Reunião de Convívio Espiritual - Terceiro Domingo


   
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MENSAGEM   

Boa tarde a todos.

Buscaremos nesse momento sintetizar algumas idéias a partir das observações realizadas nesta abençoada tarde.

Percebemos, em muitos corações presentes, sentimentos e pensamentos, vivências e dores relacionadas ao tema desencarnação.

Se fortuitamente separássemos a humanidade em três momentos evolutivos, encontraríamos o primeiro, o mais primitivo, representado pelos animais; o estágio intermediário, representado por este no qual nos encontramos, que se traduz pela busca cristã. E um terceiro estágio caracterizado pela sabedoria e representado pelos espíritos de luz, os anjos e os santos.

A morte é interpretada, em cada uma dessas fases, conforme o nível de evolução. No primeiro não há sofrimento, porque o instinto prepondera e a ignorância reina, então a morte é algo bastante natural. No terceiro, a sabedoria, desvelando a ignorância do espírito, compreende a desencarnação no mundo físico também como um processo natural, porque conhece os mecanismos e porque vive a imortalidade da alma.

Entretanto, no estágio em que nos encontramos, apesar de representar a busca das virtudes do Cristo, também se deixa representar por um espírito ainda  ignorante neste aspecto e ainda muito ligado ao seu próprio espírito, o que a psicologia chama de ego.

Assim,mesmo sendo um processo biológico natural, a morte abala os sentimentos, afetando as encarnações sobremaneira e  muitas vezes nos afastando da nossa Paternidade, Filiação Divina.

Muitos se surpreendem ao perceber o modo frio como alguns médicos tratam o assunto. Ou se são médicos, notaram a mudança ao lidar com o tema diariamente. Esta frieza se traduz no conhecimento do processo biológico e nas repetidas ocorrências, já que o evento passa incontestavelmente por eles. Mas alguém no auditório poderia questionar: porque os médicos, que conhecem tão bem o fenômeno biológico, não são os mais espiritualizados? É verdade que alguns são, mas não é a regra, porque apesar de conhecerem muito bem os aspectos biológicos, ainda não tem no espírito, a certeza da imortalidade da alma.

Queridos irmãos do meu coração. De onde eu lhes falo? Onde está o meu corpo?  Que mecanismo é esse que demonstra através de uma visão clara a realidade, não do meu apenas, mas do seu espírito, da sua alma, da sua vida, o sentido verdadeiro da reencarnação? Se não for Divino, é o que?.

Eis que me encontro, como cada um de vocês, no estágio da cristianização. Não me encontro junto aos espíritos luminosos, mas almejo como nunca estar entre eles. No entanto, tenho trabalhado o desapego, o desprendimento e a busca do conhecimento em meu espírito, - todos eles submetidos ao sentimento de amor ao próximo, porque não há desapego se não houver amor ao próximo; porque não há caridade se nos colocamos à frente dos nossos atos em todas as situações. A palavra às vezes não convence, mas a palavra do Cristo nos trouxe até aqui...

Quem sabe se daqui a pouco, ao retornar ao seu lar, você compreenderá a sua realidade. Se você consultar os seus álbuns de fotografia, você vai encontrar o obituário da sua existência. Onde está esta criança? Morreu. Onde está este adolescente, que lhe parece estranho, sonhador? Já não existe mais. A morte é um fenômeno instantâneo. Você que é pai, você que é mãe às vezes procura na memória o rostinho, os dentinhos, o aceno de uma criança pequena que lhe chegava, que lhe abraçava e lhe beijava. Onde está este filho? Não existe mais. A morte é a realidade do corpo, das aparências, dos gestos, mas o sentimento é a realidade suprema que atravessa todos os momentos e reúne todos no instante atual.

Não tema a morte irmão! Se isso te impede de ser feliz, liberte-se, não alimente esta saudade achando que o mundo tem que assumir o seu sentimento de vitimidade.  Esqueça! A morte é para todos, em tempos variados, conforme as nossas necessidades! Quem teme a morte, teme a vida!

Liberte-se! Ame sem medo de perder! Aceite, perdoe, reconcilie, avance, porque o fim é uma realidade física e uma ilusão espiritual. O momento é a garantia da paz. A vida respeita as suas saudades; a vida respeita os seus medos, mas confie num poder superior. Confie em algo a mais que as suas dores, porque o Cristo, o Cristo veio para aqueles que precisam evoluir, e a sua mensagem é de vida, simbolicamente representada pela sua ressurreição cujas religiões glorificam numa mensagem da vida.

O álbum de fotografias, que você contemplará provavelmente com lágrimas no rosto, será uma lição fantástica para sua alma. Mas o álbum atual não está completo, pois possui alguns plásticos vazios, aguardando novas fotos, novos momentos que nascem e morrem deixando um saldo de evolução.

Que imagem você colocará ali? Quais os instantes que deixaremos morrer, mas cuja lição estará conosco eternamente? Somos um somatório infinito de lembranças e aprendizado, e a sabedoria da vida que representa o amor de Deus, faz com que as criaturas, pouco a pouco, se esqueçam do mal, da dor e passam a ter apenas as lembranças que marcaram positivamente o seu espírito.

Eis a mensagem da tarde, na intenção de chamar a atenção para o momento de hoje, porque o passado e o futuro não existem.

Que você coloque em sua história espiritual, desde já, imagens de saúde, de humildade, de afetividade, de educação, de liberdade, mesmo que o mundo não as compreenda, e que isso lhe traga, lhe traga muita, muita, muita felicidade.

Com muito amor e com muita amizade, do meu espírito Pedro de Camargo.  

(Mensagem do espírito Pedro de Camargo recebida através da psicofonia do médium Vinícius Trindade, durante Reunião de convício espiritual da Fraternidade Espírita Irmão Glacus, em em 20/02/2005).

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