VI SEMINÁRIO SOS FAMÍLIA

O VI Seminário SOS Família teve como tema “Diversidades conjugais e seus reflexos nos filhos” e começou às 08 horas da manhã do dia 30 de outubro, na FEIG. Após a apresentação do coral “Canto de Meimei”, a palestrante Olinta Fraga relatou uma história verídica de uma senhora que tinha dificuldades de se relacionar com as pessoas e, após inúmeros percalços, pensou em desistir da vida, mas ao invés disso resolveu fazer um trabalho de reforma íntima para tentar resolver os conflitos que descobriu serem advindos da educação que recebera, evitando repetir as mesmas atitudes e procurando mudar para melhor.
Após esse relato, os presentes se reuniram em salas e fizeram uma dinâmica que tinha como objetivo uma reflexão sobre como os pais e a educação que cada um teve na infância influenciam em nossas decisões atuais, inclusive na escolha dos companheiros que descobrimos terem características parecidas com nossos pais. Verificamos que as qualidades e os defeitos exemplificados pelos pais são passados para os filhos, e é necessário fazer uma análise para percebermos o que devemos eliminar de dentro de nós e o que podemos aproveitar.
Ao terminar a dinâmica, os participantes compartilharam algumas opiniões sobre o seminário e leram as mensagens expostas em cartazes tirados do livro A arte do reencontro – casamento, de Alberto Almeida. 
A palestra iniciou-se com questionamentos sobre o que mudou nas famílias nos últimos 35 anos, inclusive suas múltiplas conformações: pais separados que casam de novo e têm outros filhos; casais de homossexuais que adotam crianças; famílias poligâmicas em que o homem tem várias mulheres e todos vivem juntos, dentre outros exemplos. Foi citado que o conceito atual de família é de pessoas ligadas pelo compromisso amoroso de cuidar uns dos outros, e não apenas regidas pelos laços consanguíneos. Foi salientado que os pais devem ensinar os filhos a cuidarem de si mesmos e serem autônomos.

Ressaltou-se a importância dos filhos terem referência em casa e que os pais precisam ter coerência nas atitudes e opiniões e não devem desautorizar um ao outro na frente dos filhos: é necessário haver lei no lar. Mesmo que discordem um do outro, deve-se esperar o momento certo, longe dos filhos, para conversarem e se entenderem.
Foi explicada a diferença entre autoridade e autoritarismo; os pais autoritários não aceitam diálogo e lidam com os filhos através de ameaças e críticas, gerando sentimentos de inferioridade e revolta que poderão, no futuro, fazê-los iguais ou piores. A autoridade já é diferente, pois gera nos filhos a admiração, que faz com que eles assimilem o que os pais estão falando e possibilita uma interação com base no diálogo franco e no respeito. Quando os pais deixam as crianças fazerem tudo o que querem, elas se tornam adultos egoístas e podem partir para a delinquência e libertinagem.

A educação pode ser passada de maneira lúdica, através de brincadeiras e bom humor, o que faz com que os filhos tenham prazer em ouvir e aceitar melhor o “não”. Os filhos devem aprender a dividir desde pequenos, mesmo que não necessitem disso, materialmente falando, pois isso faz parte da boa educação. Os pais que dão o exemplo em casa e têm o costume de dizer palavras de agradecimento como “obrigado” e “por favor” serão seguidos pelos filhos que tenderão a copiá-los em suas atitudes.
Para finalizar, a palestrante reforçou a importância do amor que os pais devem transmitir aos filhos, e que a educação deve ser embasada neste sentimento imprescindível para a vida em família:
“Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a” (Goethe).
                                           Colaboração: Janaína Magalhães