Em todos os
lugares e situações da vida, a caridade será sempre a fonte
divina das bençãos do Senhor.
Quem dá o pão ao
faminto e água ao sedento, remédio ao enfermo e luz ao
ignorante, está colaborando na edificação do Reino Divino,
em qualquer setor da existência ou da fé religiosa a que foi
chamado.
A voz compassiva e
fraternal que ilumina o espírito é irmã das mãos que
alimentam o corpo.
Assistência,
medicação e ensinamento constituem modalidades santas da
caridade generosa que executa os programas do bem. São
vestiduras diferentes de uma virtude única. Conjugam-se e
completam-se num todo nobre e digno.
Ninguém pode
assistir a outrem, com eficiência, se não procurou a edificação
de si mesmo; ninguém medicará, com proveito, se não
adquiriu o espírito de boa-vontade para com os que
necessitam, e ninguém ensinará, com segurança, se não
possui a seu favor os atos de amor ao próximo, no que se
refira à compreensão e ao auxílio fraternais.
Em razão disso,
as menores manifestações de caridade, nascidas da sincera
disposição de servir com Jesus, são atividades sagradas e
indiscutíveis. Em todos os lugares, serão sempre sublimes
luzes da fraternidade, disseminando alegria, esperança,
gratidão, conforto e intercessões benditas.
Antes, porém, da
caridade que se manifesta exteriormente nos variados setores
da vida, pratiquemos a caridade essencial, sem o que não
poderemos efetuar a edificação e a redenção de nós
mesmos. Trata-se da caridade de pensarmos, falarmos e agirmos,
segundo os ensinamentos do Divino Mestre, no Evangelho. É a
caridade de vivermos verdadeiramente nEle para que Ele viva em
nós. Sem esta, poderemos levar a efeito grandes serviços
externos, alcançar intercessões valiosas, em nosso benefício,
espalhar notáveis obras de pedra, mas, dentro de nós mesmos,
nos instantes de supremo testemunho na fé, estaremos vazios e
desolados, na condição de mendigos de luz.