PÃO,
OURO E AMOR
Aquele
diz: — “Isto é meu”.
Outro
afirma: — “Guardo o que me
pertence”.
Entretanto,
só Deus é o legítimo Senhor de Tudo.
Rejubilas-te
com a nutrição...
Contudo foi Ele quem promoveu a sustentação
da semente para que a semente, convertida
em pão, te assegure o equilíbrio.
Orgulhas-te do dinheiro que te garante a
aquisição das utilidades imprescindíveis
à segurança e ao conforto...
No entanto, foi Ele, quem te angariou
indiretamente os recursos precisos para
que te não faltassem saúde e raciocínio,
disposição e inteligência na tarefa em
que te sorri a fortuna.
Regozijas-te
com o lar...
Todavia,
foi Ele quem te situou nos braços
maternais que te acalentaram os vagidos
primeiros, aproximando-te dos afetos que
te enriquecem os dias...
Lembra-te
de Deus, o Todo Misericordioso que nos
confia os tesouros da existência, a fim
de que aprendamos a buscar-Lhe o Paterno
Seio...
E
reparte com teu irmão do caminho os
talentos que Ele te empresta, na certeza
de que somente ao preço da fraternidade
infatigável e pura, subirás para a Glória
Divina, em que Deus te reserva a
imortalidade da vida entre as fulgurações
da Sabedoria Imperecível e as bênçãos
do Amor Eterno.
Scheilla
(De
“Caridade”, de Francisco Cândido
Xavier – Espíritos Diversos)