Reunião de Convívio Espiritual - Terceiro Domingo


   
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MENSAGEM   

                  Boa tarde a todos.  O amor do cristo nos uniu.

 Recordo-me, com muita emoção, uma das minhas desencarnações quando adentrei ao plano espiritual, coberto de remorso, de dor e solidão. Eu aguardava o atendimento numa longa fila, e observava surpreso, que os outros irmãos aflitos que também aguardavam impacientes a sua vez, após adentrarem um pequeno cômodo onde eram atendidos, deixavam-no freqüentemente com o semblante feliz, dando-nos a certeza que o atendimento lhes valeu. Ansiava pela minha vez, porque as minhas dores eram imediatas e não me libertava, pois eu ainda não tinha a certeza da continuidade da vida após a morte.

 O coração espiritual desparou quando entrei no recinto em que um assistente espiritual me aguardava com o coração aberto. E ele me perguntou sobre as minhas dores, sobre o meu sofrimento que eu relatei com detalhes. Então, ele me convidou a pensar um pouco mais a frente, me questionou sobre os possíveis frutos daquelas dores.  “- “Agora pense ainda um pouco mais a frente...”, ele disse. O anjo de Deus foi me conduzindo amorosamente por um caminho inequívoco até que eu me afastei tanto das minhas queixas, dos meus lamentos, das minhas dores, que até então eu julgava ser insuportáveis e definitivamente cravadas em meu coração, que eu acabei me aproximando de uma forte luz. Reconheci: era Jesus.

            Essa experiência me marcou definitivamente, e aí eu entendi porque todos nós sofredores entrávamos sozinho naquela sala, mas a deixávamos com o Cristo e com o sentimento de gratidão por aquele anjo que simplesmente nos conduzia até o Mestre consolador.

Queridos irmãos, o nosso amigo José Grosso disse que os espíritos têm a missão de dar assistência aos encarnados. É verdade. Mas eu pergunto na amizade e na intimidade que possuo a cada um de vocês: - E qual é a missão dos encarnados? Será diferente do que acolher também os outros irmãos encarnados que sofrem tanto quanto vocês, que têm dificuldades, perdas consideradas insuportáveis, o corpo em desequilíbrio, ausências,  saudades,  sonhos, que têm a dor de querer ser o melhor Cristão sem conseguir sê-lo?

Por isto queridos e amados, o Natal e o Ano Novo é festa de (re)nascimento . Apresente o Mestre àqueles que cruzam o seu caminho e que possuem necessidades, dores, lamentos. Seja você o anjo consolador que nos faz pensar sobre o futuro das nossas dores, a crença na vida futura, a justiça de Deus por meio do amor, porque, infelizmente, percebemos que entre os espíritas há muita confusão sobre a justiça, pois limitam-se à lei do carma tratando os seus irmãos apenas pela justiça. Julgam que aqueles que erraram nesta ou em outra vida, são assuntos para a eternidade. Não é nada disso...

 Imagine se Jesus tivesse dito para Maria Madalena - “Você pecou mulher, não há salvação”; e para o cego Bartimeu – “Você não é cego por acaso, você é um pecador e para você não há cura”.  E se tivesse dito a Paulo quando ainda era Saulo de Tarso – “Ora Saulo, você me persegue!”. A humanidade terrestre, grande parte cristã, ainda não percebeu que aquele que nos bate a porta de casa, dos tribunais, dos hospitais, das escolas, necessitam encontrar o sentimento cristão para acolher, porque o Cristo precisa de nós para se fazer presente. A Sua justiça é a justiça do recomeço, do renascimento, movida pelo sentimento do perdão, da benevolência. A sociedade se vinga dos malfeitores na ilusão de que isso modificará a sua índole do espírito, mas a justiça movida pelo ódio não garante a recuperação para aqueles que se transviaram. A Pena deve ser aplicada com vistas à reeducação do espírito.  Reflitam e recebam, com imenso carinho, a mensagem que preparei para cada um de vocês. Humildade sempre: “É preciso que você diminua para que o Cristo apareça”, palavras de Paulo.

Do amigo, Pedro de Camargo

(Mensagem do espírito Pedro de Camargo recebida através da psicofonia do médium Vinícius Trindade, durante Reunião de convívio espiritual da Fraternidade Espírita Irmão Glacus, em em 17/12/2006).

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