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Jornal Evangelho e Ação

 
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- FUNDADO EM ABRIL DE 1988

 


 

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Richard Simonetti

     Entrevista:

Richard Simonetti

Foi com grata satisfação que a equipe do Jornal Evangelho e Ação entrevistou o nosso querido e dedicado irmão Richard Simonetti, legítimo descendente de italianos, não obstante o prenome inglês, sugerido por um amigo de seu pai. Teve a oportunidade de nascer em berço espírita no ano de 1935. Atualmente está envolvido junto a Doutrina Espírita na exposição doutrinaria, na direção de uma instituição espírita, assistência espiritual, reuniões mediúnicas bem como na literatura. E como ele mesmo nos diz: “E estou envolvido no desafio maior: renovar-me à luz da Doutrina. É o mais difícil”.

Jornal Evangelho e Ação (Jornal): Observamos que durante a sua trajetória, vários são os livros escritos pelo senhor. Nenhum deles psicografado. Qual é o processo que o senhor se utiliza para escrever um livro? Como é a escolha do tema central e dos demais temas a serem abordados?

Richard Simonetti (Richard): “Meus livros, 43 até o presente, não são psicografados, mas “suorografados”, dão muito trabalho, de vez que não me considero um escritor legítimo, apenas um operário da palavra.”

Jornal: Qual a sua visão do Apocalipse, o livro de João, apóstolo de Jesus, escrito por ele na Ilha de Patmos?

Richard: “Uma bela fantasia, recheada de imaginação, com alguns toques de profecia, cuja interpretação também exige capacidade imaginativa”.

 

Jornal: Em relação ao Sesquicentenário de O Livro dos Espíritos como o senhor vê este evento? O que significa para o Espiritismo comemorar 150 anos de existência?

Richard: “Significa que somos maus divulgadores, porquanto em 150 anos de Doutrina, pouco conseguimos avançar na divulgação de seus princípios. Temos um produto maravilhoso e um péssimo marketing”.

 

Jornal: Recentemente o senhor escreveu um artigo falando a respeito dos filhos dos espíritas. Onde estão eles? Gostaria de saber qual o conselho que o senhor daria para pais que sentem dificuldades de trazerem seus filhos para as reuniões evangélico-doutrinárias? Como lidar com o livre arbítrio que elas possuem?

Richard: “Durante a infância os filhos devem ser levados ao Centro, em reuniões de iniciação espírita. Na adolescência, quando despertam para a vida, vai depender deles. Aí reside a dificuldade, porquanto eles têm outras prioridades. Tanto quanto possível, é cultivar o diálogo, buscando despertar seu interesse, sem nada forçar”.

 

Jornal: Há uma grande discussão no meio espírita sobre a questão Chico Xavier. Alguns autores afirmam ter sido ele Allan Kardec. Nos seus dois últimos lançamentos Rindo e Refletindo com Chico Xavier – Volume 1 e 2 teve a oportunidade de fazer uma abordagem sobre alguns aspectos de sua vida. Dentro de sua experiência e estudo qual a sua opinião a respeito deste assunto?

Richard: “Quando converso com a turma a favor, convencem-me. Se converso com o pessoal do contra, também fico convencido. Todos têm argumentos muito fortes. Fortes e passionais. Melhor deixar “baixar a poeira”. Dentro de algumas décadas, quando acalmarem as paixões, a Espiritualidade nos ajudará a definir”.

Jornal: Qual a mensagem que o senhor gostaria de deixar para os leitores de nosso jornal Evangelho e Ação?

Richard: “Que leiam sempre o “Evangelho e Ação”, mas não se esqueçam de empregar idêntico esforço na ação evangélica”.

 

Wellerson Santos