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Mãezinha
Enquanto
o mundo te
adorna a
presença
com legendas
sublimes,
abrilhantando-te
o nome, quis
trazer-te a
homenagem de
meu
reconhecimento
e de meu
carinho,
segundo as
dimensões
de tua
bondade, e
te rememorei
os sacrifícios...
Revi,
Mãezinha,
as tuas
noites
longas,
junto de
mim, quando
a febre me
atormentava
no berço.
Anjo
transformado
em mulher
erguia as mãos
para o Céu
e o que
falavas com
Deus me caía
no rosto em
forma de lágrimas!...
Tornei
a
encontrar-te
os braços
acolhedores,
festejando-me
o retorno à
saúde, com
a doçura de
teus beijos.
E,
vida em
fora, o
pensamento
recuou para
lembrar-te...
Com
a retina da
memória,
contemplei-te
os lábios
pacientes,
ensinando-me
a pronunciar
as preces da
infância;
e, nesses lábios
inesquecíveis,
fitei os
sorrisos de
júbilo,
quando me
deste os
primeiros
livros da
escola.
Depois,
acompanhei-te,
passo a
passo, o
calvário de
renúncia em
que me
levantaste
para a vida.
Quantas
vezes me
abraçaste,
trocando bênçãos
por aflições,
não
conseguiria
contar...
Quantas
vezes te
ocultaste no
sofrimento
para que a
alegria não
me fugisse,
realmente, não
sei...
Passou
o tempo e,
hoje, de
alma
enternecida,
anseio
debalde
surpreender
as palavras
com que algo
te venha
dizer de meu
agradecimento;
entretanto,
eu que
desejaria
medir o meu
preito de
afeto pelo
tamanho de
teu
devotamento,
posso apenas
calcular a
extensão de
meu débito
para
contigo, a
repetir que
te amo e que
em ti possuo
o meu
tesouro do Céu.
Perdoa,
Mãezinha,
se nada
tenho para
dedicar-te,
senão as pérolas
do meu
pranto de
gratidão,
iluminadas
pelas orações
que endereço
a Deus por
tua
felicidade.
E,
se te posso
entregar
algo mais,
deixa que te
oferte o meu
próprio
coração,
neste livro
de ternura,
por dádiva
singela de
minha
confiança e
carinho, num
ramalhete de
amor.
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Uberaba,
1º de março de 1971.
Página
extraída do livro “Mãe -
Antologia Mediúnica”,
psicografado por Francisco Cândido
Xavier - Casa Editora O Clarim.
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