Fascinado
pela grandeza das próprias conquistas, o homem moderno se
arroja em aventuras cada vez mais fantásticas ampliando os
horizontes da vida.
Intrigado
com o insondável do Cosmo vem, a pouco e pouco, decifrando os
enigmas das galáxias, a um passo para a compreensão das causas
da vida na sua mais profunda realidade.
Interrogando
as moléculas, penetra-lhes a estrutura, identificando a perfeição
das leis que mantêm o processo existencial e ensejando-se
conclusões audaciosas para o pensamento.
Viaja
em bólides espaciais e trabalha em favor do conforto e da solução
de inumeráveis desafios ao bem-estar orgânico e psíquico no
mundo.
Todavia,
por mais respeitáveis que se apresentem estas conquistas, ainda
há muita carência na Terra.
O
medo aturde as almas, e os corações estiolados agridem-se.
Há
falta de pão, e os interesses dominam nas faixas elementares
dos instintos agressivos, gerando aflições, desconforto e
infelicidade.
A
aquisição dos valores materiais não logrou equacionar as
dificuldades morais responsáveis pelas "lesões da
alma" em processo de evolução.
Diminuindo
a gravidade dos problemas, surge a fraternidade como o primeiro
passo para a plena identificação entre os homens, lançando a
ponte para as manifestações do amor.
A
fraternidade é o hálito de Deus, sustentando as
criaturas e unindo-as como verdadeiros irmãos.
A
fraternidade é benção que alenta e consola, quando deperecem
os recursos exteriores, incapazes de amparar os sentimentos e
sustentar o equilíbrio a ponto de desarmonizar-se.
Manter
a fraternidade em nossos grupos espíritas é dever impostergável,
que nos cabe a todos nós.
Ante
a fraternidade resolvem-se as mais difíceis situações,
propiciando-se realizações legítimas.
Mediante
a fraternidade o sangue do entusiasmo reestimula os corações
combalidos, equilibrando-os na luta áspera de crescimento para
Deus.
Viver
a fraternidade de forma compatível com as necessidades do
momento, eis o dever de todos aqueles que compreendemos a missão
e o apostolado de Jesus, na Terra.
Vivendo
com os homens, semelhante a eles e superior a todos, o Mestre
jamais dispensou a fraternidade, legando-a aos Seus discípulos,
a fim de que todos que os conhecessem soubessem que Lhes
pertenciam...
Assim,
vivendo em santa fraternidade e edificando no íntimo o mundo
novo de paz, façamos dos nossos propósitos o alicerce de
ternura e realização nos quais a caridade se distenda na direção
da Humanidade.