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EDUCAR-SE
PARA EDUCAR
A
cultura avançada na Terra patrocina,
invariavelmente, processos
mais
amplos para a defesa do corpo.
Resguardos para as surpresas da
temperatura. Imunidades à frente das
moléstias contagiosas. Roupas adequadas
para travessar as ondas rubras do incêndio.
Escafandros destinados à imersão sem
perigo nos segredos do mar.
Entretanto,
não existe à venda peles que abrigue a
pessoa contra o frio do desencanto,
vacinas que a isente perante a devastação
da calúnia, amianto que a preserve do
fogo das paixões e nem aparelhos que a
mantenha invulnerável sob os
arrastamentos inferiores. Há, porém, a
cultura da alma que não se adquire nas
universidades de alvenaria e que é possível
obter na própria Terra, através das lições
dos instrutores
espirituais que se acham no educandário
humano, em
socorro
da vida.
É
por isso que há escolas e escolas,
professores da inteligência e
professores do espírito. Todavia, as técnicas
de instrução e adestramento possuem análogos
mecanismos. Se ninguém consegue
envergar determinada veste por alguém e
muito menos apropriar-se de recursos
defensivos em substituição a outra
pessoa, nos problemas do burilamento
moral vige idêntico preceito. A
Doutrina Espírita é o instituto
universal de ensino e proteção, instalado por Allan
Kardec, sob orientação do Mestre dos
Mestres - Jesus
Cristo. Nela encontramos todos os
equipamentos e valores necessários à
habilitação do espírito para a
segurança e vitória no mundo e a favor
do mundo que se eleva e melhora sempre,
quando alguém se eleva e melhora...
Para
isso, no entanto, indispensável se
disponha cada um a aceitar pacientemente
as provas terráqueas por exercícios
inevitáveis, aprendendo a amar e
servir, compreender e construir, a fim
de educar-se para educar.
André
Luiz
(Livro
"Sol nas Almas", cap. 46,
editora CEC)
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