Toda
enfermidade do corpo é
processo educativo para a
alma.
Receber,
porém, a visitação benéfica
entre manifestações de
revolta é o mesmo que
recusar as vantagens da lição,
rasgando o livro que no-la
transmite.
A
dor física, pacientemente
suportada, é golde de buril
divino realizando o aperfeiçoamento
espiritual.
Tenho
encontrado companheiros a
irradiarem sublime luz do
peito, como se guardassem lâmpadas
acesas dentro do tórax. Em maior
parte, são irmãos que
aceitaram, com serenidade,
as dores longas que a Providência
lhes destinou, a benefício
deles mesmos.
Em
compensação, tenho sido
defrontado por grande número
de ex-tuberculosos e
ex-leprosos, em lamentável
posição de desequilíbrio,
afundados muitos deles em
charcos de treva, porque a
moléstia lhes constituiu tão
somente motivo à insubmissão.
O
doente desesperado é sempre
digno de piedade, porque não
existe sofrimento sem
finalidade de purificação
e elevação.
A
enfermidade ligeira é
aviso.
A
queda violenta das forças
é advertência.
A
doença prolongada é sempre
renovação de caminho para
o bem.
A
moléstia incurável no
corpo é reajustamento da
alma eterna.
Todos
os padecimentos da carne se
convertem, com o tempo, em
claridade interiores, quando
o enfermo sabe manter a paciência,
aceitando o trabalho
regenerativo por benção da
Infinita Bondade.
Quem
sustenta a calma e a fé nos
dias de aflição, encontrará
a paz com brevidade e
segurança, porque a dor, em
todas as ocasiões, é a
serva bendita de Deus que
nos procura, em nome d'Ele,
a fim de levar a efeito,
dentro de nós, o serviço
da perfeição que ainda não
sabemos realizar.