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A
oração nem sempre nos retira do
sofrimento, mas sempre nos
reveste
de forças para suportá-lo.
Não
nos afasta os problemas do cotidiano,
entretanto, nos clareia o
raciocínio,
a fim de resolvê-los com segurança.
Não
nos modifica as pessoas difíceis dos
quadros de convivência, no entanto,
nos
ilumina os sentimentos, de modo a aceitá-las
como são.
Nem
sempre nos cura as enfermidades, contudo,
em qualquer ocasião,
nos
fortalece para o tratamento preciso.
Não
nos imuniza contra a tentação, mas nos
multiplica as energias
para
que lhe evitemos a intromissão, sempre a
desdobrar-se, através
de
influências obsessivas.
Não nos livra da injúria e da perseguição,
entretanto, se quisermos, ei-la que nos
sugere o silêncio,
dentro do qual deixaremos de
ser instrumentos para
a extensão do mal.
Não
nos isenta da incompreensão alheia, porém,
nos inclina à tolerância
para
que a sombra do desequilíbrio não nos
atinja o coração.
Nem
sempre nos evitará obstáculos e as provações
do caminho que nos
experimentem
por fora, mas sempre nos garantirá a
tranqüilidade, por
dentro
de nós, induzindo-nos a reconhecer que,
em todos os
acontecimentos
da vida, Deus nos faz sempre o melhor.
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