Departamento do Bem Estar e Assistência Social

Campanha do Quilo

Irmão Flores


   

ENCONTRO DOS TAREFEIROS DA CAMPANHA DO QUILO - 03/agosto/2003

No dia três de agosto de 2003 aconteceu o Encontro dos Tarefeiros da Campanha do Quilo da FEIG. Esta reunião foi sugerida pela própria espiritualidade mentora da nossa Fraternidade. Ao chegarmos naquela manhã de domingo, vislumbramos um cenário altamente preparado para as vibrações que se desdobrariam.

  

A musicalidade harmonizou o ambiente 


Detalhe do salão 

   

Uma música ambiente enchia o salão de suaves vibrações como a prenunciar a belíssima reunião que presenciaríamos daí a instantes. O clima era de total descontração e amizade, já que a maioria das pessoas presentes conhecia-se pessoalmente; ali se congregava os tarefeiros da Campanha do Quilo, que retornavam de seu afã abençoado.

Chegadas todas as equipes que se encontravam em tarefa, o nosso irmão Edgar, para dar início à reunião, solicitou aos nossos irmãos José Bento e família que entoassem ao violão dois belíssimos hinos. Já estávamos sensibilizados profundamente, pois durante o hino do espírito José Grosso percebíamos o carinho de todos para com o nosso mentor. A reunião transcorria de forma maravilhosa, seja pelas palavras de nosso irmão Japiassu, que agradecia aos campanheiros em nome do Departamento de Assistência Social da FEIG, seja pelas explicações de nosso irmão Edgar. A palavra da espiritualidade na segunda parte do Encontro deixava-nos com a certeza que fomos presentiados pela oportunidade de estarmos ali naquela manhã.

Os tarefeiros da Campanha do Quilo por certo contam com o apreço e a estima de toda a espiritualidade, como todos os tarefeiros que exercem uma atividade de amor. Isto nos faz muito pensar: a tarefa da Campanha do Quilo tem uma importância grande na divulgação da Doutrina dos Espíritos (um dos principais deveres de qualquer espírita, que embora não tenhamos a pretensão de impingir a Doutrina a quem quer que seja, temos a obrigação de divulgá-la a quantos demonstrem interesse por ela); e os “caravaneiros da alegria” têm desempenhado muito bem a sua tarefa, o que os torna merecedores de tão auspiciosa homenagem. Sentimos que todos presentes estavam envolvidos com a vibração e via-se lágrimas nos olhos de nossos irmãos, que traziam o coração lavado e a alma alegre pela maior de todas as alegrias que só pode vir do dever bem cumprido. Afinal de contas, os tarefeiros da Campanha do Quilo das casas espíritas cristãs atuais são os herdeiros de uma tradição belíssima iniciada há 2.000 anos atrás quando, naquela tarde inesquecível, ouviu-se frente à multidão a voz do discípulo Filipe de nosso Senhor Jesus Cristo inquirir o Mestre dizendo: “- Mestre, a multidão tem fome!”. Então com entono inesquecível de voz o próprio Jesus perguntou-lhes o que tinham para dar e André saiu à procura dentre à multidão e voltou dizendo ter achado um rapaz que tinha cinco pães e dois peixes apenas. Jesus pega o pouco que tinham conseguido e dá de comer à multidão de 5000 homens, mulheres e crianças. Foi por certo a primeira Campanha do Quilo ocorrida, pois fica claro que Jesus multiplica, mas não prescinde de nossa colaboração com o pouquinho que pudermos dar.  Já sabemos que “DEUS AJUDA O HOMEM ATRAVÉS DO HOMEM”.

Os tarefeiros da Campanha do Quilo de hoje são os legítimos  “MÉDIUNS DO ALIMENTO”, pois o que vem a ser a mediunidade senão a ponte que liga dois planos ou duas necessidades, que é a necessidade de dar e a necessidade de receber? Eles buscam o alimento físico de quantos puderem doar e oferecem este pouco para que Jesus o multiplique e aplaque o sofrimento de quantos não têm esperanças. São eles que sem o saber tornam-se a resposta de Deus às preces de mãezinhas e paizinhos aflitos que vêm buscar na Fraternidade Espírita Irmão Glacus, como em outras tantas casas espíritas, um raio de esperança para seus filhinhos amados.

Somos muitas vezes o fiel da balança. O meio pelo qual Deus responde às preces de nossos irmãos. Os campanheiros trazem e levam tanto o alimento físico como o alimento espiritual, pois mesmo quando são mal recebidos, se assim o são, são porque suas presenças incomodaram e se incomodaram são porque causaram tremores ou trincas em corações às vezes acostumados a longos períodos de congelada hibernação. A semente foi plantada e no devido tempo germinará. Assim, ficou claro para nós a importância desta tarefa tão bela dos nossos queridos  “MÉDIUNS DO ALIMENTO”. Que Jesus os abençoe sempre e que a perseverança e a coragem os acompanhe em cada rua do caminho, em cada campainha tocada e em cada sorriso fraterno que sempre precede a já conhecida frase “- Bom dia, somos da Campanha do Quilo e estamos aqui para pedir ... ”

 Marcelo de Araújo Marcondes