da primeira sopa reconfortante, sob a orientação do mentor José Grosso;
- 1982 – mudança de sede;
- 1984 – sob bases sólidas, com o desenvolvimento das tarefas, seguindo as palavras do irmão Eric Wagner – “Vocês são um punhado de gente, construam a sua Fraternidade” –, os tarefeiros da época não mediram esforços na procura de uma área disponível.
- 24 de março de 1984 – primeira reunião no salão de reuniões públicas, que era improvisado por bancos de tábuas e tijolos.
- fevereiro de 1987 – fundação da FEIG.
![]() |
![]() |
Para celebrar o aniversário da Casa, relembremos uma prece de Emmanuel, que foi proferida no momento de sua fundação: Senhor, viemos de tão longe para agradecer-te a bondade. Quantas oportunidades tivemos e não soubemos aproveitar. Permita hoje, Senhor, que transformemos o mau que ainda há. [...] Abençoa-nos hoje e sempre. Essa prece configura nossa situação de espíritos encarnados num planeta de provas e expiações. Se desperdiçamos existências pretéritas, nesta queremos construir. Assim, é necessário que façamos uma introspecção para saber onde devemos trabalhar nossos espíritos, que estão cansados, pois estão ainda distantes da lei do amor, mas já estão despertos e conscientes.
O compromisso da FEIG é com o ser humano, com todos os seres humanos – tarefeiros e assistidos. É com esse compromisso que a direção deve se conduzir na execução do trabalho. Se pairar alguma dúvida sobre como conduzir, basta que lembremo-nos desse princípio e estaremos no caminho certo. Cada tarefeiro está compromissado um com o outro, porque o trabalho de um suporta o trabalho do outro.
“De grande significação reconhecer que muito mais importante, para qualquer nós na vida, não é bem aquilo que nos sucede, mas justamente aquilo que fazemos acontecer.” (XAVIER, Francisco Cândido. Caminhos. Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEU, 1981.)
Com muita gratidão e alegria, o irmão Glacus nos disse: “A nossa Fraternidade surgiu das mãos fraternais dos nossos dedicados irmãos. Estamos, do nosso campo espiritual, felizes, pois lembramos sempre de nosso mestre de amor. Nós, da espiritualidade, integramo-nos com os corações amigos, e estamos, como dedicados irmãos e companheiros, também operosos nas coisas do mestre senhor Jesus. Que a nossa Fraternidade continue abrindo horizontes novos de amor, fraternidade e trabalho, e que continuemos, meus muito caros e dedicados irmãos, confiantes, unidos e coesos, e que as dificuldades possam se manifestar no trabalho que os irmãos e dirigentes poderão desempenhar. Nós continuaremos intuindo, pouco e pouco, mas com segurança e amor. Abrindo os nossos corações, nós do campo espiritual continuaremos a intuir para que, unidos, uníssonos, façamos da nossa Fraternidade Espírita Irmão Glacus a casa do bem-estar, da recuperação, do amor e do grande ensinamento sobre as coisas espirituais. Irmãos queridos, trabalho, trabalho, silêncio e muito amor. O resto virá pela vontade de Jesus. Não desfaleçam, não desanimem; a tarefa é obra do Senhor e exigirá também de nós o trabalho da caridade, da organização, para trilharmos rumo ao céu da espiritualidade maior. Nos encontramos nesta tarde, neste salão, esperançosos. Que a nossa Fraternidade dê a cada um de nós condições do trabalho sem desfalecimento. Temos esses propósitos, estaremos intuindo fraternalmente cada companheiro, cada irmão que se dispõe à tarefa. [...] Que os amigos espirituais, os benfeitores e o Cristo continuem se encontrando na nossa Fraternidade, neste campo de amor que avança, recuperando, muitas vezes, o mais cansado. [...] Nós nos chamamos simplesmente Glacus e estamos continuamente esperançosos. [...] Acolhamos cada um que bater à porta desta Fraternidade; recebam todos com carinho e amor, ombro a ombro, lado a lado. Obrigado, queridos irmãos, por mais um ano nesta Casa de amor, e que possamos todos nós, encarnados e desencarnados, proporcionar o trabalho, que expande a Fraternidade e nos indica o caminho, pois é preciosíssima essa existência para todos e também para nós, espíritos . Perdão pelo prolongamento das palavras, mas é o meu coração que fala a cada um de vocês. Jesus conosco, que Jesus nos abençoe hoje, agora e sempre. Que assim seja!”
Após pedir bênção do mestre Jesus, o irmão Panze nos disse: “Nos felicita muito encontrar tantos tarefeiros reunidos, é gratificante perceber que temos caminhado para o mesmo objetivo [...]; nos emociona ver tantos corações vibrando na mesma sintonia, a sintonia do amor. É por isso que nos reunimos, que nos é dada a oportunidade de estarmos ao lado de parentes que desencarnaram. Tantos estão felizes com esta festa, que apenas representa o compromisso que firmamos quando do nosso desencarne. Não é à toa que fomos atraídos para cá: alguns por curiosidade, outros por comprometimento com a mediunidade [...], mas o que importa é que aqui estamos.” O irmão chamou a atenção para as oportunidades que são apresentadas a cada um de nós, e aconselhou que as abracemos. Ele então finalizou com um conselho edificante: “Este é o nosso compromisso: socorrer uns aos outros; deixemos as vaidades de lado, deixemos que o amor fraternal seja instrumento. Estudem, dediquem-se ao estudo das obras, façam o culto do evangelho no lar, pois isso ajuda a ajudar. Agradecemos a Deus mais uma vez por estar aqui colaborando. Que o amor do Cristo nos acompanhe.”
Como sempre de alto astral, o irmão Palminha nos deixou a mensagem: “O nosso tesouro está onde está o nosso coração. Reúnam-se todos e mãos à obra. [...] Antes da reunião, andamos pelo salão, recolhendo fluidos e utilizamos para fazer um bolo de fluidos para os nossos irmãos, que muitos poderão aproveitar durante o sono do corpo físico, de muitas formas, alguns terão idéias... É um bolo para esse jovem de 34 anos. A luz da doutrina do Cristo é a nossa renovação íntima, pois se assim não fizermos, passaremos a nossa existência em branco. [...] Basta uma semana de cristianismo para saber o que devemos fazer. Então, trabalhemos para que possamos retirar o véu da ignorância, porque as zonas umbralinas são zonas de muita dor. Nós, espíritos desencarnados, enviaremos esforços para que nenhum dos irmãos precise passar por essa experiência de provação. Muitos estão operosos, daí a importância da nossa renovação, daí ser importante termos olhos de ver e ouvidos de ouvir, pois assim muito realizaremos, em benefício de nós mesmos. Todo aquele que aporta nosso portão e adentra nossa Casa é um irmão de outrora, e por isso temos que abrigar esses irmãos com o calor do nosso coração, logo, eles se tornarão operosos também.”
Com suas palavras de amor e fé, o irmão Otto nos disse: “Alegra-nos imensamente o coração estarmos reunidos nesta data tão importante [...]. A Fraternidade Espírita Irmão Glacus representa um celeiro de trabalho e de conhecimento imenso, onde equipes espirituais inúmeras se organizam e saem em busca dos lares necessitados de amor, todas as noites. E, no céu do Brasil, a luz, o clarão que se eleva da nossa Fraternidade atrai também numerosos espíritos que necessitam de amparo. Por isso, queridos irmãos, agradecemos a Deus nosso pai [...] e aos irmãos que lutaram para construir esta Casa de trabalho. Que possamos, sempre que sairmos dos muros da Fraternidade e adentrarmos nossos lares, levar o que aprendemos aos nossos familiares e praticarmos junto a eles. Que os nossos lares sejam os portos seguros de nossas orações. Que possamos externar também nosso trabalho sempre aos nossos irmãos que receberam, como nós, a oportunidade da reencarnação. Que possamos amparar, iluminar, levar a mensagem da fraternidade com nossos gestos, nossas palavras. Não se esqueçam de perdoar sempre e esquecer os erros alheios, pois muitos não tiveram a oportunidade como nós de aprender as coisas do espírito, sobre o porquê de estarmos mais uma vez aqui reencarnados.”
Com seu singelo “boa tarde”, o irmão Pedro de Camargo iniciou dizendo: “O amor do Cristo nos uniu como pérolas em cordões de esperança e, invariavelmente, emociono-me com o envolvimento físico por meio da mediunidade, nesta oportunidade de expressar os meus humildes apontamentos e a carga infinita dos meus sentimentos. No momento em que os nossos corações se unem, mais audíveis se tornam as palavras do Cristo. Reúnem-se neste salão espíritos com envolvimento variável ao longo da história espiritual ligada a esta Casa de amor e bondade. Àqueles que vieram pela primeira vez a esta Casa, escolheram um belo dia. E, muitos dos que aqui estão, mais do que comemoram o 34º aniversário, porque se envolveram com o espírito do Glacus e estão evoluindo e em aprendizado com esse espírito de luz. No entanto, hoje estamos comemorando algo em comum: tanto o que vem pela primeira vez, quanto o que está há milênios, temos muito a agradecer, e tanto agradecimento não cabe no coração de Glacus. O que seria dos nossos espíritos, ó pai, se eu não tivesse calado tantas vezes em nome do Evangelho? O que seria de mim se não tivesse falado quando era preciso [...]? Meu Deus, o que teria sido de mim se no dia que liguei, aquela voz doce que atendeu não tivesse orado comigo? Quantas vezes adormeci com a leitura [do Evangelho]? Ó Deus de justiça, amor e caridade, não teria sido possível nunca ver através dos corpos os espíritos [que neles habitam]. Para onde eu teria ido nas noites em que aprendo; que caminhos são esses, Jesus? Ó Deus, receba as nossas preces; cada um de nós que aqui comparece tem seus motivos de reflexão. A humanidade carece de luz, as criaturas que conhecem Jesus são a esperança. Certo dia, em meio a esse movimento cinematográfico de divulgação da doutrina, perguntaram a André Luiz: “Por que o nome Nosso Lar?” Porque é exatamente em nosso lar que a salvação se processa. É na intimidade das relações, na educação, na expressão do Evangelho que tudo se santifica. [...] Ei-nos aqui na Colônia Espiritual Irmão Glacus, é essa colônia que nos recebeu, apesar dos umbrais da nossa consciência [...] e é daqui que partiremos a planos superiores. Trabalhem, meus queridos irmãos, como se fosse Nosso Lar. [...] E não há mais satisfação e tranqüilidade se não levarmos a boa nova. Recebamos o bolo fluídico com a certeza de que é o amor o alimento da alma. [...] Quanto mais você invocar os espíritos, mais você irá nos elevar e nos empurrar ao peito do nosso mestre Jesus.”
Colaboração : Márcia Romano
Fotos: Jayme Meirelles
- Notícias:




