O amor é o
adubo e a alma é a vida.
Dessa união
floresce o lírio do bem a perfumar a Humanidade.
Jesus, o
Jardineiro Divino, encarrega-se de sustentar a união entre o
amor e a alma, de modo que o aroma a espraiar-se seja a luz da
caridade, que esbate as trevas da ignorância e do sofrimento,
modificando a paisagem aflitiva do mundo.
Quando o amor e
alma se entrelaçam em perfeita comunhão, o domínio da
esperança faz-se realidade que pacifica, impedindo que a violência
gere a guerra e multiplique o extermínio de vidas.
Somente o amor
é pão nutriente para a alma, desde que todo e qualquer
alimento que se não sustente no combustível divino,
deteriora e intoxica, contribuindo para a desordem e a
loucura.
Por isso, a alma
ama, e esse amor é fogo purificador que santifica, liberando
das mazelas que deformam o caráter e impedem que a limpidez,
a transparência dos sentimentos reflita a presença do Amor não
amado.
Enquanto a alma
não ama, desdobra os recursos da vida sem lograr viver.
A vida não se
consubstancia sem o amor divino de Deus e como a alma é
manifestação do Pai por amor, alma e amor são substâncias
geradas na fonte excelsa do bem para a glória a que estão
destinados a vida, que é a alma, e o amor, que representa o
combustível que a sustenta.
Lisieux,
França, 31.10.1983
NOTA:
Por informação de Divaldo, a mensagem de Teresa de
Jesus foi psicografada de forma muito especial. Quando o médium
baiano visitava a cripta da insigne cristã, em 31.10.1983,
Joanna de Ângelis informou que aquele nobre Espírito
desejava mandar uma mensagem, sugerindo a Divaldo que se
concentrasse, ali mesmo, no recinto da Igreja. Considerando-se
a evolução da Entidade Veneranda, esta transmitiu o seu
pensamento e Joanna de Ângelis captou-o, transferindo-o ao
medianeiro. Joanna de Ângelis foi assim a médium para Teresa
de Jesus, como Divaldo o foi para a Instrutora, num caráter
especial.