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Nosso
grupo de trabalho espírita-cristã, em
verdade, assemelha-se ao campo consagrado
à lavoura comum.
Almas em pranto que o procuram simbolizam
terrenos alagadiços que nos cabe drenar
proveitosamente.
Observadores agressivos e rudes são
espinheiros magnéticos que devemos
remover sem alarde.
Freqüentadores enquistados na ociosidade
mental constituem gleba seca que nos
compete irrigar com carinho.
Criaturas de boa índole, mas vacilantes
na fé, expressam erva frágil que nos
pede socorro até que o tempo as favoreça.
Confrades irritadiços, padecendo
melindres pessoais infindáveis, são os
arbustos carcomidos por vermes de feio
aspecto.
Irmãos sonhadores, eficientes nas idéias
e negativos na ação, representam flores
improdutivas.
Pedinchões inveterados, que nunca movem
os braços nas boas obras, afiguram-se-nos
folhagem estéril que precisamos sup ortar
com paciência.
Amigos dedicados ao mexerico e ao sarcasmo
são pássaros arrasadores que prejudicam
a sementeira.
O companheiro, porém, que traz consigo o
coração, para servir, é o semeador que
sai com Jesus a semear, ajudando
incessantemente a execução do Plano
Divino e preparando a seara do Amor e da
Sabedoria, em favor da Humanidade, no
Futuro Melhor.
ANDRÉ
LUIZ
(Do livro "Coragem", 36, edição
CEC)
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