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Fraternidade

 pelo espírito Bezerra de Menezes


 Fascinado pela grandeza das próprias conquistas, o homem moderno se arroja em aventuras cada vez mais fantásticas ampliando os horizontes da vida.

Intrigado com o insondável do Cosmo vem, a pouco e pouco, decifrando os enigmas das galáxias, a um passo para a compreensão das causas da vida na sua mais profunda realidade.

Interrogando as moléculas, penetra-lhes a estrutura, identificando a perfeição das leis que mantêm o processo existencial e ensejando-se conclusões audaciosas para o pensamento.

Viaja em bólides espaciais e trabalha em favor do conforto e da solução de inumeráveis desafios ao bem-estar orgânico e psíquico no mundo.

Todavia, por mais respeitáveis que se apresentem estas conquistas, ainda há muita carência na Terra.

O medo aturde as almas, e os corações estiolados agridem-se.

Há falta de pão, e os interesses dominam nas faixas elementares dos instintos agressivos, gerando aflições, desconforto e infelicidade.

A aquisição dos valores materiais não logrou equacionar as dificuldades morais responsáveis pelas "lesões da alma" em processo de evolução.

Diminuindo a gravidade dos problemas, surge a fraternidade como o primeiro passo para a plena identificação entre os homens, lançando a ponte para as manifestações do amor.

A fraternidade é o hálito de Deus, sustentando as criaturas e unindo-as como verdadeiros irmãos.

A fraternidade é benção que alenta e consola, quando deperecem os recursos exteriores, incapazes de amparar os sentimentos e sustentar o equilíbrio a ponto de desarmonizar-se.

Manter a fraternidade em nossos grupos espíritas é dever impostergável, que nos cabe a todos nós.

Ante a fraternidade resolvem-se as mais difíceis situações, propiciando-se realizações legítimas.

Mediante a fraternidade o sangue do entusiasmo reestimula os corações combalidos, equilibrando-os na luta áspera de crescimento para Deus.

Viver a fraternidade de forma compatível com as necessidades do momento, eis o dever de todos aqueles que compreendemos a missão e o apostolado de Jesus, na Terra.

Vivendo com os homens, semelhante a eles e superior a todos, o Mestre jamais dispensou a fraternidade, legando-a aos Seus discípulos, a fim de que todos que os conhecessem soubessem que Lhes pertenciam...

Assim, vivendo em santa fraternidade e edificando no íntimo o mundo novo de paz, façamos dos nossos propósitos o alicerce de ternura e realização nos quais a caridade se distenda na direção da Humanidade. 


Psicografia de Divaldo Pereira Franco – Livro: Compromissos Iluminativos