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Depois
da morte do corpo:
A
frase amiga que houvermos proferido no estímulo
ao bem será um trecho harmonioso do cântico
de nossa felicidade.
A
opinião caridosa que formulamos acerca
dos outros converter-se-à em recurso de
benignidade da Justiça Divina, no exame
de nossos erros.
O
pensamento de fraternidade e compreensão
com que nos recordamos do próximo
transformar-se-á em fator de nosso equilíbrio.
O
gesto de auxílio aos irmãos de nosso
caminho oferecer-nos-à farta colheita de
alegria.
Mas,
igualmente, além do túmulo:
A
maledicência que partiu de nossa boca será
espinheiro a provocar-nos dilacerações
de ordem mental.
A
nossa indiferença para com as amarguras
do próximo nos aparecerá por geada
desoladora.
A nossa preguiça surgirá por gerador de
inércia.
A
nossa possível crueldade exibirá, na
tela de nossas consciências, a constante
repetição dos quadros deploráveis de
nossos delitos e de nossas vítimas,
compelindo-nos à demora em escuras
paisagens purgatoriais.
A
morte é o retrato da vida.
A
verdade revelará na chapa do teu próprio
destino as imagens que estiveres criando,
sustentanto e movimentando no campo da
existência.
Se
desejas alegria e tranqüilidade, além
das fronteiras de cinza do sepulcro,
semeia, enquanto é tempo, a luz e a
sabedoria que pretendes recolher, nas
sendas da ascensão espiritual.
Hoje - plantação, segundo a nossa
vontade.
Amanhã
- seara, conforme a Lei.
Se
agora cultivamos a treva, decerto
encontraremos, depois, a resposta
respectiva.
Se,
porém, semearmos o amor e a simpatia onde
nos encontrarmos, indiscutivelmente, mais
tarde, penetraremos a luz e a beleza da
imortalidade vitoriosa. |