Notícias

A última reunião de convívio espiritual de 2011 da Fraternidade Espírita Irmão Glacus (FEIG) foi marcada por muita reflexão sobre o ano que se encerra e sobre o Natal. O irmão Sebastião Costa Filho, presidente da FEIG, transmitiu palavras de estímulo, que encerram grandes ensinamentos da doutrina espírita: “Fora do amor não há salvação. As grandes dificuldades que enfrentamos são em função da falta de amor. Se quisermos evoluir, crescer, só com o amor. Esse é o melhor presente que podemos dar ao aniversariante, que é Jesus”, disse o irmão.
A reunião de convívio espiritual é realizada todo terceiro domingo do mês, ora na sede da Fraternidade, ora na Fundação Espírita Irmão Glacus. A reunião de dezembro foi realizada dia 18, na sede da Fraternidade. Além da reflexão, final de ano é tempo de se estabelecer metas para o ano seguinte. E na FEIG não foi diferente – o irmão Sebastião listou algumas mudanças internas para o avanço da Casa:
•    Criação de um cadastro para tarefeiros;
•    Criação de programas de promoção à saúde, já que só tratar não basta, é preciso prevenir (lembrando que a FEIG já possui um ambulatório e oferece tratamento odontológico);
•    Melhora do aproveitamento de espaços da FEIG, para que o tarefeiro se sinta mais acolhido;
•    Recuperação do acervo mediúnico (composto de psicografias, psicofonias, palavras da espiritualidade nas reuniões de convívio espiritual);
•    Informatização dos departamentos, integrando-os em rede;
•    Maior integração da FEIG com a Fundação Espírita Irmão Glacus (a ideia é expandir as atividades já realizadas na Fundação).

A espiritualidade amiga deixou sua mensagem de amor e estímulo. O irmão Otto assim nos disse acerca do amor: “Deus nos criou com a semente do amor em nosso coração. A forma como exercitamos esse amor é que nos faz estagnar ou avançar. E nosso Pai nos proporciona avançar. Agradeçamos a esse Pai por nos ter proporcionado muitas vidas e nos ter amparado sempre. É imperioso fazer esse amor germinar.”
Em agradecimento por mais um ano, o irmão Glacus disse: “Confiem, orem, trabalhem a esperança e busquem crescer.” Quem também agradeceu foi a irmã Meimei: “Quero agradecer a todos pela companhia durante todo este ano, pelas tarefas, pela troca de carinho, pela mão fraterna estendida, pelo próximo que comeu, que vestiu. Agradecemos a todos que vêm em busca de uma palavra amiga, um conforto, uma tarefa.”
O irmão José Grosso fez uma reflexão sobre o período natalino: “O ano terrestre está findando, devemos olhar o que fizemos de bom pelos irmãos que ainda precisam de nós. Por isso peço que cuidem bem da Fraternidade Espírita Irmão Glacus e da Fundação Espírita Irmão Glacus, que são de todos vocês. Por isso, procurem o entendimento, a tolerância, o perdão e, acima de tudo, o amor no coração. Com essas qualidades, venceremos. É o que o Mestre Jesus espera de nós.” O irmão Palminha ponderou que precisamos manter todos os dias o clima mental que nos preenche durante o Natal: “Precisamos desse espírito natalino na nossa existência todo dia, pois assim nos surpreenderemos com os milagres que podemos realizar.”
Ainda no tema do Natal, o irmão Pedro de Camargo também se manifestou: “Tudo [nesta reunião de convívio espiritual] foi pensado em torno da data magnânima do calendário terrestre. Nas esferas mais elevadas, não há calendário e essa data está distribuída ao longo do ano. Nos planos para os quais nos direcionamos, o Natal se faz a todo momento. Nós percebemos um turbilhão de sentimentos variados enquanto o coral cantou Noite feliz. Agrupamos esses sentimentos em dois tipos: de um lado, alegria e paz, e de outro, angústia e tristeza. O fato de sermos todos cristãos não impediu o segundo grupo de sentimentos. [...] O sentimento predominante aqui é: ‘Vamos ver como vai ser o Natal neste ano’, como se a data fosse definida alhures e se não dependesse da sua postura. Estamos aqui pra lembrá-los o que a noite feliz espera de vocês: depende do amor de cada um de nós. A pergunta deveria ser: que contribuição eu darei para a noite feliz principalmente perante as crianças?”




No dia 6 de novembro, domingo, das 9 às 12 horas, reuniram-se vários tarefeiros das equipes de visita aos lares e hospitais, atendendo ao convite da direção do Departamento, para realização de uma dinâmica de estudo, com vários temas prioritários, visando encontrar soluções para as reais e urgentes necessidades da tarefa.
Ao som da música de Bento e Marília, foi feita a harmonização do ambiente. Após a leitura inicial em que foram comentados alguns aspectos relativos à tarefa, foram feitas ponderações por parte dos dirigentes. Na ocasião fomos informados de que já são mais de 340 tarefeiros, divididos em 88 equipes de visitas. Foi salientado que no momento há 13 fichas em caráter emergencial para atendimento, e que o objetivo deve ser atender às fichas por ordem de chegada. O tempo todo os tarefeiros foram chamados à reflexão sobre a oportunidade e o compromisso da tarefa, num processo de autoaprendizagem e autocrítica, uma vez que em cada visita praticamente se realiza um atendimento fraterno em domicílio.

Formaram-se cinco grupos, cada um com um tema específico sobre a tarefa, como enfermidade, o eu e a subjetividade etc., e foi proposto que apresentassem alternativas de soluções, na dinâmica do trabalho, visando ao melhor desempenho nas atividades das equipes. Cada dirigente de equipe apresentou as alternativas desenvolvidas pelos grupos com o propósito de serem avaliadas aquelas que poderiam ser adotadas no dia a dia. As sugestões envolveram assuntos pertinentes como o passe, a visita aos lares, os estudos e as palestras específicas, os novos tarefeiros e o comprometimento pessoal, sempre de acordo com as instruções do mentor espiritual Glacus, que esclarece sempre que “o compromisso da FEIG é com o ser humano”.

Ao final da reunião, houve a confraternização dos participantes, sendo cada um agraciado com uma plantinha (muda de flor), para que ela floresça, aos cuidados de cada qual, assim como ocorre na abençoada tarefa.
Que Jesus fortaleça as equipes de visita aos lares hoje e sempre!




O final de ano foi bastante movimentado no Centro de Educação Infantil Irmão José Grosso – CEI. No dia 17/12 ocorreu a festa da Educação Infantil, com participação de 115 crianças, inclusive bebês, com o tema “Era uma vez...”. As crianças brilharam com apresentações e interpretaçõs. No dia 21, houve a festa de Natal das crianças, com a tradicional chegada do Papai Noel no caminhão do Corpo de Bombeiros, na creche. Como sempre, este foi um dos momentos mais bonitos das festas natalinas, pois as crianças se emocionam muito e podemos observar um brilho especial em cada olhar, um sorriso de esperança. E as comemorações não pararam por aí: no dia 22 houve a entrega dos presentes de Natal e no dia 23 a confraternização dos funcionários e tarefeiros do CEI.

Nesta ano de 2011, especial atenção foi dada ao presépio, a conhecida montagem com peças que faz referência ao momento do nascimento de Jesus Cristo. Com o menino Jesus na manjedoura ao centro, o presépio apresenta o local e os personagens que estavam presentes neste importante momento cristão. As crianças puderam aprender o verdadeiro significado do Natal, já que este vem perdendo a cada ano seu simbolismo de festa do amor, da família, com simplicidade e naturalidade, deixando de ser uma festa espiritual que recorda a vinda do mais elevado Espírito, o Cristo do Mundo. Por isso, o CEI Irmão José Grosso incentiva o culto infantil, ensinando às crianças que o Natal acima de tudo representa o nascimento de Jesus, representa humildade, e por isso devemos nos esforçar para sermos verdadeiros discípulos de Jesus, promovendo a fraternidade que nos une e que nos torna mais felizes.




Durante os 365 dias do ano de 2011 demos às crianças da evangelização oportunidade de vivenciar, através dos ensinamentos de Jesus, o verdadeiro significado do Natal.
Ter Jesus como Mestre e Guia de sua vida, amar ao próximo como a si mesmo, respeitar as diferenças, praticar a gentileza, ajudar uns aos outros, o valor da prece, fazer o bem sempre, cuidar do corpo enquanto espírito reencarnado, cuidar do planeta Terra foram alguns dentre os tantos temas trabalhados durante o ano de 2011 com as crianças na Evangelização.
Nos meses de novembro e dezembro, o Depto. de Evangelização da Criança fez uma Campanha de Natal para arrecadar brinquedos novos para as crianças do sábado. No dia 17 de dezembro, com a presença do Papai Noel, os brinquedos foram entregues para cada criança na evangelização. Quem aqui esteve pôde presenciar a alegria das crianças e momentos singelos a demonstrarem a pureza e docilidade de uma criança, como por exemplo quando uma delas perguntou: “Papai Noel você veio de trenó?”
Não podemos deixar de agradecer a todos que contribuíram para a alegria dessas crianças, seja doando brinquedos, seja doando carinho, seja doando algumas horas de seu tempo para ajudar antes, durante e depois da Festa de Natal.
Agradecemos ao Irmão Glacus pela oportunidade de trabalho e a nossa querida Mentora Meimei pela presença constante junto a cada um de nós nesta tarefa bendita da Evangelização!


Colaboração: Depto.Evangelização FEIG




Mais um ano se foi, e mais uma vez é hora de fazermos uma avaliação sobre tudo o que vivenciamos em mais essa etapa de nossa caminhada evolutiva. Avaliarmos os pontos positivos, aqueles aspectos em que demos um passo adiante, e também os negativos, aquelas barreiras íntimas que ainda não conseguimos superar.

O Natal nos faz relembrar o nascimento do Cristo que, muito mais do que um importante evento histórico, verdadeiro divisor de águas na humanidade, deve ser por nós lembrado como oportunidade santa, de vida nova, de reafirmarmos o compromisso com o trabalho que deve ser sempre com Jesus e para Jesus. O que ainda não fomos capazes de realizar em 2011? Como podemos ser melhores em 2012? Faltou autoesforço? Amor? Caridade? Sobraram o egoísmo, o orgulho, a vaidade? Demos, real e verdadeiramente, o nosso melhor em todas as situações e diante de todas as criaturas?

Esses são questionamentos que cabem única e exclusivamente a cada um, na sua intimidade e, quem sabe, em um momento de prece, em que nos despimos completamente perante o Criador. Independentemente das respostas, vale salientar que primordial se faz que Jesus habite em nós outros, nasça em nossos corações. Ou seja: é necessário permitirmos a Sua presença dentro de nós. Para isso, imprescindível se faz persistirmos incessantemente no nosso ideal de luta abençoada, edificando interiormente a Lei de Amor referendada por Jesus em todos os seus ensinamentos.

Que neste Natal e no Ano Novo que se inicia possamos renovar os votos de paz e alegria primeiramente em nós, para, aí sim, sintonizados com o Mais Alto, transmitirmos ao nosso próximo nossos melhores sentimentos e vibrações!

Boas festas a todos, com muita esperança hoje e sempre!

Maria do Rosário Pereira

 




O VI Seminário SOS Família teve como tema “Diversidades conjugais e seus reflexos nos filhos” e começou às 08 horas da manhã do dia 30 de outubro, na FEIG. Após a apresentação do coral “Canto de Meimei”, a palestrante Olinta Fraga relatou uma história verídica de uma senhora que tinha dificuldades de se relacionar com as pessoas e, após inúmeros percalços, pensou em desistir da vida, mas ao invés disso resolveu fazer um trabalho de reforma íntima para tentar resolver os conflitos que descobriu serem advindos da educação que recebera, evitando repetir as mesmas atitudes e procurando mudar para melhor.
Após esse relato, os presentes se reuniram em salas e fizeram uma dinâmica que tinha como objetivo uma reflexão sobre como os pais e a educação que cada um teve na infância influenciam em nossas decisões atuais, inclusive na escolha dos companheiros que descobrimos terem características parecidas com nossos pais. Verificamos que as qualidades e os defeitos exemplificados pelos pais são passados para os filhos, e é necessário fazer uma análise para percebermos o que devemos eliminar de dentro de nós e o que podemos aproveitar.
Ao terminar a dinâmica, os participantes compartilharam algumas opiniões sobre o seminário e leram as mensagens expostas em cartazes tirados do livro A arte do reencontro – casamento, de Alberto Almeida. 
A palestra iniciou-se com questionamentos sobre o que mudou nas famílias nos últimos 35 anos, inclusive suas múltiplas conformações: pais separados que casam de novo e têm outros filhos; casais de homossexuais que adotam crianças; famílias poligâmicas em que o homem tem várias mulheres e todos vivem juntos, dentre outros exemplos. Foi citado que o conceito atual de família é de pessoas ligadas pelo compromisso amoroso de cuidar uns dos outros, e não apenas regidas pelos laços consanguíneos. Foi salientado que os pais devem ensinar os filhos a cuidarem de si mesmos e serem autônomos.

Ressaltou-se a importância dos filhos terem referência em casa e que os pais precisam ter coerência nas atitudes e opiniões e não devem desautorizar um ao outro na frente dos filhos: é necessário haver lei no lar. Mesmo que discordem um do outro, deve-se esperar o momento certo, longe dos filhos, para conversarem e se entenderem.
Foi explicada a diferença entre autoridade e autoritarismo; os pais autoritários não aceitam diálogo e lidam com os filhos através de ameaças e críticas, gerando sentimentos de inferioridade e revolta que poderão, no futuro, fazê-los iguais ou piores. A autoridade já é diferente, pois gera nos filhos a admiração, que faz com que eles assimilem o que os pais estão falando e possibilita uma interação com base no diálogo franco e no respeito. Quando os pais deixam as crianças fazerem tudo o que querem, elas se tornam adultos egoístas e podem partir para a delinquência e libertinagem.

A educação pode ser passada de maneira lúdica, através de brincadeiras e bom humor, o que faz com que os filhos tenham prazer em ouvir e aceitar melhor o “não”. Os filhos devem aprender a dividir desde pequenos, mesmo que não necessitem disso, materialmente falando, pois isso faz parte da boa educação. Os pais que dão o exemplo em casa e têm o costume de dizer palavras de agradecimento como “obrigado” e “por favor” serão seguidos pelos filhos que tenderão a copiá-los em suas atitudes.
Para finalizar, a palestrante reforçou a importância do amor que os pais devem transmitir aos filhos, e que a educação deve ser embasada neste sentimento imprescindível para a vida em família:
“Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a” (Goethe).
                                           Colaboração: Janaína Magalhães




O Colégio Rubens Romanelli desenvolveu em 2010 o projeto “Sabedoria e Paz” com os objetivos de demonstrar aos alunos o verdadeiro significado de grandes ensinamentos trazidos pelo nosso mestre Jesus como: Amar ao próximo como a si mesmo e ainda resgatar os valores éticos e morais que devem nortear a vida de todo cidadão, independente de sua religião.

 

O projeto foi criado pela professora Lourdes Ilza Soares Silva, do quinto ano do ensino fundamental e evidencia o conceito de que somos seres interdependentes, ou seja, necessitamos  uns dos outros para nosso crescimento moral e espiritual.

 

A valorização do diálogo como forma de esclarecimento nas tomadas de decisão, respeito a si próprio e aos outros, respeito aos diferentes pontos de vista e o verdadeiro entendimento de palavras como “Sabedoria” e “Paz” contribuíram de maneira grandiosa para uma convivência muito mais harmoniosa e trouxe novas perspectivas de trabalho.

 

Segundo a professora, o grupo se mostrou muito receptivo desde o início e os bons resultados foram logo percebidos com a mudança comportamental dos alunos. Dificuldades, desejos e medos comuns a todos nós, são tratados de acordo com os conceitos éticos e morais ensinados pela doutrina.   “A ideia central é levar a todos a educação com amor e ética e a importância da cidadania, valores deixados a mais de 2000 anos e hoje tão esquecidos. Afinal, esperamos um mundo Regenerado que só poderá se realizar com homens regenerados, conscientes de seu papel na sociedade, reconhecendo-se como uma grande família espiritual.”

 

O projeto foi direcionado inicialmente somente aos alunos da 5º série, porém é grande a expectativa para que seja estendido a todo o Colégio no próximo ano. Sempre promovendo o diálogo aberto e resgatando valores como a justiça, o respeito ao próximo e a solidariedade espera-se obter resultados ainda mais satisfatórios em 2012.

 

Alguns textos criados pelos alunos com o tema : "A paz do mundo começa em mim":

 

Em uma bela tarde, havia uma menina chamada Amanda. Ela não gostava de emprestar nada para os outros. Até que um dia ela mudou de escola e conheceu novos amigos.
Ela foi para a sala de aula e conheceu uma linda professora, que chama Lourdinha. Ela foi ensinando aos alunos o que é paz e sabedoria. Eu fui conhecendo e aprendendo. Ela falava coisas, textos, etc., tudo com sabedoria e paz, e eu fui ficando mais calma.
E foi aí que “A Paz do mundo começa em mim”.
E hoje agradeço você, Lourdinha, por tudo que você fez e continua fazendo, não só para mim, mas para todos os alunos.
E hoje eu digo: Eu sou capaz.

Amanda Cristina O. Santos


Uma bela noite no Glacus, eu estava tendo uma palestra sobre a amizade.
Chegou um menino chamado Gilberto que era muito desamparado, até que chegou Wellington, um menino muito cheio de luz...
Passou às horas, uma hora e meia de evangelização, quando Gilberto saiu era outra pessoa.
O Wellington disse:
_ A paz do mundo começa em você!
Gilberto disse:
_ Tá legal, vou tentar.
E tomou jeito, não brigava , era pacifista, legal e ajudava a todos.
Lição: Não faça com o outro o que você não quer para você!

Ivan Berutto Barroso


Todos devem ter paz no coração, com paz em todos os lugares.
Devemos conversar com Deus, para ele te amar e te dar confiança para fazer coisas e confiarmos em nós mesmos para fazermos as coisas do jeito certo com paz, amor e carinho.
Não devemos ter preconceito com ninguém. Todos são iguais e ninguém é diferente de ninguém, nem pela cor, pensamento ou idéias diferentes.
Deus fez a gente do jeito que é, e ninguém é perfeito.
A única pessoa perfeita no mundo inteiro, todos sabem quem é, é Jesus de Nazaré. Ele veio trazer a paz e o amor para a Terra e isso já é outra história bem diferente, outro dia eu conto.

Yaritissa Borges Ackes


Era uma vez, uma menina chamada Tayne. Todos os dias ela gostava de ver jornal.

 

Um dia ela chegou da escola e sentou-se no sofá para ver o jornal e ficar bem informada. A apresentadora perguntou aos telespectadores:
- A paz do mundo começa em você?
Tayne rapidamente foi perguntar a sua mãe, por que ela fez a pergunta. Sua mãe logo respondeu:
 _ Minha filha se imagine sendo uma terrorista. Seria legal?    Ela pensou tanto que nem conseguiu dormir. Foi para a escola pensativa e nem prestou atenção à aula. Chegou em casa e falou com sua mãe:
 _ Pronto mãe, já pensei, não seria legal. Mas eu não entendi o quer dizer a frase.
Sua mãe falou:
 _Quer dizer que se você fizer alguma coisa errada os seus colegas irão imitar. Assim teremos muita violência.
 _” A paz do mundo começa em mim”. Falou Tayne para sua professora.
 Tayne então nunca mais brigou com ninguém, além dos que queriam bater nela. Para falar a verdade, ela conversou que é uma forma bem melhor.
    Não brigue. A paz do mundo começa em mim e em você “

Mariana Ribeiro Salvino


    A paz é uma coisa muito boa e eu estou quase conseguindo, e quando eu conseguir eu vou ser um aluno muito bom.

Paz significa ter carinho, amor, paciência, gratidão, fraternidade. O mundo vai começar em mim.
E tomara que todos façam a mesma coisa, a amizade de todos é muito importante.
A Lourdinha é muito calma, fala baixo, é quietinha e boa professora para todos.
Eu, o Felipe, Ivo e Ivan estamos um pouco ruins, mas nós vamos melhorar muito e sermos bons alunos.

Pablo Francisco da Silva Mariano


Vanessa Cristina Santos Gomes
     Em um dia, eu e minha colega estávamos conversando:
_ Amiga, você tem a paz no seu coração?
Perguntou Thalita.
_ Sim, por que não?
_ Às vezes você não pode ter. Disse Thalita.
O que você faz para ter a paz no seu coração?
_ Olha, eu ajudo as pessoas, sou educada e carinhosa.
_ Está bom, agora vamos praticar a sabedoria e a paz, está certo?
_ Sim.
    Querida criança, lembre-se que Deus está sempre do seu lado, te ajudando. Pratique a Paz. Não queira a guerra, pois você é o futuro.

Vanessa Cristina Santos Gomes


 

Colaboração : Flávio Braga




Dia 11 de setembro foi uma data especial na FEIG, pois foram comemorados os 25 anos da Evangelização da Fraternidade. Houve um encontro de evangelizadores e membros do Departamento de Evangelização da Criança (DEC), que teve início às 08:30h e contou com a apresentação do Coral “Canto de Meimei”, formado por evangelizadores e coordenadores do departamento. Logo após, foi lida pela Dirigente do Departamento de Evangelização, Scheila, a mensagem de Blandina (Meimei), psicografada em 20/10/2006 pelo médium W. O. Alves de Araras/SP, da qual retiramos alguns trechos:

 

"O momento é dos mais importantes e nosso trabalho, na divulgação e na evangelização dos corações em geral, será ensinar a verdade, mas também sinalizar com nosso exemplo, com nossas atitudes em todos os momentos de nossa existência. Olhos pequeninos nos seguem por toda parte, procurando, nem tanto inconscientes assim, os sinais dos trabalhadores do Cristo, que somos todos nós.

 

Após a leitura, foram cantados mais dois hinos pelo “Canto de Meimei” e através da alegria de um teatro que contou com a participação de alguns evangelizadores foi apresentada a palestrante Sumaia, que narrou um pouco da trajetória da evangelização na FEIG. Ela contou como foi a introdução da tarefa da qual foi grande incentivadora e através de exemplos citou as principais dificuldades e motivações da atividade. Inicialmente a evangelização foi introduzida aos sábados para os mais carentes e, posteriormente, durante a semana durante as reuniões públicas. Houve um trabalho de norteamento aos pais, para que eles pudessem entender qual era o principal objetivo da evangelização e sua importância no despertar espiritual dos seus filhos. Os evangelizadores, voluntários que se interessavam pela tarefa, eram chamados a ministrar sobre o Evangelho de Jesus e sobre a Doutrina Espírita, contribuindo decisivamente para o bom desenvolvimento dos trabalhos e no interesse e assiduidade das crianças. Sumaia explicou que com o tempo os evangelizadores foram adquirindo experiência e alguns assumiram a coordenação do departamento, o que contribuiu para a disseminação da tarefa em outros dias e também no CEI – Centro Educacional Infantil Irmão José Grosso, localizado na Fundação. Foi reiterada a importância das reuniões de planejamento das aulas para que a tarefa seja feita com seriedade e embasamento, pois podem ser trocadas ideias de como apresentar as aulas, quais recursos poderão ser utilizados e quais as técnicas prenderão mais a atenção das crianças, evitando dispersão e desinteresse das mesmas.

 

Ao final, houve a exibição fotos de vários momentos da evangelização no decorrer dos anos. Foram lidos dois textos em powerpoint com a prece de Meimei e a bonita lição “Tanto quanto”, do livro Páginas Esparsas, de João Nunes Maia, destacando a importância da evangelização.

 

Que Jesus continue abençoando essa tarefa de amor!




No dia 28/08 ocorreu o 5° Encontro de Tarefeiros da Assistência Social, área da FEIG que abrange tarefas desde a pré-sopa – realizada às sextas-feiras –, passando por todas as atividades realizadas sobretudo aos sábados, as quais envolvem desde recepção e cadastro dos assistidos, passando pelo café, sopa, salada de frutas, até outras atividades das áreas médica e odontológica, sem contar atividades relacionadas às crianças, como o banho infantil e a evangelização, e ainda evangelização de mães e tantas outras, com o objetivo de atender à diretriz máxima da Casa, apregoada pelo nosso mentor: “O compromisso da FEIG é com o ser humano.”

 

Os hinos entoados nas orações inicial e final contaram com a participação da tarefeira Nathália – voz e órgão. Logo após, o orador, Marcelo Araújo, proferiu palestra sobre a importância da tarefa na vida de cada um de nós, e o quanto devemos nos esforçar para fazer sempre o melhor. Após essa primeira parte da reunião, era chegado o momento mais esperado por todos: a voz da espiritualidade, que se fez ouvir pelas palavras amigas e fraternas de Glacus, Eugênio Monteiro, Eric Wagner, José Grosso e Palminha. Os espectadores ficaram muito emocionados, e certamente dali saíram fortalecidos para continuarem na tarefa.O Jornal Evangelho e Ação transcreve a seguir a fala do mentor Glacus, tão significativa aos corações de todos nós: “(...) Dedicados seareiros de Jesus que comungam conosco na tarefa de amor da mais sublime missão de Jesus: que é a prática da caridade e do amor junto àqueles irmãos que mais necessitam? Porque necessitados somos todos do amparo e da luminosidade de Jesus em nossas vidas.

 

Queridos irmãos, é com muita alegria, com muita felicidade, com muita emoção que anualmente nos reunimos neste convívio espiritual, com vocês, queridos e dedicados irmãos, que participam da mais importante obra de amor da nossa Fraternidade. Mas, todas são importantes, mas essa é a mais importante porque (...) busca auxiliar o ser humano, levar auxílio material e espiritual aos nossos semelhantes.

E, com este objetivo, nós da espiritualidade aqui estamos reunidos para agradecê-los, queridos irmãos, agradecê-los do fundo dos nossos corações, porque vocês são os parceiros escolhidos para que a obra de Jesus na prática do bem, do amor e da caridade fosse constituída e realizada nesta Casa. Sem ela de nada adiantariam somente os ensinamentos do evangelho de Jesus se a sua prática não fosse concretizada, e vocês, meus queridos e dedicados irmãos, foram os escolhidos e que, aproveitando a oportunidade que Jesus nos concedeu, participam conosco dessa engrenagem de amor, nas tarefas sociais de caridade, de amor de todas as formas dentro da Nossa Casa.

 

Eu gostaria de dizer a todos os tarefeiros da nossa Fraternidade que os objetivos nossos, da espiritualidade, não seriam concretizados se não tivesse a participação responsável, dedicada, primorosa e amorosa principalmente, porque tarefa sem amor não vale. E vocês têm nos ajudado a praticar essa caridade amorosa dentro da Fraternidade, porque o objetivo maior que nós temos é com o ser humano, e sem a caridade não poderíamos conseguir atingir os objetivos propostos pela nossa Casa.

 

E vocês, encarnados queridos, juntamente conosco do Plano Espiritual, estamos imbuídos desse propósito e nós precisamos de continuidade do trabalho de cada um de vocês para que a obra de Jesus seja concluída e seguida, porque as necessidades da humanidade são muitas.

 

E cada um de vocês tem uma participação primordial nos destinos e no trabalho desta Casa de misericórdia em nome de Jesus. (...)

 

O objetivo maior é o amor, é a caridade, é a fraternidade, deixando os seus afazeres domésticos junto aos familiares, o descanso natural de uma semana de trabalho, para comungar conosco desses momentos sublimados, iluminados, que vêm não somente nos entrelaçar, mas nos fortalecer cada vez mais para a nossa caminhada, para essa nossa trajetória tão querida.

 

Gostaria de dizer, queridos irmãos, que muitos irmãos que vêm nesta Casa se dizem sem condições de participar da tarefa de auxílio, em favor dos mais necessitados. Mas queremos dizer a todos que nós não esperamos a perfeição, nós esperamos o coração aberto, o amor, porque o aprimoramento à direção espiritual se consegue no humilde trabalho cristão fraterno em favor dos irmãos menos favorecidos.

Então, nesta manhã maravilhosa, iluminada, em que nós todos estamos aqui, contentes e felizes em participar, queremos pedir a todos que, diante das dificuldades, das dores que sabemos todos passam, não desanimem, perseverem com todo amor. Porque vocês estão no caminho certo. Sabemos que as dificuldades são muitas, que as lutas também são as mesmas, mas Jesus veio ao nosso planeta e nos ensinou que não existe glória sem lutas, sem conquistas espirituais. Estamos num planeta onde necessitamos desta luta, do trabalho, da busca dos bens materiais. Mas, não se esqueçam, meus queridos irmãos, que as conquistas espirituais, estas sim são incomensuráveis e estarão  para sempre no prontuário, na Contabilidade Divina de cada um de vocês, no Plano Maior, no Plano Espiritual, no Plano que vocês, que nós, experienciaremos, que é um Plano que vai ser um Plano de Vida para todos.

 

Então, a Terra é um planeta que vai proporcionar a condição material para o trabalho na força do bem, mas o Plano Espiritual é o verdadeiro Plano do Espírito.

Amados e queridos irmãos, quero até agradecer do fundo do coração todos os tarefeiros desta Casa, seus dirigentes, seus amados e dedicados companheiros que nos dão a mão em vez da outra. Fazer com que a Fraternidade continue crescendo, auxiliando e amando ao próximo, porque é a verdadeira oportunidade que nós temos de seguirmos aquilo que o Cristo nos ensinou: Amar ao próximo sobre todas as coisas.

Amados e queridos Irmãos, recebam nesta manhã feliz aos nossos corações o abraço fraterno, amigo e amoroso desse Irmão que conta com vocês, desse irmão que tem cada tarefeiro em seu coração e estará sempre buscando levar o lenitivo do auxílio, na forma que for preciso ao coração de cada um de vocês. 

Irmão glacus




Foi realizado no dia 28/08/2011 o 5º Encontro Anual dos Tarefeiros do Departamento de Assistência e Promoção Social da FEIG. Participaram os tarefeiros de diversos setores do Departamento e seus familiares que também compartilharam do excelente convívio.

 

Contamos com a apresentação musical do Grupo Musical Espírita João Cabete e com a tecladista Nathália (órgão e voz) que apresentaram vários hinos e contribuíram intensamente com a harmonização do ambiente.

 

A palestra foi proferida pelo expositor Marcelo Araújo, com o tema “A Tarefa da Assistência Social” , quando foi destacada a importância dos trabalhos realizados, as responsabilidades e compromissos.

 

 Veja mais fotos clicando em : http://migre.me/5Za5W

 

Era chegado o momento ansiosamente esperado: a voz da espiritualidade. O encontro foi agraciado com a presença dos mentores  Glacus, Irmão Eugênio Monteiro, Erik Wagner, Zé Grosso e Palminha, todos trazendo mensagens de conforto e direcionamentos. Foi um momento que emocionou e fortaleceu a  todos os presentes.

 

Expressões como:  “participação responsável”, “continuidade do trabalho para que a obra de Jesus seja concluída ” , “renovação de hábitos” e “aprender a servir”, foram sempre lembradas durante o encontro pela espiritualidade amiga, buscando atingir  nossos corações e mentes a fim de voltarmos cada vez mais nossos esforços para atingir o objetivo proposto por Jesus aproveitando a oportunidade que nos foi concedida.

Colaboração : Wesley Fonseca

 




No dia 17 de setembro realizou-se, no clube Libanês, mais um jantar dançante da Fraternidade Espírita Irmão Glacus, no qual frequentadores e tarefeiros tiveram a oportunidade de confraternizar e colaborar, em um ambiente agradável e sadio.  Após o jantar, foi cantado um parabéns simbólico à FEIG, que em setembro comemorou 35 anos!

Também no mês de setembro, na semana de 18 a 24/9, foi realizada a Feira do Livro, na qual todos tiveram a oportunidade de adquirir um bom livro espírita a preços promocionais, além da programação especial de palestras durante as reuniões pública.

Veja fotos clicando http://http://migre.me/5Y174
 As receitas dos pratos servidos durante o Jantar estão disponíveis no link : http://feig.org.br/content/receitas-jantar-2011
Veja mais fotos:  http://migre.me/5Y1pN  (Fotografias: Luciana Braga)

Além disso, no dia 18/9, foi realizado o terceiro domingo, com mensagens muito especiais da espiritualidade de incentivo a todos os trabalhadores da Casa.

 

Que Jesus possa continuar abençoando as atividades de nossa Casa hoje e sempre!

 

A FEIG agradece a participação e contribuição de todos!

 

 




Reunião de convívio espiritual do mês de outubro

 

“Muitos dizem que a felicidade não é deste mundo, mas ela pode ser construída neste mundo, quando abrimos nosso coração.” Essas palavras foram proferidas pelo irmão Glacus, durante a reunião de convívio espiritual do mês de outubro, que ocorreu na Fundação Espírita Irmão Glacus. O irmão José Grosso também mencionou a importância de abrimos o coração para a espiritualidade amiga: “Se num momento de dificuldade, vocês abrirem o coração para uma prece, lá estaremos para ajudar.”

 

A irmã Meimei, por sua vez, lembrou que devemos fazer resplandecer a nossa luz, reconhecendo que todos somos espíritos imortais e que carregamos em nós a essência divina. Segundo a irmã, “precisamos tirar o trono do reinado do eu para dar lugar ao reinado do Cristo”, o que é feito por meio do trabalho, que nos faz exercitar a paciência, a tolerância, a não violência. [...] Para que nossa luz brilhe e ilumine nosso caminho, precisamos trabalhar, estudar, conhecer a nós mesmos, para que modifiquemos nossas atitudes.” E completou: “Sempre que estamos com vocês, percebemos a luz de cada um, ficamos emocionados e agradecemos a Deus. Que possamos a cada dia fazer brilhar mais a luz de cada um de nós.”

 

Todos os irmãos da espiritualidade amiga ressaltaram a relevância do trabalho realizado pelos irmãos fraternistas da FEIG – que compõem, de acordo com o irmão Glacus, uma equipe harmoniosa, dedicada, sempre disposta. Com a palavra amiga e terna, todos deixaram palavras de estímulo para que continuemos na luta, na seara cristã, que, embora não seja fácil, é bastante gratificante. Além disso, “estarmos operosos é o que nos dá força para vencer nossas más inclinações, e naturalmente vamos vencendo a nós mesmos. [...] Não podemos ficar de mãos vazias. Quando houver necessidade, que tenhamos algo a oferecer [o irmão lembrou a lição ‘Que tendes?’, do livro Fonte viva, de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier.]. Tenhamos algo a oferecer e muito alcançaremos.”

 

O estudo da reunião de convívio espiritual do mês de outubro foi baseado na lição 72, do livro Vinha de luz, intitulada “Não as palavras”. A lição faz uma analogia entre as construções materiais e as construções do espírito, explicando que as religiões oferecem material para nossa construção íntima, mas que o esforço para a mudança é de cada um. Nesse estudo, Emmanuel faz referência ao Evangelho de Lucas, no trecho: “O reino de Deus não vem com aparências exteriores, o reino de Deus está dentro de nós.”




“Todas as tarefas do bem são ministérios divinos em que devemos empenhar a vitalidade, sem esmorecimento nem reclamação. Cumpre, pois, o dever que te cabe, com a alma em prece, e embora não sejas notado na Terra, demorando-te desconhecido, recorda que Jesus, até agora, é o Grande Servidor Anônimo, a ensinar-nos que a maior honra da vida é o privilégio de ajudar e passar adiante, servindo sempre e sem cansaço.” - Joanna de Ângelis.

A mensagem espírita, que agora rutila no teu espírito transformado em farol de vivo amor e sabedoria, é o remédio-consolo para tuas dores no lar, o antídoto e o tratado de armistício para o campo de batalha onde esgrimas com as armas da fé e da bondade, apaziguando, compreendendo, desculpando, confiando em horas e dias melhores para o futuro...




A Biblioteca Leonardo Baumgratz funciona de segunda a sexta-feira, das 19:00 às 21:30 h, aos sábados, das 15:30 às 17:30 h, e aos domingos, das 19:00 às 20:30 h. A Biblioteca da Fundação funciona às quartas-feiras de 19:00 às 20:30 h.
Há um projeto de resgate da memória da biblioteca em andamento. As obras espíritas que chegavam iam sendo catalogadas. Antigamente era em fichas, mas depois houve a doação de um computador, e tudo passou a ser catalogado na máquina.
A Biblioteca vive de doações de livros. Para doar um livro, é preciso que seja uma obra espírita e que esteja em bom estado. Para ser sócio é preciso levar o comprovante de endereço e a carteira de identidade. O cadastro é feito na hora e o interessado já pode levar o livro. Não é necessário fazer nenhum pagamento para se inscrever na biblioteca.
O sócio pode pegar um livro por vez e renovar o prazo de entrega, que é de 21 dias. Se passar o prazo para a devolução é cobrada uma taxa de R$ 0,20 (vinte centavos) por dia de atraso. Pedimos que se tenha cuidado com a conservação do livro para que outras pessoas possam a ele ter acesso posteriormente, e que evitem devolver fora do prazo, também por esse motivo.
Ainda não há um sistema de reserva de livros, mas é algo que também está sendo pensado. O nosso novo espaço físico disponibiliza mesas para os frequentadores que desejam fazer uma leitura ou estudo durante o nosso horário de funcionamento.
É importante ressaltar a importância da leitura/estudo para o nosso crescimento e amadurecimento espiritual, tanto das obras básicas de Kardec como toda a literatura espírita, conforme nos é indicado no Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo 6: “Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo.” A biblioteca da Fraternidade Espírita Irmão Glacus aguarda sua visita!




Mensagem de terceiro domingo

Queridos companheiros, amados do Meu coração, rogo neste momento que a luz da nossa mãe Maria Santíssima, e que a paz do nosso querido Rabi da Galileia envolva os corações e os espíritos de todos os meus queridos e dedicados companheiros de ideal espírita. Sentimos (...) corações sofridos, corações desesperados, ansiosos e aflitos, presentes nesta reunião. E nós não poderíamos deixar de falar aos vossos corações a nossa humilde palavra. Que não desanimem (...); que não lamentem diante das provações, dos sofrimentos que estiverem passando neste momento. Procurem (...) apenas serem testemunhas da dor e confiarem no Nosso Mestre Senhor da Vida que não desampara seus filhos queridos.
Neste momento (...) queríamos apenas dizer a vocês que se tirarmos as pedras das cachoeiras, tiraríamos também a sua beleza natural. Porque é através das pedras das cachoeiras que as águas prosseguem. E assim (...) são também as nossas vidas: através dos obstáculos, através das dificuldades, é que nós prosseguiremos; é que nós procuraremos segurar firmes as mãos de Deus. Não pedindo a Ele que tire as pedras dos nossos caminhos, que tire os obstáculos das nossas vidas; mas que nos dê forças, que nos dê coragem para vencermos todos esses obstáculos e todas essas dificuldades; procurando acreditar sempre na Misericórdia Divina. Procurando estendermos as mãos, doarmos mais compreensão, doarmos amor. Procuremos (...) libertar os nossos espíritos dos ressentimentos, libertar nossos espíritos das mágoas; e procuremos (...) ser flexíveis como as flores e como as borboletas. Sermos, queridos companheiros, criaturas que vieram a Terra para aprender a amar; aprender o sentido do verdadeiro amor: perdoando e servindo sempre. Porque (...) só o amor tem a mágica de realizar a multiplicação, tornando-se em divisão. Assim sendo, (...) procuremos seguir nosso querido e amado Mestre Jesus, amando e perdoando incondicionalmente, sem restrições. Procurando lembrar: se recebemos os golpes da vida é para o nosso crescimento espiritual. Lembrando que poderemos crescer, recebendo também toques suaves nas nossas almas. Porque somente através das batalhas, da dor e do sofrimento, é que as nossas almas surgirão para a vida e entenderão a vida na sua plenitude maior.
E Nós da espiritualidade nunca iremos desamparar nenhum de vocês. Todos (...) estarão dentro dos nossos corações. Principalmente (...) aqueles que procurarem seguir o caminho do nosso querido e amado Mestre Senhor da Vida, o caminho do nosso Pai Celestial: o sublime Arquiteto do universo.
Trouxemos, nesta tarde de hoje, flores perfumadas da colônia onde nos encontramos. Que estas flores possam ser transformadas em pétalas de luz e serem recebidas pelos espíritos de todos os meus queridos e dedicados companheiros presentes nesta reunião.
Agradeço ao nosso Divino Mestre por esta oportunidade, de trazer a minha humilde palavra aos vossos corações. E que todos possam retornar aos seus lares, sentindo o perfume das nossas flores; e lembrando sempre das nossas palavras de carinho, das nossas palavras de Amor. Amem, queridos companheiros. Somente amem: pouco ou muito. Amem, queridos companheiros, perdoem. Repetimos: estendam as vossas mãos para servir o Cristo, Nosso Senhor da Vida. Que a luz e a paz do nosso Divino Mestre Rabi da Galileia; que a luz da nossa mãe Maria Santíssima envolva os vossos corações, hoje, agora e sempre. Da irmã de todas as horas,

Sheila

(Mensagem psicografada na reunião de terceiro domingo da FEIG de 15/05/2011 pela médium Sumaya)




"Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará."

-Paulo(Gálatas,6:7.)

 

Não é preciso morrer na carne para conhecer a lei das compensações.
Reparemos a luta vulgar.
O homem que vive na indiferença pelas dores do próximo, recebe dos semelhantes a indiferença pelas dores que lhe são próprias.
Afastemo-nos do convívio social e a solidão deprimente será para nós a resposta do mundo.
Se usamos severidade para com os outros, seremos julgados pelos outros com rigor e aspereza.
Se praticamos em sociedade ou em família a hostilidade e a aversão, entre parentes e vizinhos encontramos a antipatia e a desconfiança.
Se insultamos nossa tarefa com a preguiça, nossa tarefa relegar-nos-á à inaptidão.
Um gesto de carinho para com o desconhecido na via pública granjear-no-à o concurso fraterno dos grupos anônimos que nos cercam.
Pequeninas sementeiras de bondade geram abençoadas fontes de alegria.
O trabalho bem vivido produz o tesouro da competência.
Atitudes de compreensão e gentileza estabelecem solidariedade e respeito, junto a nós.
Otimismo e esperança, nobreza de carater e puras intenções atrem preciosas oportunidades de serviço, em nosso favor.
TODO DIA É TEMPO DE SEMEAR.
TODO DIA É TEMPO DE COLHER.
Não é preciso atravessar a sombra do túmulo para encontrar a justiça, face a face. Nos princípios de causa e efeito, achamo-nos incessantemente sob a orientação dela, em todos os instantes de nossa vida.

 

(Obra: Fonte Viva - Francisco C. Xavier)




Grupo Musical Espírita João Cabete doa
alegria e harmonia às manhãs de sábado da Feig

 

Tarefeiros e assistidos da Casa de Glacus já devem ter ouvido suaves músicas em estilo de seresta aos sábados pela manhã no salão da Feig. É o Grupo Musical Espírita João Cabete – GMEJC, que alegra e harmoniza o ambiente. O grupo foi criado em outubro de 2002 com o objetivo de doar a sua música contribuindo para entreter, concentrar e criar um ambiente propício aos trabalhos de assistência fraterna, proporcionando aos nossos irmãos o alimento espiritual e o acesso ao maravilhoso mundo da música que chega aos nossos ouvidos em forma de prece.

 

Denominado Grupo Instrumento e Voz, o nome João Cabete surgiu há três anos em homenagem ao importante seresteiro da música espírita que deixou-nos um legado maravilhoso de canções que se transformam em oração harmonizando ambiente, espírito e coração. Integrantes do grupo afirmam que João Cabete nunca deixou nenhuma música escrita, que se assentava no jardim com seu violão e em pouco tempo vinha-lhe a inspiração. As pessoas, já sabendo disso, colocavam seus gravadores a postos para registrar suas canções.

 

O grupo conta com 75 canções para utilizar no repertório das apresentações no salão da Feig. O grupo procura escolher músicas de conhecimento geral de seu público e se atenta às letras para que sejam consoladoras aos frequentadores do salão aos sábados pela manhã.

A tarefa começa às 08:45, quando os integrantes se reúnem no 4° andar para fazer a leitura, a prece e um pequeno ensaio. Às 09:50 seguem para o salão e apresentam duas músicas, uma delas é sempre “Ave Maria”, preparando espiritualmente a todos para a prece. Em seguida, os assistidos e tarefeiros presentes no salão fazem a prece e inicia-se a palestra. O grupo volta para o 4° andar e ensaia as oito canções que irá apresentar após a palestra. Pontualmente às 10:30 o grupo apresenta seis músicas e dois hinos de mentores da casa. A última música é sempre a oração de São Francisco de Assis, que é cantada com o intuito de deixar uma mensagem aos presentes. Às 11:00 em ponto finalizam a apresentação com muita disciplina.

 

Os 11 integrantes concordam que a tarefa é muito gratificante, pois se dedicam com amor às pessoas que ali se encontram procurando alento material e espiritual. “É gratificante percebê-los silenciosos enquanto as músicas são executadas. Muitos se emocionam e as lágrimas teimam em descer. Outros timidamente cantam, esquecendo-se da vida lá fora, deixando o coração falar”, revela Odilia Venturini, coordenadora do grupo.
Segundo ela, durante quase nove anos, muitos tarefeiros contribuíram para a continuação da tarefa. Atualmente o GMEJC é formado por um instrumentista (violão) e 11 vozes femininas e masculinas.

 

Alguém já disse que cantar é orar duas vezes. Portanto, a divina arte da música não pede licença, ela entra sem bater, invadindo maravilhosamente corações e mentes. Por isso, há muita união entre os componentes do GMEJC que abraçam a tarefa com dedicação e muito amor. Eles usam blusas coloridas com o emblema do grupo, formando um arco-íris de alegria e harmonia. Com suas músicas conseguem nos acalmar, nos fazer esperar e confiar no dia de amanhã, repensar nossas atitudes, reforçar nossa abnegação e fortalecer a nossa fé. De repente, estamos cantando junto com eles e, se não sabemos a letra, balbuciamos, contagiados pelas boas vibrações.

Colaboração: Keila Brenda




Pai nosso de todos os dias,
Imagem e semelhança Daquele lá do céu.
Um ser especial, um companheiro fiel...


Tudo que sabemos e somos, aprendemos contigo.
Ensinaste-nos dando exemplos, fazendo!
Assim crescemos, fazendo e aprendo,
Sempre vendo em ti um modelo, um amigo.


De ti, trazemos no sangue e nos nomes,
Gotas e pedacinhos, verdadeiros símbolos de amor e de carinho
que se integram à nossa vida, fazem parte do nosso ser.


Ser pai é mais que missão, é exercício pleno do amor,
Através da entrega e da doação.
É dar a própria vida para que os filho possam viver!


Pai, Obrigado pela vida!




Flores e música alegraram a reunião de convívio espiritual do mês de maio na Fraternidade Espírita Irmão Glacus (FEIG). As reuniões são realizadas todo terceiro domingo do mês, ora na sede da Fraternidade, ora na Fundação. Seguindo orientações do irmão Glacus, as reuniões de convívio espiritual terão uma dinâmica um pouco diferente: serão quatro médiuns trabalhando com a psicofonia, embora muitos deles estejam presentes à reunião.

 

O estudo inicial foi baseado na lição de número 132, intitulada “Tendo medo”, do livro Fonte viva, de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier. A lição trata da parábola dos talentos, em que um senhor distribui talentos a seus servos, e cada um deles os emprega de formas diferentes, sendo que um deles, por medo, enterra o seu talento. Esse servo atribui ao medo – de trabalhar, de servir, de fazer amigos, de desapontar, da alegria, da dor – a responsabilidade para se recolher à ociosidade. Essa é a primeira parábola que Jesus contou; ele contou e depois explicou, pois as pessoas não tinham entendido. Trata-se de recurso didático, já que a parábola deixa uma interrogação, para que as pessoas reflitam. De acordo com a lição, os talentos variam de acordo com a maturidade, o merecimento – a idéia não é comparar os talentos que cada um recebe, mas Emmanuel nos diz que os medos são bloqueios que criamos e que só nos atrapalham, pois apesar das dificuldades que temos, também temos facilidades. Há pessoas que possuem menos possibilidades que nós e ainda sim trabalham. A espiritualidade nos ensina a fazer valer dos nossos recursos na nossa encarnação, como estudar, desenvolver trabalhos em grupo, para seguirmos ombro a ombro, lado a lado, como nos diz a espiritualidade. A Casa espírita é, nesse contexto, uma oficina de trabalho, e está crescendo cada vez mais.

 

O irmão Eric Wagner iniciou a reunião com muita alegria: “Alegra sinceramente os nossos corações reunidos hoje num só sentimento e uma só vibração. É certo, meus queridos companheiros, que viemos de longe e nos integramos na simbiose da fraternidade e temos a oportunidade de conviver mais prontamente com nossos muito caros e dedicados irmãos presentes, proporcionando-nos – nós da espiritualidade – belos convites e convívios em que se alargam os horizontes dos nossos corações e nos integramos com os companheiros operadores nesta Casa de fraternidade e amor. Sentimos que caminhamos ombro a ombro, lado a lado com os nossos irmãos ainda encarnados, tanto quanto sentimos a alegria de também nós integrarmos intrinsecamente com os queridos companheiros para vivenciarmos as belezas da espiritualidade maior. Estamos na nossa Fraternidade, nos sentimos todos à vontade, e temos o sentimento e a aprovação de nos integrar estudando, trabalhando; nos identificamos com o Evangelho do amor. A espiritualidade superior integra também com os nossos sentimentos do aprendizado da legítima fraternidade. Que o Evangelho do Cristo de Deus possa nos fortalecer e a todos vocês na caminhada rumo à luz. É certo que viemos de longe para agradecer a grande bondade do criador. Que o Evangelho do Cristo junto a nós busque nos proporcionar, mais de perto e dentro de nós, os ensinamentos do Divino Mestre sempre. Continuem, meus muito caros e dedicados irmãos, na peleja do aperfeiçoamento dos belos ensinamentos de libertação do Cristo, para que nós possamos crescer na tarefa, e amando e estudando e vivenciando mais e mais. Sentimos que o Mestre Jesus nos aguarda de braços e coração abertos. Trabalhem, busquem compreender o amor do Cristo; vivê-lo, estudá-lo, pois os resultados são reais. Nós estaremos continuamente andando, movimentando-nos com muita alegria, lado a lado com os nossos irmãos. Precisamos dos amigos para que os sublimes amigos da espiritualidade superior continuem a nos fortalecer. [...] Saibam e sintam que nós e os mentores espirituais parabenizamos a todos aqui presentes, pois assim aprendemos a legítima fraternidade. E essas Casas de fraternidade e amor, assim como esta, que cada dia recebe mais irmãos, receberão muitos dos queridos companheiros como vocês. E Jesus nosso Mestre nos fortalecerá um por um, pois a espiritualidade precisa intensamente dos corações amigos para que a caminhada não seja tão sacrificial. Nós estaremos, pois, irmãos queridos, ombro a ombro, lado a lado, recebendo amigos espirituais que aportam a espiritualidade maior com os braços abertos ou erguidos, falando ao Senhor Jesus. Que venham os companheiros e que eles produzam a legítima fraternidade em cada coração dos irmãos presentes. Não desanimem. A luta da batalha é grande, mas vocês não estão sós. Há planos de amor, de fraternidade buscando nos ajudar cada vez mais. Nós estaremos aqui prontos com os corações abertos, em nome do Cristo, para dele também recebermos o que precisamos ainda. Esperamos renovação e alegria que vêm do Mestre e Senhor Jesus. Eu, nesta tarde, Eric Wagner, poderia saudá-los com essa ênfase que fortalece o espírito, e os doutores – não das leis, mas do amor – estarão presentes amparando, intuindo e caminhando lado a lado para alcançarmos todos nós os nossos propósitos de num só sentimento continuarmos caminhando, hoje, amanhã e sempre.”

 

O irmão Otto deu prosseguimento às mensagens: “Recebam nestes momentos a nossa alegria por estarmos reunidos em nome do Cristo nesta tarde linda. Que possamos agradecer a Deus por este momento, e também vendo a todos nesta tarde, nós também lembramos de agradecer a esse Pai justo e bom pela oportunidade da reencarnação, que muitos espíritos aguardam para fazer parte da vida neste planeta, e a todos que estão neste planeta que possam saber da importância da mudança de atitude. A melhoria, a iluminação interior de cada um de nós não depende do tempo, depende das nossas realizações, da melhoria dos nossos pensamentos e escolhas. Podemos sentir e pensar da melhor forma. Procurem, portanto, envolver sempre os seus pensamentos, sentimentos, escolhas em torno do amor; procurem observar o próximo com olhos bons, sentimentos bons, que esses mesmos sentimentos retornarão. Amparem, fortaleçam todos os que convivem convosco, que nós estaremos amparando todos vocês. Ninguém está só neste planeta maravilhoso. Urge, porém, que avancemos mais na direção do amor: seja um sorriso, uma palavra. Isso se chama bondade operante, contribuindo para que em nosso coração a luz se faça presente e nosso coração se eleve a planos mais altos. Busquem viver com mais amor, confiem em Deus nosso Pai, Jesus nosso Mestre, que tudo o mais virá por acréscimo da misericórdia divina.”

 

A irmã Sheila também participou da reunião de maio: “Rogo neste momento que a luz da nossa Mãe Maria Santíssima e que a paz do nosso querido rabi da Galiléia envolvam os nossos queridos companheiros. Sentimos corações sofridos, desesperados, ansiosos e aflitos presentes nesta reunião, e nós não poderíamos deixar de falar aos vossos corações a nossa humilde palavra: que não desanimem, queridos do meu coração, que não lamentem diante das provas, dos sofrimentos que estiverem passando neste momento. Procurem apenas ser testemunhas da dor e confiar no Senhor da vida, que não desampara seus filhos queridos. Neste momento, queríamos dizer a vocês que se tirarmos as pedras das cachoeiras, tiraríamos também a sua beleza natural, porque através das pedras das cachoeiras que as águas prosseguem, e assim são também as nossas vidas. Através dos obstáculos, das dificuldades, é que nós prosseguiremos; procuremos segurar firme as mãos de Deus, não pedindo a Ele que tire as pedras do caminho, mas que nos dê força, coragem para vencer todos os obstáculos e dificuldades. Procurem acreditar sempre na misericórdia divina e estender as mãos; doar mais compreensão, amor; procurar, queridos companheiros, libertar nossos espíritos dos ressentimentos, mágoas, e procurar ser flexíveis como flores e borboletas, ser criaturas que vieram à Terra para aprender a amar, aprender o sentido do verdadeiro amor, perdoando e servindo sempre, porque só o amor tem a mágica de realizar a multiplicação. Procuremos seguir nosso querido e amado Mestre Jesus, amando e perdoando incondicionalmente, sem restrições, procurando lembrar que se recebemos golpes da vida para o nosso crescimento espiritual, podemos crescer recebendo também toques suaves nas nossas almas; mas é somente através das batalhas da dor e do sofrimento que as nossas almas surgirão para a vida. E nós da espiritualidade nunca iremos desamparar nenhum de vocês. Todos vocês estarão dentro de nossos corações, principalmente aqueles que procurarem seguir o caminho do nosso Pai celestial, o sublime arquiteto do universo. Trouxemos nesta tarde flores perfumadas da colônia onde nos encontramos. Que essas flores possam ser transformadas em pétalas de luz e ser recebidas pelos espíritos de todos os meus queridos e dedicados companheiros presentes nesta reunião. Agradeço ao Divino Mestre por esta oportunidade de falar essas humildes palavras, e que todos possam retornar aos lares sentindo o perfume das flores e lembrando sempre das palavras de carinho e amor. Amem, queridos companheiros, perdoem estendendo as vossas mãos para servir o Cristo nosso Senhor Jesus. Que a luz do nosso doce rabi da Galiléia e da nossa Mãe Maria Santíssima envolva nossos corações hoje, agora e sempre.”

 

Por último, o irmão Palminha: “Gostaria de deixar o meu abraço a todos os que constituem essa família do Glacus.” E o irmão conta a história da criança que percorria a praia salvando as estrelas do mar. Após contar o final, que nos traz uma mensagem de amor e humildade, o irmão Palminha conta a continuidade da história: “muitas das estrelas que o menino salvou eram fêmeas e estavam cheias de ovos, e naquela noite nasceram muitas estrelas. Palminha conta essa história porque as pessoas precisam saber que a espiritualidade deposita muita esperança em nós; cada um que vem aqui multiplica.” O irmão ainda explica que a espiritualidade possui uma espécie de computador no qual acompanha todos os irmãos, registra informações sobre a vida de todos nós: “São arquivos em que guardamos a paciência com a mãe doente, o filho, e temos que revelar que em todo culto no lar existe uma equipe espiritual que acompanha, por isso esta Casa incentiva tanto o culto no lar, que é uma oportunidade de convívio para educação, aprendizado de convivência. Todo mundo tem que viver nessa vibração de espiritualidade. Todo mundo fala da transição do planeta, e hoje está sendo mais falado ainda; é preciso muita harmonia para viver essa transição com muita facilidade. A nossa empresa é o espírito, o veículo é a caridade. [...] a Fundação está passando por um momento de expectativas de se tornar um grande campo de ação da caridade. A gente vai pouco a pouco enchendo a Fundação, o colégio. Um abraço especial aos que vieram pela primeira vez e que percebam a importância de viver a imortalidade da alma. Não se esqueçam: a pasta de cada um pode caber ainda muito mais informações.”


Colaboração: Márcia Romano




Com vibração trazida pelas sombras das árvores e as flores da Fundação Espírita Irmão Glacus, a Fraternidade Espírita Irmão Glacus (FEIG) realizou a reunião de convívio espiritual de abril no dia 17. A reunião é realizada pela FEIG no terceiro domingo de todo mês, ora na sede da Fraternidade, ora na Fundação.

 

O estudo inicial baseou-se na lição de número 20, intitulada “Zelo próprio”, da obra Caminho, verdade e vida, de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier. A lição trata da necessidade de cuidarmos do corpo e do espírito. Trata-se do desafio de viver no ambiente material sem nos esquecer dos valores espirituais. É preciso aplicar no dia a dia o que aprendemos com a doutrina, pois Deus nos vincula a uma realidade para que olhemos para ela, e ela seja o nosso altar, e possamos exercitar nossa fé nos desafios cotidianos, na família, no trabalho, etc. Nesse sentido, torna-se muito importante o conselho dado por Emmanuel “Lava teus pensamentos no esforço diário”, já que, na nossa intimidade, existem muitas idéias e sentimentos cristalizados, que constantemente nos turvam a visão, dificultando o entendimento dos fatos que nos ocorrem.

 

O nosso irmão José Grosso nos deixou sua mensagem de motivação: “Devemos todos nós nos aprimorar no trabalho com muita dedicação. Todos nós, nos dois planos da vida, devemos nos empenhar, porque Jesus, nosso divino amigo, espera de todos nós essas qualidades. Esta é a oportunidade que temos do nosso campo de ação de expressarmos nossos sentimentos para com os irmãos. Pedimos que cuidem da nossa Fraternidade Espírita Irmão Glacus e da Fundação. A Terra, como todos vêem, está passando por reformas; estamos vendo desencarnes em massa. Deus é justo. Esses espíritos terão a chance de se preparar aqui no plano espiritual. Aproveitem a sua reencarnação, amem, perdoem, ajudem sem esperar nada em troca. [...] 

 

O Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo é a nossa salvação, por isso José Grosso tem todos vocês no coração. Peço a Jesus que ampare todos vocês. As mãezinhas que passam por provação com os filhos e com o marido, que tenham fé. Deus não castiga ninguém; se temos que passar pela prova, é para o nosso crescimento. A fé não pode ser perdida. Deus espera por todos nós; para Ele, nenhum é melhor que o outro. Se eu sofro mais que o irmão de caminhada, tem uma razão. Por isso, tenham uma fé inabalável. Trabalhem na Fraternidade Espírita Irmão Glacus com esperança, disciplina. Tem que haver o entendimento fraterno, para podermos avançar. As casas espíritas estão superlotando, por isso temos que ter o coração aberto para receber essas pessoas como fomos um dia recebidos. Vocês que têm conhecimento da lei divina serão mais cobrados. Nós, que vemos do plano espiritual, ajudamos a todos, porque amamos a todos. Peço a todos vocês, encarnados, serenidade na mente, vigilância no ouvido, pureza nos olhos, boa direção nos pés, equilíbrio no raciocínio e muito, muito amor no coração para com o próximo.”

 

O irmão Palminha utilizou a metáfora de uma cadeira cheia de alfinetes, para nos aconselhar a não nos acomodarmos, pois “descansar é não conquistar”. E prosseguiu com sua alegria: “Que não nos acomodemos nas nossas conquistas, porque ainda precisamos fazer muito mais. Se temos a convicção que já chegamos ao máximo, nosso irmão ao lado precisa muito de nós. Deus está dentro de nós, estamos cientes. Os nossos instrutores espirituais, quando nos dão alguma orientação para esperar, mesmo que não entendemos, temos que esperar. Isso é para todos. A confiança nos instrutores espirituais é o que fez esta Fraternidade [se erguer]. A espiritualidade superior deseja que sejamos um pouco mais operosos, pois o trabalho precisa que nos demos mais, pois muito temos que realizar. Sempre que possível, os parentes estão presente, pois o ambiente é propício, mas devemos manter a vigilância mental, para que a saudade não aflija os nossos parentes desencarnados que ainda estão se adaptando à nova realidade. Nunca estamos sozinhos quando estamos na tarefa do Cristo. A nossa palavra é singela, mas cheia de emoção, pois nos sentimos felizes em estar aqui e abrir o coração a vocês. Então continuemos fortalecidos no ideal do Cristo. Que Jesus nos fortaleça os propósitos de fraternidade sincera.”

 

“O amor de Cristo nos uniu como pérolas em cordões de esperança”. Com sua mensagem característica, o irmão Pedro de Camargo falou aos presentes: “Mais uma vez fui beneficiado pelas vibrações da emoção que ocuparam meu espírito saudoso e voluntarioso, grato pela oportunidade da manifestação. Somos espíritos e todos os espíritos devem viver como tal. Eis o caminho da paz. Pobres aqueles que não reconhecem a sua essência espiritual e se distraem no mundo das sensações, vivendo lampejos de alegria, mas escassez de felicidade. Felizes aqueles que diuturnamente realizam suas atividades de forma a edificar a alma no mundo. Sabemos que existe a personalidade, mas existe sobretudo a personalidade espiritual, e como é bom viver com a personalidade espiritual, essa postura que nos faz pensar sobre tudo e todos, buscando as essências em tudo. Personalidade espiritual que exime a criatura dos modismos. Agora é tempo de paixão: paixão de Cristo. [...] A paixão de Cristo é para os homens um filme; vivemos num mundo regido pelo calendário. Queridos irmãos, no plano espiritual não temos calendários; o que temos é um calendário relativamente baseado no de vocês, pois sabemos que esta é a Semana Santa. Muitos de vocês se privam de coisas que gostam, mas estão querendo que tudo volte logo ao normal. Se retornarmos amanhã às nossas atividades sem mudarmos internamente, de nada adiantará o sacrifício. Abram o vosso coração para receber a verdadeira Páscoa; lembrem-se dos quadros em que Jesus está feliz. Não precisa fugir dos ovos, pois vivemos a dualidade corpo-espírito. As crianças gostam, talvez não tanto pelo ovo, mas pelo afeto que, provavelmente, é um dos poucos que ela recebe do adulto durante o ano. Faça com que as crianças saibam do espírito excelso que se sacrificou para tornar a sua dor pequena. Diga a essa criança que no terceiro dia nós recebemos a maior demonstração desse planeta da imortalidade da alma. Essa é a mensagem, mas a mensagem que deve perpassar o ano todo. Assim como fizemos no Natal. Natal e Páscoa só existem nos calendários humanos, pois no mundo espiritual essas datas não se limitam no tempo, mas se expandem na intimidade de cada um. Que possamos ter um domingo de Páscoa muito bom, mas estejam certos de que, para mim, não houve melhor domingo de Páscoa do que hoje, meus queridos irmãos.”




Entrega-te a Deus é o mais novo livro psicografado por Divaldo Pereira Franco, pelo espírito Joanna de Ângelis. Problemas e desafios atuais são contemplados nesta obra, à luz do Evangelho, da Doutrina Espírita e da psicologia profunda.

 

“A desenfreada busca do prazer entorpece os sentidos das criaturas que se arrojam aos despenhadeiros da aflição.” Com esta frase, a mentora dá início a uma série de reflexões que dizem respeito ao ser humano, suas expectativas na contemporaneidade diante do mundo que o cerca e perante suas próprias questões como ser espiritual que é. Em um tempo em que a competição e o egoísmo assolam a humanidade, desvirtuando muitas consciências, nada mais esclarecedor do que uma obra como esta, cujo propósito claro é propor novas diretrizes comportamentais que possam, finalmente, conduzir o homem a Deus e à felicidade plena.




A Livraria Espírita Rubens Romanelli, empenhada na divulgação e no estudo das obras da codificação espírita, está trazendo, mensalmente, uma obra de Allan Kardec a preços promocionais, com 30% de desconto. Neste mês de junho, o incentivo é à leitura do Livro dos Espíritos, obrigatória para quem pretende seguir as instruções do Espírito de Verdade no Evangelho segundo o Espiritismo: “Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo.”

 

A livraria, que trabalha somente com os livros aprovados pelo Departamento Doutrinário e apenas obras espíritas, funciona todos os dias, nos seguintes horários: de segunda a sexta, de 19h às 22 horas; sábado, de 14 às 18 horas; e domingo, de 19 às 21h.

 

Para aqueles que encontram na leitura espírita um manancial de conhecimentos e se interessam por aprender e reciclar cada vez mais existe o Círculo do Livro, no qual os associados podem adquirir lançamentos a preços menores que os convencionais. O livro pode ser retirado na FEIG ou ser entregue em domicílio. Além disso, o associado tem o direito de comprar outras obras com um desconto de 5%.

 

Lembremo-nos de que uma leitura edificante, além de firmar em nossa mente os conhecimentos doutrinários, é, sobretudo, fonte de valores morais que precisam, com urgência, serem captados por nossos espíritos em evolução, com vistas a nossa educação e ao nosso progresso.




“Porque se perdoares aos homens as suas ofensas,
também vosso Pai Celeste vos perdoará.”

JESUS. (Mateus, 6:14.)

 

Muito e sempre importante para nós o esquecimento de todos aqueles que assumam para conosco essa ou aquela atitude desagradável.

 

Ninguém possui medida bastante capaz, a fim de avaliar as dificuldades alheias.

 

Aquele que, a nosso ver, nos terá ferido, estaria varando esfogueado obstáculo quando nos deu a impressão disso. E, em superando semelhante empeço, haverá deixado cair sobre nós alguma ponta de seus próprios constrangimentos, transformando-se nos muito mais em credor de apoio que em devedor de atenção.

 

Em muitos episódios da vida, aqueles que nos prejudicam, ou nos magoam, freqüentemente se encontram de tal modo jungidos à tribulação que, no fundo, sofrem muito mais, pelo fato de nos criarem problemas, que nós mesmos, quando nos supomos vitimadas deles.

 

Quem saberia enumerar as ocasiões em que determinado companheiro terá sustado a própria queda, sob a força compulsiva da tentação, até que viesse a escorregar no caminho? Quem disporá de meios para reconhecer se o perseguidor está realmente lúcido ou conturbado, obsesso ou doente? Quem poderá desentranhar a verdade da mentira, nas crises de perturbação ou desordem? e quando a nuvem do crime se abate sobre a comunidade, que pessoa deterá tanta percuciência para conhecer o ponto exato em que se haverá originado o fio tenebroso da culpa?

 

A vista disso, compreendamos que o esquecimento dos males que nos assediam é defesa de nosso próprio equilíbrio, e que, nos dias em que a injúria nos bata em rosto, o perdão, muito mais que uma benção para os nossos supostos ofensores, é e será sempre o melhor para nós.




Canções de Bento e Marília harmonizam o II Seminário Culto no Lar

Realizado no dia 05 de junho, no auditório da Feig, o II Seminário Culto no Lar contou com o glorioso trabalho de 10 tarefeiros da casa, Bento e Marília harmonizando o ambiente com suas canções e 136 participantes, além, é claro, de toda a vibração e presença ilustres de amigos do plano espiritual. O objetivo foi, principalmente, esclarecer a importância dessa prática em nossos lares como forma de exercitarmos a tolerância, a paciência, o respeito, a troca de experiências, o fortalecimento da fé, a reforma íntima, a elevação das vibrações e o cultivo do equilíbrio, contribuindo para a estruturação do núcleo familiar, melhorando a convivência, evangelizando a moral, educando e reeducando cada indivíduo.

 

Logo na recepção, os participantes do evento receberam um número que mais tarde teria seu motivo esclarecido. O primeiro momento do Seminário, após a prece e introdução do evento feita pelos coordenadores, foi uma dinâmica para interagir os participantes e melhor integrá-los ao assunto da palestra que viria logo em seguida. Divididos em sete grupos de 15 a 20 pessoas, os participantes foram encaminhados às devidas salas de acordo com os números recebidos na recepção.

 

Após a leitura de um texto chamado “Paz nesta Casa” extraído do Livro Luz no Lar de Neio Lúcio feita pelos monitores e seus ajudantes em cada sala, os participantes deveriam responder a três perguntas relacionadas ao texto, anotar em uma cartolina os itens mais importantes de suas respostas e eleger um líder que explicaria as conclusões do grupo no auditório para todos. Os sete grupos se apresentaram através de seus respectivos líderes. O interessante é que na medida em que as idéias eram expostas, percebia-se que as explicações dos grupos iam se complementando.

 

Depois disso foi preciso um apetitoso lanche para alimentar as idéias e recomeçar os estudos. A palestra iniciou-se com a pergunta “O que é culto no lar?”. E a resposta, com base nas obras básicas, não poderia ter sido melhor: uma prática cristã cujo momento é reservado à prece e ao estudo dos ensinamentos morais de Jesus. Explicou-nos a palestrante que toda prece feita com o coração, fé, fervor e sinceridade nos liga ao Criador. E, de acordo com o Evangelho Segundo o Espiritismo, o primeiro mandamento é amar-nos; o segundo, instruir-nos, portanto, é preciso praticar o estudo do evangelho. Assim, o culto no lar pode ser considerado a medicina preventiva!

 

A palestrante nos lembrou que o culto no lar foi instituído pelo próprio Cristo Jesus e não se trata de um ritual. Além disso, qualquer pessoa pode participar, mas o livre-arbítrio deve permanecer, pois não se deve impor idéias e não é o momento oportuno para discussões ou polêmicas. O ambiente deve ser harmônico! Músicas suaves, local sem barulhos, sem velas ou imagens são elementos exteriores que podem nos auxiliar na concentração e disposição íntima de cada indivíduo.

 

Por isso é preciso nos atentar para a qualidade da nossa fala, das nossas atitudes, na vigilância dos nossos pensamentos e evitando alimentos pesados, horários e dias cansativos que podem nos prejudicar com o sono e a dispersão. Devemos nos vestir como se fôssemos receber uma visita. Afinal de contas, nas palavras de Joanna de Ângelis, “o culto no lar convida Jesus a pernoitar em nossa casa”. Neste sentido, a água fluidificada é um elemento de grande importância para o culto, pois, nas palavras de Emmanuel, é uma “medicação do céu”!

 

O culto no lar deve durar de 30 a 60 minutos e ser feito uma vez por semana, em voz alta, no mesmo dia e horário, pois de acordo com Emmanuel “a disciplina antecede a espontaneidade”. O material a ser utilizado é o Evangelho Segundo o Espiritismo, mas se em sua casa houver divergências religiosas a leitura recomendada é o Novo Testamento. Além disso, podem ser utilizadas leituras complementares como os livros de Emmanuel e se tiver crianças e adolescentes livros como “Pai Nosso” e “Alvorada Cristã”.

 

A palestrante apresentou-nos um roteiro básico para melhor nos orientarmos. O primeiro passo é a prece, sempre em voz alta. Se tiver crianças, comecemos por elas com leituras e comentários sobre alguma obra infantil de cunho moral e só depois partimos para a leitura do Evangelho Segundo o Espiritismo seguindo uma seqüência do capítulo 1 ao 27. Em seguida, devem ser feitos comentários tentando aplicar os ensinamentos ao cotidiano. Aqui poderá ser feita também a leitura de uma lição de livro de moral cristã seguida de um breve comentário. E por fim, a prece final, que pode ser feita em agradecimento e também de irradiação. É importante anotar onde parou a leitura. Não esqueça de distribuir a água e manter a vibração elevada no lar.

 

Ao final do Seminário foram sorteados aos participantes alguns exemplares dos livros Jesus no Lar e É hora do culto!, que podem ser utilizados como leitura complementar no culto no lar. Quem tem dúvidas, deseja iniciar a prática ou enfrenta algumas situações adversas, pode obter mais esclarecimentos no curso de Culto no Lar oferecido pela Feig e Fundação. Não é preciso se inscrever. O curso é gratuito e acontece durante duas horas na Feig todos os sábados às 16:30, na Cabine A, 2º andar. Na Fundação o curso é realizado no segundo sábado do mês a cada trimestre.

Keila Brenda




No dia 2 de maio de 2011, retornou à pátria espiritual a nossa querida irmã Alcina Primão dos Reis, tendo partido serenamente.

Nascida em 9/4/1919, D. Alcina foi casada com Vicente Alves dos Reis, com quem se dedicou com extremo amor às tarefas de nossa FEIG, desde as suas primeiras horas de existência.

Exemplo vivo de dedicação e perseverança na seara fraternista da Casa de Glacus, tendo cooperado intensamente no SOS Preces, na visita fraterna e no receituário mediúnico, jamais se deixou abater por dificuldades pessoais, mantendo-se em atividade até o término de sua jornada nesta encarnação, aos 92 anos de idade.

Como singela homenagem de nossa instituição a este espírito valoroso, disponibilizamos nesta página o seu depoimento, gravado em setembro do ano passado, que permitirá aos ouvintes conhecê-la um pouquinho mais de perto.

Certos de que em breve teremos notícias pelos Espíritos Mentores da FEIG de D. Alcina em seu novo lar, nas esferas invisíveis, não ficaremos saudosos!

Enviamos à nossa estimada amiga as mais sinceras vibrações de carinho e de paz.

 

Que Jesus a abençoe hoje e sempre!

Click no link e ouça a entrevista : migre.me/4uupm




Auditório lotado e atento para as explicações da palestrante Sônia Jacome no dia 03 de abril, terceiro e último dia de Curso Preparatório para Evangelizador 2011. Das 8 às 13h30min daquele domingo alegre, os presentes puderam se preparar um pouco mais para a evangelização moral da criança na seara de Jesus.


A coordenação do Departamento de Evangelização Infantil recepcionou e harmonizou os atuais e futuros evangelizadores da casa de Glacus e de outras fraternidades espíritas explicando que após a palestra e o lanche o público poderia participar de três das quatro oficinas oferecidas pelo curso. Mais uma vez a comissão de Música, “Canto de Meimei”, composta por atuais Evangelizadores da Casa, cantou algumas músicas finalizando com o Hino à Meimei, ao que todos entoaram de pé.

 

Lembrando as palavras de Joanna de Ângelis, Sônia Jacome introduziu a palestra esclarecendo que didática é a metodologia pela qual se atrai a atenção de seu espectador. Com muito júbilo confessou que o maior didático foi Jesus, pois que utilizou de todas as formas de didática podendo ser observadas em todas as passagens evangélicas. Tanto para acalmar quanto para concentrar a atenção da população e de seus discípulos Nele, Jesus utilizava a didática para ensinar sem causar constrangimentos. Portanto, o bom evangelizador é alguém que conhece a didática de Jesus.

 

Como forma de apreender na criatura o conhecimento, não se conseguirá aplicar a didática sem o devido preparo. Nossa querida irmã Sônia atentou-nos para os riscos que o evangelizador corre caso não estude a doutrina e não prepare suas aulas com antecedência. Não só nas leituras do evangelho, mas também em várias outras obras espíritas, podemos retirar didáticas grandiosas para serem utilizadas na evangelização infantil. Como exemplo, a palestrante nos lembrou do culto no lar feito em casa de D. Isabel no livro “Os Mensageiros” de André Luiz. A senhora lê um jornal e utiliza a atualidade para explicar aos filhos os efeitos da desobediência.

 

Sugeriu a palestrante seis princípios básicos para se obter uma boa didática. O primeiro é respeitar a individualidade da criança, pois estamos lidando com o espírito dela. Quanto mais se prepara a evangelização, mais se consegue respeitá-la. Deve-se ter a humildade de pensar que enquanto evangelizadores estamos aprendendo até mais do que ensinando.

 

O segundo é fazer a ligação do ensino com a disposição infantil. Cada fase e idade demonstra a disposição característica daquela criança. O terceiro princípio é insistir no ensino. O quarto de ensinar sem fazer julgamentos. É preciso praticar o exercício da indulgência, ter paciência para não perder a didática da aula. O quinto princípio é utilizar uma linguagem adequada para cada fase e idade da criança. O sexto e último é permitir ser intuído. É preciso estudar para que a inspiração divina alcance os pensamentos do evangelizador e ele consiga absorver a idéia superior.

 

Para finalizar, Sônia Jacome explicou que os recursos didáticos devem ser simples, expectantes, proporcionais à idade da criança, divertidos, atrativos e com bastante conteúdo. Após a esclarecedora explicação de nossa irmã, o lanche comunitário foi servido para dar mais energia aos atuais e futuros evangelizadores. Pois, logo em seguida essa energia seria gasta com as oficinas de Artes, Jogos e Dinâmicas, Literatura e Contação de Histórias e Música na Evangelização. Das quatro, o público poderia participar de três oficinas.

 

No encerramento do curso, a coordenadora do Dep. de Evangelização, Scheila Coutinho, informou que os interessados em trabalhar na casa como evangelizador infantil deverá procurar o Dep. de tarefeiros. O próximo evento será o Encontro de Pais e Evangelizadores no dia 31 de maio, cujo objetivo é reunir os dois lados que são importantes na evangelização moral da criança: pais e evangelizadores.




Reunião de convívio espiritual do mês de março

 

1° momento: leitura e reflexão

 

Com a mesma vibração de fé, esperança e caridade de todo terceiro domingo do mês, a Fraternidade Espírita Irmão Glacus (FEIG) realizou a reunião de convívio espiritual de março no dia 20. A reunião é realizada pela FEIG no terceiro domingo do mês, ora na sede da Fraternidade, ora na Fundação Espírita Irmão Glacus.

 

O estudo inicial propôs uma reflexão sobre a passagem bíblica do filho pródigo, na qual Jesus nos mostra a figura de Deus como um Pai misericordioso, que nos procura e está à nossa espera todos os segundos da nossa vida, de braços abertos, respeitando nosso livre-arbítrio, entendendo o sofrimento como necessário. A parábola nos ensina sobre o amor que liberta, que quanto mais se dá, mais se tem. Trazendo a reflexão para o contexto da reunião, pode-se afirmar que todos estamos presentes porque temos muita sede de conhecer Deus e de nos encontrar com Ele. A doutrina espírita, em toda sua literatura kardequiana, se embasa na figura de Deus, que é a coisa mais importante que devemos buscar na nossa vida. É a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, e possui tudo sob controle, apesar da desorganização aparente do planeta. Conforme o Livro dos Espíritos, Deus se preocupa com cada criatura que criou; Ele investe em cada um de nós, e vê potencialidades em nós, na tarefa que nos foi confiada nesta vida. Este é o motivo principal de estarmos neste momento na Casa de Glacus: para alimentarmos o contato com os dois planos da vida e sabermos que as nossas orações têm sido ouvidas. Aprendemos que Deus ouve as nossas orações, porque elas repercutem no ambiente em que estamos, já que estamos imersos no fluido cósmico, ou seja, estamos envolvidos pelo amor de nosso Pai. Não percebemos porque estamos distraídos com nossos problemas e não estabelecemos uma sintonia com o Pai maior. A espiritualidade amiga preparou este ambiente para que essa sintonia possa ser estabelecida e que possamos receber a mensagem de Cristo, e, no anonimato, cada um está sendo abraçado. Outro exemplo é o de Davi, que tinha uma profunda comunhão com o Pai, comunicando-se com Ele em todos os momentos, bons ou difíceis. A intimidade de Davi com Deus está expressa em versos como: “Senhor, tu me sondas e me conheces. Tu conheces o meu sentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. [...] Graças te dou, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem [...].” É isto que a doutrina vem nos convidar a experimentar: a reforma íntima, que Davi percebia em seu dia a dia. Os benfeitores espirituais vêm nos comunicar que estão presentes todos os dias da nossa vida, e vêm nos convidar a continuar a jornada, em nossas tarefas, sem nos deixar melindrar e nem cair na rotina. A coisa mais extraordinária, o milagre maior é dividir o pão que recebemos com nossos irmãos, e que possamos multiplicar com muito carinho, transmitindo as vibrações amigas, para que todos os presentes, encarnados e desencarnados, possam se beneficiar.

 

2° momento: mensagens da espiritualidade

 

Com muita alegria, o irmão Otto iniciou sua mensagem com a prece: “Que a paz do senhor possa continuar nos envolvendo hoje e sempre.” E prosseguiu: “Todos nós, encarnados e desencarnados, buscamos a nossa melhoria espiritual. Aqui estamos, meus queridos irmãos, vocês, neste plano físico, reencarnados cada um com sua tarefa, cada um com seus problemas, em todos os sentidos, buscando nesta Casa o lenitivo, a orientação, o fortalecimento para continuarem com sua caminhada. Busquem, meus irmãos, em primeiro plano, sempre, manter o pensamento em prece com Jesus, em todos os instantes, no lar, nos ambientes em que freqüentam, em todos os momentos. O Culto Cristão no Lar é força maior para auxiliá-los, para que a intuição do mais alto venha, elevando o pensamento [...]. Estamos ombro a ombro, lado a lado, para que possamos intuí-los, auxiliá-los. Portanto, abram o coração para as coisas do espírito. Jesus, nosso Mestre maior, trouxe o nosso exemplo maior. Temos aí momentos de sua passagem; que possamos seguir aprendendo sempre com seus ensinamentos e os de tantos outros espíritos que já passaram pelo nosso planeta. Melhoria interior, meus irmãos, só se faz abrindo o coração para o amor, aceitando os erros daqueles que convivem conosco, com amor, perdoando, pedindo a Deus nosso Pai, a Jesus nosso Mestre, esse amparo no dia a dia. Perseverem, estamos sempre ao lado de todos. Portanto, queridos irmãos, recebam o nosso abraço sincero, a nossa vibração, o nosso amor, na certeza de que muito felizes estamos por nos encontrar com todos em cada tarde do terceiro domingo. Que a paz do Senhor possa iluminar a todos.”

 

A irmã Meimei, com seu carinho habitual, disse-nos: “Que o Mestre Jesus continue amparando a todos nós, fortalecendo os nossos espíritos, para que possamos continuar a nossa caminhada sempre com muita disposição. Sejam todos muito bem-vindos mais uma vez a este banquete espiritual, quando temos a oportunidade única de falar diretamente aos corações de todos vocês. Sintam-se como se todos que estão no salão, os quase 500 encarnados e os quase 2.000 desencarnados, unidos pelo coração. Quando nós abraçamos um irmão, trocamos as nossas energias, não é assim? Quando colamos o nosso coração ao coração daquele que abraçamos, transmitimos pra ele os melhores sentimentos que possuímos. Neste momento, todos os encarnados e desencarnados estão se abraçando, assim como toda a equipe espiritual, e, muito mais, o Mestre Jesus nos disse que, onde mais de um se reunisse em seu nome, Ele ali estaria, então, com certeza, Ele faz parte desta assembléia, e também recebemos do coração do Mestre Jesus os melhores sentimentos e, por conseqüência, recebemos também o amor do Pai, o Criador, porque ele colocou em cada um de nós um pouquinho Dele. Então, neste instante, todos nós estamos recebendo as vibrações e os melhores sentimentos uns dos outros, do Mestre Jesus e do próprio Pai, por isso este encontro é um banquete espiritual. Todo esse amor, todo esse sentimento de fraternidade será canalizado para o tratamento de todos; cada um receberá conforme sua necessidade espiritual e conforme seu merecimento. Então, a cada um caberá levar para o seu lar essas vibrações, que deverão ser comungadas com todos os familiares. Sejamos, queridos do meu coração, gratos ao Pai por essa oportunidade maravilhosa, e entendam este encontro como um verdadeiro banquete espiritual. E como ser agradecido ao Criador? Como demonstrar a Ele o quanto somos gratos? Vivendo no nosso dia a dia o que Ele nos ensinou através do Mestre Jesus: vivendo em nossos lares com alegria, olhando para aqueles que convivem conosco com muita compreensão, vivenciando os momentos no lar, compartilhando a gentileza, o prazer de servir e o perdão. Muito obrigada, queridos, por permitirem essa troca de amor entre os nossos corações neste instante. Que vocês possam sair daqui e voltar para o lar de vocês, e ao chegar lá repassar a todos essa alegria que todos sentimos neste momento, e que essa alegria perdure por muito tempo, não apenas no dia de hoje, mas que sejamos todos nós capazes de conviver, perdoando uns aos outros. Outra maneira de demonstrar ao Criador a nossa gratidão eu já disse que é vivendo os ensinamentos do Pai, mas para viver os ensinamentos do Pai, é preciso conhecê-los: amai-vos e instruí-vos. Então não percam tempo, vamos estudar as lições que o Mestre Jesus nos trouxe, para podermos vivenciá-las no nosso dia a dia. Se você que veio até aqui, na tarde de hoje, chegou aqui sem esperança, você veio ao lugar certo; se você chegou preocupado, você está no lugar certo; se você chegou desesperado, você está no lugar certo; se você veio alegre, apenas para ouvir as palavras dos amigos espirituais, você também está no lugar certo. Sintam-se todos abraçados e fortalecidos pelo amor do Cristo. Tenham uma semana muito boa, com certeza, a vida vai oferecer muitas oportunidades de aprendizado. Não peçam ao Mestre Jesus para livrá-los das dores, peçam a Ele para fortalecê-los, para que vocês aprendam com as provas. Muita paz, muita alegria, muita confiança. Venham sempre, queridos, é sempre um prazer receber todos vocês. Troquem esses sentimentos uns com os outros, principalmente no lar, não só hoje, mas todos os dias da vida de vocês. Renovem-se no amor e na fraternidade. Recebam o beijo alegre, carinhoso e agradecido da irmã de todos.”

 

Sempre alegre e descontraído, o irmão José Grosso nos disse: “Não podemos nos permitir ficar de braços cruzados. Em todos os setores da nossa Fraternidade e da Fundação, estamos operosos, buscando compreender, para que possamos efetivamente ocupar os espaços que nos pertencem. Assim, nós temos certeza que teremos muito trabalho. Não vai dar pra descansar, nós precisamos sempre de novos colaboradores em todos os setores. Que os nossos irmãos busquem o engajamento nas tarefas. Não podemos nos permitir ser simplesmente freqüentadores, temos que estar integrados nas atividades da nossa Fraternidade e da nossa Fundação. Cada um no seu tempo, busque as tarefas. Nós acolhemos [a] todos. Precisamos, cada vez mais, de buscar junto ao Cristo, nas suas falanges do bem, os recursos necessários para as nossas inquietações e os nossos anseios, para que assim possamos juntos vencer a nós mesmos nesta batalha sublime da caminhada para a plenitude com o nosso Pai. Nós estamos aqui do nosso mundo a postos, com os recursos para, quando necessário, amparar e assistir a todos. Levem aos nossos departamentos a nossa felicidade pelo comprometimento de todos, como sempre foi, dessa colméia que é a nossa Fraternidade. Aqueles que vieram nesta tarde, ainda que seja em pensamento, buscar notícias dos seus queridos, sempre que é possível nos movemos para poder concretizar este encontro, mas precisamos nos portar mentalmente e emocionalmente para tal, porque muitos de nós, como os desenlaces são muitas vezes prematuros [nos entristecemos], e nós precisamos que os irmãos mantenham a serenidade, pois buscaremos concretizar esse encontro de almas. Cada um do seu modo, vamos perseverar. [Sobre o coral], continuem operosos, tendo a disciplina como compromisso com o nosso coral, que muito continuarão a realizar. Os nossos médiuns [estão] colaborando efetivamente no receituário, nas reuniões mediúnicas, nas reuniões de convívio. Continuemos juntos, operosos, mas necessitamos, a cada dia, um pouco mais, que nos comprometamos conosco mesmos. A doutrina dos espíritos pode nos libertar se assim o quisermos; a encarnação limpa os nossos espíritos. Que nosso Mestre Jesus envolva e fortaleça a todos.”

 

Com a leveza de uma criança, o irmão Palminha deixou a sua mensagem de fé: “Nós estamos felizes, estamos encontrando em todos possibilidades de darmos a nossa contribuição; e assim nós vamos dando continuidade aos nossos objetivos, sendo sempre o primeiro objetivo o de transformar a nós mesmos. É o que a nossa Fraternidade tem nos proporcionado, e não podemos jamais perder essa meta, pois se tudo fizermos e não mudarmos a nós mesmos, pouco realizaremos e nos decepcionaremos quando do nosso retorno à nossa pátria. Então aproveitemos enquanto estamos juntos, pois assim muito nós realizaremos e daremos condições aos nossos irmãos ao lado de também vencer a si mesmos. [...] Meus irmãos, como sempre nos encontramos felizes, pois a convivência com os irmãos no terceiro domingo nos fortalece, para que possamos nos superar, [...], amparados por esta Casa do nosso irmão Glacus, sob a égide do Mestre Jesus, à luz da doutrina dos espíritos. [...] Peço aos nossos queridos irmãos, nas horas que parecem insuportáveis, que não desanimem, lembrem-se de nós, desse compromisso de amor que temos uns com os outros, pois se assim o fizermos, poderemos ainda muito mais. Que isso nos sustente e que nós consigamos, da espiritualidade superior, recursos para a nossa Fraternidade, que está no nosso coração. Aos nossos conselheiros e diretores, o nosso sincero agradecimento, que continuem discutindo os assuntos, se organizando, e que não tenham receio do erro, porque quando estamos intuídos de propósitos superiores, nós muito avançaremos e teremos oportunidade sempre de rever. [...] Na hora do trabalho, temos que nos comprometer com o trabalho, e temos que pensar que dedicamos poucas horas, mas então temos que fazer dessas poucas horas com qualidade para que se estenda às outras horas do nosso dia, porque a reforma íntima pode começar aqui, mas jamais vai terminar aqui, é no nosso cotidiano.” O irmão, ao final, desejou muita paz e alegria aos presentes, aos que não puderam estar presentes e às crianças.

 

O irmão Joseph Gleber também compareceu à reunião de convívio espiritual do mês de março: “Meus queridos e amados amigos, que a paz do divino Mestre continue reinando em nossos corações. Que a luz da nossa mãe Maria Santíssima possa envolver neste instante os espíritos dos queridos e amados companheiros presentes nesta reunião. Os nossos corações se encontram alegres e felizes de podermos participar desta reunião tão maravilhosa para os nossos espíritos e para toda a espiritualidade aqui presente. Uma Casa espírita, quando possui harmonia, compreensão, amor, tem plenas condições para receber espíritos desencarnados bruscamente, abruptamente, como aconteceu nesses dias no planeta Terra. Grandes espíritos receberam nesta Casa de trabalho, nesta Casa socorrista, uma quantidade enorme de espíritos desencarnados na grande tragédia do Japão. E esta Casa abençoada recebeu com carinho e amor essa quantidade de espíritos para serem acolhidos, em tratamentos nos vários departamentos espirituais existentes nesta Instituição. Portanto, queridos companheiros, a participação não depende somente da espiritualidade maior. Para que esse trabalho seja concluído satisfatoriamente, é necessário que os espíritos encarnados, os trabalhadores da última hora, estejam atentos, ajudando-nos a continuar recebendo esses irmãozinhos desesperados, que estão sem saber que caminho tomar. Portanto, queridos companheiros, abram os vossos corações neste momento, trabalhem com amor, colocando o amor acima de qualquer desavença, o trabalho e o prazer de servir acima de qualquer situação que queira invadir os trabalhos espirituais desta Casa de amor, desta Casa socorrista. [...] Trabalho, amor e silêncio sempre, porque, queridos companheiros, a morte maior é a incapacidade de amar, e é neste momento que rogamos aos vossos corações: amem os outros como Jesus nos ama. Pedimos, ainda, a todos os companheiros de jornada espiritual cristã, que não permitam em hipótese alguma que as dificuldades naturais da vida deixem os corações de vocês adoecerem; não permitam que as depressões, que os transtornos sociais, distúrbios psicológicos, psicossomáticos envolvam os corações de vocês, adoecendo-os para a vida e para o amor. Lutem, queridos companheiros, segurando firme as mãos de Deus, porque Ele jamais nos abandonará, jamais estará ausente em nossas vidas. Tenham a certeza, queridos companheiros, que estaremos ombro a ombro e lado a lado com cada um de vocês. Que a paz continue reinando em nossos corações. Do irmão de todas as horas.”




Novidades no XIII Café Colonial da Fraternidade Irmão Glacus

 

O ensolarado domingo de 27 de março foi marcado por muita alegria e boa vontade em ajudar com cerca de 90 tarefeiros fraternos realizando o XIII Café Colonial da Feig. O evento aconteceu das 16 às 19h, desta vez, no Ginásio do Clube dos Oficiais da PMMG, localizado na Rua dos Pampas, 501, no bairro Prado.

 

Além das guloseimas, do som de boa música e do Bazar de produtos novos, a confraternização contou com pula-pula e piscina de bolinha para as crianças. Os brinquedos, segundo a coordenação do Departamento de Eventos, foram incrementados pela primeira vez neste ano cedido por uma tarefeira da Casa que trabalha em um Buffet de festa infantil.

Veja mais fotos : http://www.flickr.com/photos/irmaoglacus

 

Além de ser um grande momento de confraternização, o objetivo do evento é de arrecadar recursos para a manutenção das atividades da Feig e da Fundação. Desta forma, todos os salgados, tortas, biscoitos, frios, sucos, chás, chocolates e cafés servidos no Café Colonial foram doados pelos colaboradores da Feig.

 

O Bazar de Novos ofereceu além de roupas masculinas, femininas e infantil, também calçados, artigos de presentes, bijuterias e utilidades domésticas a preços simbólicos. Os produtos vendidos são doações recebidas pela Fraternidade ao longo do ano. Os lucros desta atração à parte da confraternização, bem como todos os recursos arrecadados pelo evento organizado por voluntários, são destinados às obras da Casa de Glacus.

E já no fim do evento, aconteceu a tradicional “chêpa” em que os colaboradores anunciam a venda das guloseimas que sobraram a preços simbólicos para evitar o desperdício. O Café Colonial acontece todo ano no mês de março. Para os interessados em ajudar, além de poder fazer doações, também é possível se inscrever para trabalhar voluntariamente no evento. Que a alegria contagiante desta confraternização e a harmonia do trabalho dos colaboradores gratuitos possam se estender carinhosamente para os próximos anos!




Comemoração dos 19 anos do CEI

 

No último dia 25 de fevereiro, de 14 às 16:30 horas, comemoramos os 19 anos do Centro de Educação Infantil Irmão José Grosso. Após a prece inicial, proferida num tom simples, mas emocionado, pelas próprias crianças, o Hino a José Grosso foi entoado com muita alegria. Logo após, um teatro de marionetes apresentando a história do CEI atraiu a atenção de todos, adultos e crianças.

Em seguida, a música “Aniversário” foi cantada em homenagem não apenas ao CEI, mas às crianças aniversariantes dos meses de janeiro e fevereiro, e, logo depois, foi cantado o “Parabéns” e todos puderam se divertir à vontade, com um lanche muito gostoso e preparado com o maior carinho.

Veja mais fotos : http://www.flickr.com/photos/irmaoglacus

O Centro de Educação Infantil Irmão José Grosso vem se mostrando, ao longo dos 19 anos, um lugar agradável, onde se brinca e onde se encontra um espaço estimulante, educativo, seguro, afetivo, enfim, lugar de gente feliz.
Neste clima de amor, partilha e nas melhores vibrações possíveis as atividades da tarde foram encerradas com o agradecimento ao pai pela Missão desempenhada.

 

 

Aproveitamos o momento para agradecer a todos, encarnados e desencarnados, que nos ajudam sempre a propiciar momentos mágicos e dignificantes às nossas crianças!
Que a festa e a comemoração da vida, como sentimento de honra ao Pai, seja sempre dádiva para cada um de nós.




CEEM, ESDE, CP: qual a diferença?

 

Siglas são utilizadas para facilitar a comunicação. Por exemplo, referimo-nos à nossa casa espírita como FEIG, em vez de expressarmos o nome da instituição por extenso. Por essa mesma razão, adotamos CEEM, ESDE e CP para nos referirmos a algumas atividades que são realizadas em nossa casa espírita. O CEEM é de responsabilidade do Departamento Mediúnico, ao passo que o ESDE e o CP ficam sob a tutela do Departamento Doutrinário. O uso dessas siglas tem causado dúvidas em alguns frequentadores quanto ao que de fato representam, que ora vamos esclarecer.

 

CEEM significa Ciclo de Estudos de Educação Mediúnica, criado em 2006 para suprir a necessidade imprescindível de formação dos médiuns, com o aprofundamento no estudo de temas evangélico-doutrinários para os médiuns em exercício, bem como para os candidatos a ingressar uma reunião de educação mediúnica. Desde então, já foram finalizadas treze turmas, sendo que oitenta porcento dos médiuns que atualmente freqüentam as reuniões mediúnicas na Casa de Glacus já participaram do CEEM.

 

Atualmente, o CEEM tem programação prevista para dezoito meses e segue o conteúdo programático da FEB.  As reuniões são semanais e se realizam na sala 404, em duas turmas, nas terças e quartas, de 19h30 às 21h30. Para poder participar, o interessado deve ter indicação específica da Espiritualidade, normalmente pela RCE – Reunião de Consultas Espirituais, ou já estar participando como médium de uma reunião de educação ou de tratamento espiritual.  Eventualmente, quando há vagas disponíveis, elas são disponibilizadas para tarefeiros dos demais departamentos.

 

ESDE quer dizer Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, atividade que utiliza o conceito de trabalho em grupo, com debates e exercícios sobre temas do Espiritismo, amparados pela atuação de um monitor em sala. O ESDE segue programação já consagrada pela FEB, porém adaptada na FEIG para uma duração menor (um ano e meio). Tendo em vista as atuais limitações de infra-estrutura, o ESDE é um programa ainda indisponível ao público em geral, direcionado exclusivamente a certa categoria de tarefeiros da Casa, como expositores, evangelizadores e integrantes de reuniões mediúnicas. Os encontros são semanais e se realizam também na sala 404, nas segundas e quintas, de 19h30 às 21h30. O ESDE já encerrou sua primeira turma, estando a segunda atualmente em andamento, sendo que uma terceira iniciará em agosto próximo.

 

CP é a sigla para Ciclo de Palestras, sendo também usada CPN para os Ciclos de Palestras Noturnos. Um CP é um conjunto de palestras que giram em torno de um assunto, como Passes, Evangelho, Mediunidade e Princípios do Espiritismo. Portanto, não se trata de um curso, termo que foi usado no passado, já que os expositores não adotam um mesmo material didático.

 

O grande diferencial com relação às palestras das reuniões públicas é que, no ambiente do CP, o frequentador pode interagir com o expositor, o que não é permitido no outro caso. Ademais, os Ciclos são divididos em módulos e muitos deles são pré-requisitos para a admissão em tarefas na FEIG. Em 2011, surgiram novidades com relação aos CPN. Foram abertas turmas nas noites de segundas, quartas e sextas, bem como criado um Ciclo novo, o do Sermão do Monte.

 

Se você tem interesse em saber mais a respeito de cada assunto, escreva para a FEIG pelo Fale Conosco ou procure a direção dos departamentos citados.

 

Marcelo Orsini




Reunião de convívio espiritual - 3º domingo fev/2011

 

Como “coração de mãe”, onde sempre cabe mais um, é a Fraternidade Espírita Irmão Glacus (FEIG). O salão principal já não comportava mais todas as pessoas que vão assistir às reuniões de convívio espiritual, realizadas no terceiro domingo de todo mês. Por isso, o salão anexo foi preparado para dar suporte: um telão foi instalado para que os presentes pudessem acompanhar a reunião bem acomodados. Outra novidade da reunião do mês de fevereiro foi a instalação de um microfone digital, para garantir o adequado registro das mensagens. 

Veja mais fotos : www.flickr.com/photos/irmaoglacus

O objetivo da primeira parte da reunião é criar o ambiente para a comunicação da espiritualidade amiga. Com esse intuito, foi apresentada a lição número 100, intitulada “Rendamos graças”, da obra Pão Nosso, pelo espírito Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. A lição nos faz pensar sobre como é fácil agradecer quando as coisas dão certo. Muitas vezes, ficamos felizes se algo acontece de acordo com a nossa vontade, o que nem sempre é bom para nossa vida espiritual. Para conseguirmos discernir o que é necessário para o nosso crescimento, precisamos de tempo para amadurecer. A doutrina espírita auxilia na compreensão dessas questões. Quando estamos encarnados, precisamos viver determinadas experiências para alcançarmos o ponto de discernir o que nos faz bem ou mal. Se estamos felizes, não necessariamente é bom, e se estamos tristes, não necessariamente é ruim. A nossa meta é a superação da nossa personalidade, pois somos egocêntricos, vaidosos. Na lição estudada, Emmanuel nos fala de coisas que, num primeiro momento, são ruins (dor, sofrimento), mas as considera como coisas positivas.

 

Os espíritos que nos assistem nos compreendem, porque já passaram pelo que nós passamos, pois eles não foram criados perfeitos, mas passaram por experiências, com muita luta, e aprenderam. Todos somos potenciais de perfeição, o sal da Terra; somos deuses porque somos centelhas divinas, embora não consigamos manifestar isso. Todos queríamos filhos perfeitos, que não nos dessem trabalho, mas isso nos faria crescer? Temos que aprender com as adversidades; precisamos ter paciência, perseverança. Se não sabemos como agir, vamos aprender para mudar nossas atitudes no dia a dia. Vamos sair da nossa visão centrada em nós mesmos e assumir como compromisso a frase do Pai-nosso “Seja feita a vossa vontade”.

 

O irmão Eric Wagner foi o primeiro a deixar a sua mensagem de paz: “A alegria contagiante do ambiente nos faz sentir especiais, pois neste ambiente podemos nos dirigir aos queridos e dedicados irmãos com o coração, e os benfeitores espirituais encontram belas oportunidades de nos assistir, bem como aos nossos irmãos desencarnados presentes. O ânimo renovado fará com que todos nós, quando unidos nos propósitos superiores, mantenhamos o estado de felicidade nas dificuldades naturais e materiais, não colocando empecilhos para viver em plenitude a luz do Evangelho que elegemos no coração. Aproveitemos a oportunidade do hoje, pois o ontem não teremos condições de vivenciar mais, e o nosso futuro é semeado no presente. [...] Com sinceridade e amor, poderemos viver cada dia mais felizes, pois a misericórdia não nos tem faltado. O sofrimento e as dores são o fruto de nossas ações, no entanto, a misericórdia é arquiteto que nos socorre, sendo que ao construtor é pedido que se faça uma reforma íntima, pois, como disse o Cristo, ‘não se pode colocar remendo de pano novo em roupa velha’. Encontramos amigos de outras horas, iniciamos amizades para o amanhã, e juntos compartilhamos. A Fraternidade Espírita Irmão Glacus muito tem conquistado na espiritualidade maior, fruto do nosso trabalho na equipe espiritual e material. Somos um corpo e cada um deve cooperar na engrenagem do amor. [...] Continuem operosos, disciplinados, pois assim ganharemos sempre. O trabalho incessante, continuado, organizado e pensado facilitará nosso entendimento como grupo na nossa Fraternidade. O nosso muito obrigado pelo carinho que recebemos sempre. A discussão é importante para o entendimento, mas precisamos exercitar a fraternidade uns com os outros.”

 

Ao comentar a organização especial montada para a reunião de convívio espiritual de fevereiro, o irmão José Grosso definiu como sendo “a tecnologia contribuindo para dulcificar nossos corações. Precisamos participar efetivamente das reuniões de terceiro domingo, de forma ativa. São legítimos os vossos anseios, e ninguém sairá daqui ‘com o pires vazio’. Mas precisamos exercitar a caridade, pois mesmo aqueles que chegam com o coração triste, por causa da saudade, precisam contribuir para a reunião. Devemos ter a percepção de que muitas vezes planejamos algo, mas que, no meio do caminho, temos que rever. [...] Estamos muito felizes com a nossa Fundação, mas muito temos que avançar. Não somos duas unidades, somos uma só. Cada vez mais recebemos mais pessoas, para que ninguém fique sobrecarregado.”

 

Ainda sobre a organização da reunião, o irmão Palminha transmitiu a sua mensagem: “Fico até assustado com a dimensão que a nossa Fraternidade está tomando, temos que nos organizar [para comportar todos]. Se o sapato apertou, é hora de andar um pouco mais, ainda que nos machuque um pouco. Que não tiremos o sapato para contemplar a própria dor; nós, cristãos, não podemos nos dar a esse luxo. Nós, aqui, suamos para atender às necessidades de vocês, pois são legítimas. E é gratificante ver que os irmãos assimilam os aprendizados. Se porventura algum irmão simbolicamente cair, levante e dê dois passos, que ali estaremos. Não podemos muitas vezes levantar os irmãos, por causa do livre-arbítrio. A maior parte vocês já fizeram, nós damos só um tapinha. Ficamos felizes em ver crianças aqui; dentro do possível elas precisam participar desses ambientes para conviver com naturalidade com as coisas espirituais. A mocidade está ‘supimpa’. Que todos continuem participativos, pois assim nos fortalecem, para que possamos intuir os irmãos.”

 

Com sua terna gratidão, assim falou o irmão Otto: “Muito temos a agradecer por esses momentos nesta tarde maravilhosa, em que todos elevam seus pensamentos no propósito do convívio dos planos espiritual e físico. A vibração de todos é algo que toca nossos corações, e é muito importante que elevemos esse exercício mental, que é a vibração natural de paz, fé, confiança em nosso Pai criador. É muito importante que levemos essas vibrações para o nosso ambiente doméstico, o trabalho, os amigos; é remédio salutar. O nosso planeta muito necessita de melhora, para que nossa saúde melhore física e espiritualmente. É através da prece e do pensamento elevado que conseguiremos elevar o padrão vibracional, pois, assim como os Correios levam as correspondências, nossos pensamentos têm poder de levar a mensagem que quisermos.”

 

Com sua presença serena, a irmã Meimei deu a sua contribuição: “Aos irmãos que se encontram no salão ao lado, sintam-se integrados, pois as dimensões do salão são muito maiores: só assim é possível que as visitas de vocês cheguem. Alguns chegam, abraçam seus entes encarnados e vão embora; outros permanecem. Temos consciência do bem que estes momentos aqui fazem para vocês e para os irmãos que vocês nem conhecem. As vibrações dos irmãos presentes são usadas para tratar os necessitados. Vocês ganham, mas também doam, quando se colocam à disposição de elevar os pensamentos, por isso temos que agradecer a Jesus, pela oportunidade de estar aqui, e ao irmão Glacus. Obrigada a todos vocês que saíram de suas casas nesta tarde quente. É muito bom saber que vocês optaram pelas coisas de Cristo. [...] Como é de praxe, eu trouxe um assunto para refletirmos. Hoje vamos falar da necessidade de os pais deixarem que seus filhos se tornem adultos. Muitas vezes, os pais não querem que os filhos saiam da infância, para que continuem a controlá-los. É preciso que os filhos andem com as próprias pernas, que caiam e aprendam. Se os pais superprotegerem, os filhos se tornarão adultos infantilizados. Os pais podem aconselhar, dizer para o filho: ‘se você escolher este ou aquele caminho, sofrerá determinada conseqüência.’ Toda ação tem uma reação. Se o filho optar por uma caminhada equivocada, ele tem que errar e procurar outra melhor. Os pais podem estar lá para abraçar depois que o filho passar por uma provação, mas ele tem que colher os frutos do que plantar. Que vocês possam ver seus filhos crescidos, maduros, contribuindo para a comunidade e o planeta, engrossando as fileiras do Cristo. Busquem ajuda por meio da prece e do Evangelho, que são os grandes roteiros. Busquem nas obras dos espíritos, ainda que devagar. Que todos vocês tenham muitas oportunidades nesta semana, e que tenham a paz que só depende de vocês.”

 

“O amor de Cristo nos uniu como pérolas em cordões de esperança.” Com alegria e muitos ensinamentos, o irmão Pedro de Camargo encerrou a reunião de convívio espiritual de fevereiro: “Estamos felizes com o crescimento do interesse das pessoas pelo espiritismo, pela educação do espírito; e a freqüência a esta reunião é claro indicativo que as pessoas estão sabendo reconhecer em si mesmas seu legítimo anseio. Constituem-se, pois, momentos de celebração espiritual, em que a luz recai sobre cada um e seus familiares. Pouco a pouco, o plano espiritual prepara almas que herdarão o compromisso de conduzir a revolução pacífica de espiritualidade que despertará as almas para seus próprios espíritos. Às vezes, a alma encarnada acha que as mudanças são lentas e que poderiam ser mais rápidas. Mas, a história revela que toda vez que a humanidade tentou acelerar as coisas, houve sacrifício de muitas pessoas. Confiem, irmãos, Jesus está no leme. A Terra tem o seu projeto e aqueles que estão encarnados têm compromisso com ela. Vislumbremos um novo tempo, pois os recursos da natureza se escasseiam no movimento do consumismo. O plano físico não resistirá por muito tempo.

 

Gostaríamos de revelar quem serão os espíritos responsáveis por essa mudança: cada um de vocês. Em todo o planeta, [irmãos] dividem-se nas várias tarefas. Vocês estão matriculados na escola de preparação do espírito, que é um projeto de alegria, saúde – é o projeto de Cristo. Apressem-se em tornar a sua existência mais espiritual. Que não seja o seu falar, o seu vestir, entre outros, ferramentas do materialismo. É preciso olhar ao redor, no seu campo de atuação, e identificar as oportunidades de exercitar o cristianismo. A caridade não é invejosa, não se cansa. Às vezes, o cristão desanima quando na primeira oportunidade não obtém sucesso. As idas e vindas a este planeta mostram que as pessoas não mudam de uma hora para outra. Cristo não desistia, e quando ele via uma vontade sincera, ele atuava. Façamos como o Cristo. Seja tu mesmo aquele que levanta o braço e diz: ‘eu quero te ajudar.’ O Cristo disse que tenho que perdoar setenta vezes sete. [...] Reflitam sobre a decisão de herdar o futuro do planeta. Que a sua casa, por meio do Culto do Evangelho no Lar, possa ser uma verdadeira filial da nossa Fraternidade Espírita Irmão Glacus.”

 

Colaboração: Márcia Romano




As mães de Chico Xavier

 

Tem estréia prevista para 1° de abril de 2011 o filme As mães de Chico Xavier, inspirado no livro de Marcel Souto Maior, Por trás do véu de Ísis. Na esteira dos sucessos de Chico Xavier e Nosso Lar, ambos lançados em 2010, As mães... estréia em cerca de 400 salas de cinema no país, verdadeiro feito para uma produção nacional.

 

Com direção dos cineastas cearenses Glauber Filho e Halder Gomes, o lançamento do filme marca o encerramento das comemorações em torno do centenário de nascimento do médium mineiro mais famoso no país e que para nós, da doutrina espírita, legou mais de 400 livros esclarecedores sobre a vida no mundo espiritual e a conduta que deve ser seguida pelo verdadeiro espírita.

 

O filme retrata uma história, baseada em fatos reais, de três mães que vivem momentos distintos em suas vidas: Ruth (Via Negromonte), cujo filho enfrenta problemas com drogas; Elisa (Vanessa Gerbelli), que tenta superar a perda do filho junto com o marido; e Lara (Tainá Müller), uma professora que enfrenta o dilema de uma gravidez não planejada. Todas acabam recebendo conforto quando se encontram com Chico. Entre outros, no elenco encontram-se Nelson Xavier, novamente na interpretação do médium mineiro, Herson Capri e Caio Blat. Que possamos, mais uma vez, prestigiar essa produção cinematográfica, contribuindo para a divulgação do Espiritismo!




Convívio espiritual/janeiro 2011

 

Renovação: esse foi o espírito que envolveu a primeira reunião de convívio espiritual de 2011 da Fraternidade Espírita Irmão Glacus (FEIG). A reunião, realizada todo terceiro domingo do mês, aconteceu no dia 16 de janeiro na Fundação Espírita Irmão Glacus.

 

O estudo inicial baseou-se na lição no 97, intitulada “Amas o bastante?”, do livro Caminho, verdade e vida, do espírito Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. De acordo com essa lição, Jesus ensinava com o olhar, a presença, a palavra, ou até mesmo o silêncio. Cada questionamento Dele causava no mínimo inquietação: ou nos paralisamos ou movimentamos recursos – a escolha é nossa. Conforme narra o Evangelho, no momento em que Jesus pergunta por três vezes a Pedro “Tu me amas?”, há uma intenção nessa “insistência”, pois Jesus conhece Pedro, assim como cada um de nós, mas precisava fazer o discípulo mergulhar profundamente dentro de si para encontrar o amor. A verdade está no profundo do ser, por isso é preciso que tenhamos uma postura profunda em tudo o que fazemos. É difícil responder negativamente àquela pergunta de Jesus – Tu me amas? –, entretanto, amá-Lo é o esforço que fazemos todos os dias para vencer nossas dificuldades; é conhecer, sentir e viver o Evangelho.

 

Quando temos uma decisão a tomar, se nos baseamos no Mestre, temos condição de descobrir o quanto precisamos avançar, mas também o quanto já alcançamos. Pedro era uma ovelha que estava sendo chamada a ser pastor, pois quem busca a verdade está preparado para vivê-la. Nossos espíritos têm sede de amor, justiça, etc., ou seja, gostamos de receber. Mas quando é hora de agir, como o fazemos? Julgamos ou nos calamos? Temos compaixão? Como diz Rubem Alves, “A solidariedade é quando eu olho para o meu irmão e o sentimento do meu irmão passa a ser o meu sentimento [...].” Portanto, que tenhamos coragem de olhar para dentro de nós mesmos e nos questionar se amamos Jesus. Que Ele seja nosso guia, mestre.

 

Jesus, tu és o senhor da luz, ajuda-nos a compreender a Tua verdade e a compreender o divino em todos os aspectos de nossa vida.

 

Com amor e compaixão, estas foram as palavras do irmão Eric Wagner: “Que o Cristo possa na sua imensidade de amor enviar os seus benfeitores espirituais a nós, espíritos desencarnados e encarnados, e os recursos necessários à nossa transformação íntima, capitaneados por nosso instrutor irmão Glacus, para vivenciarmos a nossa legítima Fraternidade Espírita Irmão Glacus, da qual esta Fundação é uma extensão. A mudança do calendário terrestre, iniciando novo ano, nos favorece, apesar de sabermos que recomeçar é uma tarefa para todos os dias. Assim, iniciamos mais uma etapa da nossa reencarnação, os irmãos aí e nós, da nossa dimensão espiritual, buscando juntos a unidade que nos fortalece. O trabalho continuará valioso talismã a nos assistir nas nossas inquietações. [...] A Fraternidade Espírita Irmão Glacus nos proporciona recursos extraordinários para fazer essa viagem interior, mas precisamos amparar nossos irmãos do caminho, pois só assim nos apropriaremos das mensagens do Mestre Jesus, que seus mensageiros têm nos proporcionado. Não deixemos para amanhã o trabalho do presente. Não somos ainda espíritos com conquistas superiores, ainda trabalhadores invigilantes em alguns momentos, mas a misericórdia divina tem nos alertado constantemente acerca da importância do trabalho. Estamos nestes momentos de transição, não entendendo tudo de que realmente necessitamos. A abundância material não é para que acumulemos em benefício próprio, mas ferramenta indutora para que sejamos ativos, contribuindo para modificação do nosso semelhante. Esforcemo-nos sempre, mas sem perder a nossa individualidade, pois o livre-arbítrio nos pertence. Se tropeçamos, levantemos, nos recompondo e seguindo em frente. Nós, os amigos espirituais, estaremos a postos movimentando recursos. Muito podemos e iremos realizar. Somos lutadores há milênios, hoje nos candidatamos a sermos trabalhadores do Cristo, uma grande diferença no nosso processo evolutivo. Debrucem, pois, nas belezas que nosso querido Kardec nos deixou, para romper atavismos e permitir que sementes frutifiquem e possamos servir um pouco mais. Para tanto, precisamos estar compromissados conosco mesmos se queremos estar compromissados com Jesus. O caminho é este: de dentro para fora. Assim viveremos a legítima fraternidade espírita.”

 

Como que dando continuidade à linha de raciocínio do irmão Eric Wagner, o irmão Glacus nos convidou a olhar para nós mesmos, mas sem deixar de olhar pelo nosso semelhante. Muitas vezes nos sacrificamos, disse ele, “mas é assim mesmo, pois não é buscando subterfúgios e justificativas que rompemos com reencarnações reparadoras e dolorosas. Temos nesta reencarnação condições diferenciadas em função de nossa vontade; já não buscamos na espada a solução. Estamos reunidos numa Casa de amor, buscando compreensão para nossos sentimentos e emoções. Viemos em busca desse convívio fraterno. Nós também, pois nos tornamos irmãos na plenitude da palavra. Já não conseguiremos avançar se nossos irmãos não estiverem a caminho. Jesus nos dá oportunidades com a família, os amigos, para que possamos vivenciar o que precisamos. A nossa fraternidade espírita é isto: pessoas em movimento, dispostas ao sacrifício, não no sentido de abandonar o lar, mas de se permitir vivenciar novos valores, sentindo o que Kardec nos deixou. O espiritismo e a nossa Casa são fruto do trabalho de muitos irmãos, e podemos nos considerar parte disso. O ano se inicia, e nesse propósito estaremos juntos conhecendo nós mesmos [...]. Que Jesus possa em sua infinita misericórdia nos acolher e nos dar esta oportunidade.”

 

O irmão Palminha iniciou fazendo uma reflexão acerca da necessidade de dar continuidade ao que já desempenhávamos no ano que terminou: “A novidade é [sempre] o trabalho, precisamos cada vez mais de operários, no sentido de movimento, a nossa Casa sempre precisa de mais um.” Ele destacou a importância da presença nas reuniões públicas, mas acrescentou: “façamos um pouco mais, encontrem as tarefas com as quais vocês possuem afinidades, conheçam gente nova, reencontrem amigos e até encontrem sua ‘alma gêmea’. Não sabemos quando nos perguntarão ‘O que fizeram dos talentos que recebestes?’, então não desperdicem os dons, não fiquem de mãos vazias. É no ambiente das reuniões de convívio espiritual que conseguimos a sintonia com os irmãos, por isso é importante que dirigentes e tarefeiros estejam presentes. É importante para aqueles que ainda não estão em condições plenas, mas que nesses momentos se refazem na peleja do reequilíbrio. Por isso, chamem todos em nome do Palminha. [...] Nós, os espíritos, estamos felizes, sabemos das dificuldades, mas podemos realizar mais do que está programado. Muitas provas fazem parte, mas não necessariamente precisamos da dor, por isso temos o trabalho. Se continuarmos com essa postura, muito avançaremos. Assim como disse o Eric Wagner, que é um espírito culto, lapidado há muitos séculos na Germânia como militar, um verdadeiro general do amor. Não tem muito tempo que ele começou a trabalhar, mas com sua postura, avançou anos-luz. E nós estamos no seu rastro. Ele é contido, mas muito alegre, e tem arregimentado muitos espíritos que ele liderou em algumas existências.”

 

“Que o Mestre Jesus continue envolvendo a todos em nossa Fraternidade e nossa Fundação”, assim começou a irmã Meimei, com sua maneira amorosa de falar. “Estive observando vocês enquanto aguardavam e, observando os rostos, auscultei os corações e muito me emocionei, porque, percebendo na grande maioria esperanças, notei que vocês vêm a este encontro com muita esperança e, ao chegarmos aqui, rogamos ao Cristo disposição, com muita alegria, otimismo, em todo o tempo, mas principalmente neste início de ano. [...] O trabalho foi citado muitas vezes, mas nem sempre vocês compreendem o quanto ele é importante. Fazer o bem é algo de positivo que vocês colocam na bagagem, que vai acompanhá-los para sempre.” Ao falar do trabalho, a irmã deu um importante ensinamento acerca da dor e do sofrimento, explicando que, ao invés de pedir a Jesus para nos poupar, devemos rogar que nos ajude a beber esse cálice com paciência, questionando: “O que a vida está querendo me ensinar? Aprendam com essa experiência para não ter que repetir. Peçam paciência e não vejam como dor, mas como remédio. Olhando pelo lado espiritual, fica mais fácil entender. Precisamos aprender a viver com mais otimismo, mais alegria. Se a fila da reencarnação é longa, por que não aproveitar [essa reencarnação]? No primeiro obstáculo vocês querem pular, ou até voltar para o plano espiritual. E aí, vocês vão para o final da fila e pode demorar. [...] Se estamos num planeta de provas, não vamos nos comportar como se estivéssemos de férias. E tem coisas bonitas nesse planeta, muito lazer sadio. Vamos aproveitar as energias renovadas do início do ano. Li outro dia uma matéria que fala sobre esse ‘planejamento do ano’. Então vamos, toda manhã, pedir ao Mestre Jesus bênçãos para que possamos entender todas as oportunidades. Ao longo do dia, vamos lembrar disso e, ao nos deitar, vamos reler e refletir sobre o dia que passou. Por exemplo, se quando chego no meu trabalho e dou bom dia para os meus colegas, se algum deles não me é receptivo, eu devo continuar com a minha vibração, não posso mudar meu humor em função da reação dos outros. Ou, no decorrer do meu dia, se fui ríspido com alguém, devo refletir antes de tudo a respeito do trabalho que terei para me desculpar com a pessoa... E assim, de ponto em ponto, podemos analisar tudo o que fizemos para no dia seguinte fazer melhor. Não precisa de coisas grandiosas, podemos começar pelas pequenas. Este encontro é um grande banquete de amor: cada um de vocês tem parentes que o ama, e aqueles que não podem vir estão assistindo de um telão no plano espiritual. Vocês vão sair daqui mais leves, mais alegres, e no lar é onde podemos exercitar a paciência, a tolerância, para depois sermos capazes de expandir. Vamos nos esforçar para unir nossos corações com os deles, para compartilhar com eles tudo o que recebemos. Vejo no coração de vocês as alegrias, o quanto de amor o Mestre nazareno nos proporciona. Que vocês sejam instrumento, cada vez mais fiel aos desígnios de Jesus. Não se esqueçam que Jesus é o nosso pastor.”

 

A mensagem do irmão Pedro de Camargo foi breve: “O amor de Cristo nos uniu como pérolas em cordões de esperança. Aproveito esta oportunidade para falar direto ao coração dor irmãos sobre o quanto tenho aprendido a amar. Estaremos sempre ombro a ombro, lado a lado.”

 

Com muita alegria em estar presente na reunião, o irmão Jacques Aboab disse: “Peço por todos vocês, que continuem na tarefa, no amor ao próximo, na dedicação, só assim elevamos nossos espíritos. Ele pede pouco de nós. ‘Amai ao próximo como a ti mesmo.’ Isso é muito para nós? Vamos refletir sobre isso. Vamos em frente, unidos, caminhando sempre no Evangelho, para que possamos nos sentir unidos ao Cristo.”

 

O irmão José Grosso ressaltou a importância da reunião de convívio para o plano espiritual: “Nós ficamos ansiosos para encontrar com vocês, então imaginem os seus familiares! Quando termina a reunião, programamos a próxima. Tem muitos parentes que voltam chorando de emoção. Tenho pedido sempre a Jesus para dar mais e mais forças para ajudar vocês. Às vezes não encontro corações abertos, por causa das angústias. Eu também estive aí, fui amparado. Jesus é o nosso irmão do amor. Por isso, peço a todos vocês que compreendam os irmãos da caminhada, não julguem para não serem julgados, respeitem, amem. Por isso, a Fundação e a Fraternidade precisam de todos vocês. Peço que façam uma reflexão sobre as minhas palavras. O meu espírito e o de Glacus desejam o melhor para vocês. Na hora da aflição, estarei a postos; façam uma prece a Nosso Senhor Jesus Cristo, que vocês sentirão a nossa presença de amor e aconchego. Por isso, peço a vocês que amem a nossa Fundação e a nossa Fraternidade. Fizemos o alicerce, porque é a casa do amor, do socorro. Nenhum é melhor que o outro, todos são iguais perante a lei divina. Às vezes adquirimos cargos e nos envaidecemos. Aí que está a queda. É preciso administrar, mas com amor, fraternidade e trabalho. Estamos estudando, e vocês podem compreender que as nossas palavras se modificaram. Por isso, vocês também precisam estudar.” E, assim, ele se despediu cumprimentando os tarefeiros do coral e os paizinhos e as mãezinhas.

 

Colaboração: Márcia Romano




Outro dia um amigo me confidenciou que estava muito preocupado com a ausência de sorrisos e calor humano no interior das instituições espíritas. E que se nossa Doutrina é otimista, trazendo nova luz para a vida, por que é que há tanta gente carrancuda dentro das instituições?

 

Não pude deixar de concordar com ele.

 

De fato, tenho percebido que muitas instituições, através de seus dirigentes e trabalhadores, à guisa de manter a seriedade doutrinária, comprometem o seu bom humor, a simpatia, o calor humano, como se o mundo se resumisse às suas carrancas, ao sofrimento e ao pessimismo.

 

Não podemos esquecer que normalmente quem procura o centro espírita está com dificuldades, está desanimado, está sofrendo. Se mantemos uma postura sisuda, com humor fechado, e sem a luz de um sorriso, devemos saber que temos a chance de estarmos contribuindo para influenciar negativamente aqueles que nos procuram, piorando a sua situação.

 

Talvez por um atavismo judaico-cristão associado com a idéia equivocada de que o sofrimento é enobrecedor e é sinal de evolução (o que está errado, evidentemente) é que esses irmãos e irmãs que preferem a carranca ao sorriso estejam agindo assim.

 

Que jamais faltem sorrisos nos centros espíritas, pois nada mais animador do que ser recebido com um sorriso e com calor humano. Pois nós não somos máquinas. Somos seres humanos, seres espirituais, tendo o compromisso de transformar o mundo para melhor. Para que sombras em nosso rosto?

 

Não podemos esquecer que o abismo atrai o abismo e que sorrir sempre é a garantia de espalhar a paz e a alegria a contagiar aqueles que estão ao nosso redor, onde quer que seja.
E a casa espírita detém um papel de fundamental importância como irradiadora da luz, sendo nossa postura a lâmpada a propagar essa boa energia. Se fechamos o nosso rosto, estaremos impedindo o fluxo dessa luz. Pois "cara" fechada não é sinal de evolução.


Joaquim Ladislau Pires Júnior




Outro dia um amigo me confidenciou que estava muito preocupado com a ausência de sorrisos e calor humano no interior das instituições espíritas. E que se nossa Doutrina é otimista, trazendo nova luz para a vida, por que é que há tanta gente carrancuda dentro das instituições?

 

Não pude deixar de concordar com ele.

 

De fato, tenho percebido que muitas instituições, através de seus dirigentes e trabalhadores, à guisa de manter a seriedade doutrinária, comprometem o seu bom humor, a simpatia, o calor humano, como se o mundo se resumisse às suas carrancas, ao sofrimento e ao pessimismo.

 

Não podemos esquecer que normalmente quem procura o centro espírita está com dificuldades, está desanimado, está sofrendo. Se mantemos uma postura sisuda, com humor fechado, e sem a luz de um sorriso, devemos saber que temos a chance de estarmos contribuindo para influenciar negativamente aqueles que nos procuram, piorando a sua situação.

 

Talvez por um atavismo judaico-cristão associado com a idéia equivocada de que o sofrimento é enobrecedor e é sinal de evolução (o que está errado, evidentemente) é que esses irmãos e irmãs que preferem a carranca ao sorriso estejam agindo assim.

 

Que jamais faltem sorrisos nos centros espíritas, pois nada mais animador do que ser recebido com um sorriso e com calor humano. Pois nós não somos máquinas. Somos seres humanos, seres espirituais, tendo o compromisso de transformar o mundo para melhor. Para que sombras em nosso rosto?

 

Não podemos esquecer que o abismo atrai o abismo e que sorrir sempre é a garantia de espalhar a paz e a alegria a contagiar aqueles que estão ao nosso redor, onde quer que seja.

 

E a casa espírita detém um papel de fundamental importância como irradiadora da luz, sendo nossa postura a lâmpada a propagar essa boa energia. Se fechamos o nosso rosto, estaremos impedindo o fluxo dessa luz. Pois "cara" fechada não é sinal de evolução.

 

Joaquim Ladislau Pires Júnior




MOCIDADE FAZ SUA RETROSPECTIVA E REFLETE SOBRE PROJETOS DE ANO NOVO

 

Início de ano: época de fazer os balanços do ano que passou e pensar nos novos objetivos do ano que começa. É com esse espírito que a Mocidade Espírita Joanna de Ângelis – Meja faz sua retrospectiva do ano de 2010. Um ano de muitas alegrias e conquistas, mas acima de tudo, de muito trabalho. Nossa Mocidade trabalhou muito nesse período: realizamos visitas a asilos, demos uma força no bazar, estivemos presentes nos eventos da casa e aprendemos muito no Seminário. Tudo em prol do compromisso que temos em sermos caridosos, colocarmos o próximo em primeiro lugar e divulgar a Doutrina Espírita.

 

Os jovens da Meja, durante todo o ano de 2010 participaram de ações como o Mutirão, um evento que foi proposto em conjunto com os departamentos de Mocidade e de Arrecadação e Doações. Por duas vezes, no primeiro e segundo semestre, o Mutirão levou os jovens para a Fundação Espírita Irmão Glacus, onde atualmente funciona o colégio Rubens Romanelli, a creche Irmão José Grosso e onde são armazenadas as doações de roupas e calçados que serão repassados aos carentes ou que servirão para o bazar. Essa tarefa teve o propósito de separar as doações, organizá-las em sacolas, caixas e bancadas. Todo o trabalho da Meja fora envolvido num clima de muita alegria e descontração, buscando organizar o maior número de doações no tempo estabelecido.

 

A Mocidade também esteve presente no arraial mais famoso da nossa Fraternidade. O Forró da FEIG contou com a participação dos nossos jovens na barraquinha do Correio Elegante. Ocasião de integração dos jovens e de aproximação com as atividades da Fundação. Todo o dinheiro foi doado a Casa de Glacus, mas diante do empenho e da felicidade de todos que participaram da tarefa e que passaram pela barraca, a doação era apenas um detalhe.
Durante o ano os jovens também mostraram que sabem fazer arte! O envolvimento de todos com a Mostra de Artes foi contagiante. Em grupos, os jovens prepararam apresentações de teatro e exposições onde o público podia interagir. Obras de arte que levavam uma mensagem muito característica de Chico Xavier, tema da exposição.

 

Mas as atividades da Meja não pararam por aí. Ainda aconteceu o Sarau das mocidades da Regional Noroeste. Espaço para interagir e conhecer jovens de outras Mocidades Espíritas e de expressarem talentosamente a Doutrina Espírita através da arte.

 

O Ano foi repleto de ensinamentos. Nos inúmeros Cultos nos Lares dos jovens, que acontecem sempre no segundo e último sábado do mês, são gloriosas oportunidades de levar um pouquinho da Mocidade para casa e para os familiares do jovem em que muitas mensagens são lidas e interpretadas visando a reforma íntima de cada um.

 

Reencarnação foi a temática escolhida para o Seminário. O Encontro sediado na Fundação durante um final de semana em setembro foi momento de discussões, dinâmicas e muito aprendizado sobre o tema. Além de ótima oportunidade para conhecer pessoas e fazer novas amizades.

 

Para fechar com chave de ouro os jovens da Evangelização foram convidados a se juntarem à mocidade em mais uma edição da Mejatividades. A gincana que é muito esperada por todos durante o ano contou com a presença dos adolescentes da Evangelização que estão na idade de entrar para a Mocidade. Todos os jovens entre 11 e 13 anos tiveram a oportunidade de conhecer a Meja em uma manhã de domingo muito animada na Fundação. Os jogos são o momento ideal para integrar, interagir e conhecer os integrantes e a Mocidade.

 

Envolvidos nessa retrospectiva, remetidos a tantas alegrias e vitórias que aconteceram em 2010, podemos perceber que o nosso trabalho deve continuar. Assim como todos, fazemos votos para que neste ano de 2011 façamos tudo melhor do que fizemos. Que nossos jovens possam melhorar a cada dia para atingir suas metas deste novo ano. Que em 2011 lembremos sempre do espírito maior que nos deu o exemplo, Jesus Cristo. E que baseados nele trilhemos nossos caminhos no bem, na caridade e na fraternidade.

 

Se você quer saber mais sobre tudo o que acontece na nossa Mocidade, acesse nosso blog: www.meja.feig.org.br!

 

Colaboração: Matheus Arvelos




Festa de natal da evangelização infantil

 

A festa de natal das crianças da FEIG, realizada no dia 18/12, foi recheada de emoção e alegria. Junto com as mães e parentes, as crianças se divertiram com o teatro feito pelos integrantes da Mocidade. As peças que simbolizam o espírito de cooperação e responsabilidade “A cigarra e a formiga” e “D. Baratinha quer se casar” foram encenadas com muita criatividade pelos jovens da Mocidade e espalharam alegria no ambiente. Para encerrar esse momento especial, outro grupo de jovens da Mocidade apresentou, ao som de violões e flauta, um arranjo clássico que harmonizou a todos.

 Sorrisos de alegria no Natal da FEIG

Logo após, as crianças subiram para suas salas e foram ministradas as aulas de Evangelho. Houve intervalo para o lanche, que neste dia foi especial: refrigerante e cachorro quente à vontade! Enquanto isso, as coordenadoras preparavam as surpresas de natal que, além de presentes maravilhosos, provenientes de doações, incluíam também o famoso Papai Noel para alegria da criançada.

 O Natal no CEI  - Fundação

Quando as aulas finalizaram, as crianças, a começar pelas mais novas, saíram de suas salas e receberam seus presentes juntamente com um abraço apertado do “bom velhinho”. Foi um momento mágico, os rostinhos brilhavam de felicidade... Havia um misto de esperança e realização nos rostos de todos os presentes; sensação de conforto permitida pelo amparo moral, espiritual e material concedido nesta manhã e durante todo o ano pela Casa de Glacus. Mais um ano finda e mais uma vez olhamos pra trás e constatamos todo o bem realizado nesta Casa abençoada: atendimento ao corpo e à alma! Voluntários reunidos em prol do amor e da transformação moral, cada um buscando contribuir com o que pode... Nesta hora vem à lembrança a mensagem de agradecimento ao nosso Mestre maior, enviada por Casimiro Cunha, que deixamos aqui para orarmos juntos por tantas bênçãos concedidas:

Veja mais fotos : http://www.flickr.com/photos/irmaoglacus

Canção do Natal

 

Mestre Amado, agradecemos,
Em Teu Natal de alegria,
A paz que nos anuncia
A vida superior. . .
Por nossa esperança em festa,
Pelo pão, pelo agasalho,
Pelo suor do trabalho,
Louvado sejas, Senhor! . . .

 

Envoltos na luz da prece,
Louvamos-te os dons supremos, 
Nas flores que te trazemos,
Cantando de gratidão!. . .
FeFeFelizes e reverentes,
Rogamos-te, Doce Amigo,
A bênção de estar contigo
No templo do coração.

Casimiro Cunha

Colaboração: Janaína Magalhães

 




Jovens da Evangelização e Mocidade participaram da II Mejatividades

 

Muita diversão, futebol cego e torta na cara! Os jovens da mocidade e da evangelização puderam curtir tudo isso na II Mejatividades, que aconteceu no dia 05 de dezembro, na Fundação Espírita Irmão Glacus. Um ônibus saiu da porta da Fraternidade às 8h com destino à Fundação. A gincana que acontece anualmente é um momento muito importante para a mocidade, por integrar à Meja os jovens que estão saindo da evangelização.

 

A primeira brincadeira foi para aquecer as equipes que ainda eram nomeadas por cores. A próxima etapa foi dar nomes às equipes e abusar da criatividade para elaborar os “gritos de paz”. As coordenadoras da Meja, Fabiana Barreto e Barbara Paranhos, avaliaram a criatividade, animação, integração e organização das equipes, que tiveram 20 minutos cronometrados ao todo para criação e apresentação.

 

Antes do lanche os jovens ainda se divertiram com o futebol cego. Um campeonato às escuras em que a honestidade de jogar com vendas frágeis nos olhos foi o principal critério de avaliação. O lanche veio ao som de violeiros que harmonizavam o local com hinos conhecidos das reuniões da mocidade.

 

A brincadeira da “torta na cara” foi desenvolvida levando-se em conta o conteúdo da Doutrina Espírita. E nessa disputa de alegria todos saíram vencedores, ganhando em integração e inserção na mocidade. A II Mejatividades foi uma ótima oportunidade para diminuir um pouco o impacto que pode ser causado nos jovens com a mudança de ambiente: evangelização para mocidade. Confira as fotos no blog da mocidade: www.meja.feig.org.br.

Colaboração: Keila Brenda




A última reunião de convívio espiritual da Fraternidade Espírita Irmão Glacus (FEIG) de 2010 lotou o salão de reuniões de forma inédita. O presidente, Sebastião Costa Filho, refletiu sobre o ano que se encerra, reafirmando para 2011 o compromisso da FEIG com o ser humano, lembrando que a essência da Fraternidade se mantém, pois é preservada pelas mãos sábias dos nossos mentores espirituais. De acordo com o presidente, em 2011 serão implantadas muitas mudanças na organização, para que as atividades fluam com mais facilidade e a divulgação seja mais ampla, visto que, internamente, há muitos tarefeiros que não têm a noção do todo e, externamente, muitas pessoas não conhecem o caminho trilhado pela Fraternidade. “Nós, espíritas, somos antes de tudo cristãos, estamos em busca da verdade. [...] Não fazemos reuniões de forma repetitiva todas as noites, estamos por meio do espírito do esclarecimento buscando aumentar nosso entendimento.”

 

Os planos para o próximo ano incluem aumento da assistência em todos os setores. O presidente ressaltou as atividades desenvolvidas na Fundação Espírita Irmão Glacus, citando a formatura dos alunos do Colégio Rubens Romanelli, realizada no início do mês de dezembro. O compromisso do colégio é com a formação integral, a qual inclui valores morais de ética e o ensino da doutrina dos espíritos. De acordo com ele, o relacionamento com a comunidade e com as demais casas religiosas é muito bom. E despediu-se: “Agradecemos porque são vocês que fazem da nossa Fraternidade Espírita Irmão Glacus uma grande Casa. Desejo a todos um ano novo cheio de paz, continuaremos com a orientação dos espíritos para oferecer [o melhor] para vocês.”

 

A espiritualidade amiga da Fraternidade, com sua bondade e carinho, demonstrou imensa alegria em estar mais uma vez junto aos irmãos encarnados e desencarnados. Cada um com sua mensagem de fé, esperança e amor, com sua maneira particular de tocar o coração daqueles que esperam todos os meses por aqueles momentos. Eles agradeceram pela presença de todos, ressaltando o quanto a reunião é importante para os irmãos de ambos os planos.

 

A espiritualidade nos pediu que agradeçamos a Deus pela bendita oportunidade da reencarnação, que é a chance de modificarmos nossas atitudes, abrigando, assim, mais amor em nossos corações. “Como, queridos irmãos?” – perguntou o irmão Otto. “Perdoando aqueles que nos ofendem, amparando os que sofrem, elevando sempre os pensamentos Àquele que tanto fez por nós”, diz o irmão.

 

E, também, como lembra o irmão Eric Wagner: “As horas são preciosíssimas, a existência é algo de belo e nos proporciona avançar. [...] Procuremos, pois, fazer sempre com que a Fraternidade brilhe, para que todos nós nos beneficiemos e nos alegremos mais e mais com essa Fraternidade amiga. [...] Queridos irmãos, nós, do nosso campo de ação, esperamos as oportunidades para, unidos e coesos, unirmos nossos corações e sentimentos e caminharmos para Jesus. Que a nossa Casa possa proporcionar amor e carinho, buscando na união de fraternidade legítima avançarmos para o amor. O irmão Glacus transmite aos presentes o seu carinho, o seu abraço.”

 

Isso nos faz lembrar que a Fraternidade é o lugar que nos proporciona a oportunidade de vivenciar os ensinamentos de Jesus – amai-vos e intruí-vos –: para o amor, temos as tarefas, e para a instrução, os momentos de estudo, que, no entanto, são poucos e devem ser estendidos ao lar. Essa foi a mensagem da irmã Meimei, que aconselhou: “Peço que façam um balanço dos livros que vocês leram neste ano, mas que leiam introjetando os ensinamentos e vivenciando-os. Renovo para o próximo ano o pedido de leitura de livros.” É preciso, dessa forma, prosseguir na caminhada rumo a Jesus, sem desfalecimento, pois como lembra o irmão Palminha, “aquele que aprendeu a servir na seara cristã não pode descansar”.

 

Àqueles que vão em busca de palavras de apoio, os irmãos espirituais lembram que estão sempre, de seu campo de ação, movimentando recursos para auxiliar e intuir os irmãos, o que pôde ser sentido pelos irmãos presentes, pois, conforme relatou o irmão Pedro de Camargo, “há muitas pessoas que, em certos momentos dessa reunião, agradeceram, porque é nessa família de Glacus que elas conseguem sentir as emissões do amor fraterno”. Porém, há sempre que se lembrar da questão do nosso livre-arbítrio, como ele mencionou: “Vivemos momentos da evolução do planeta, em que cada criatura vive seu cotidiano de modo apressado e muitas vezes sem reflexão. Pessoas desambientadas, que ocupam lugares que não queriam, porque exercem funções que desconhecem, porque sonham sonhos desiludidos, afastados da intenção verdadeira da reencarnação. Para essas pessoas, a espiritualidade sugere como propósito para o novo ano o esforço de tornar-se mais presente no tempo e no espaço de seus compromissos assumidos há muito tempo. Por isso ressaltamos [a importância do Evangelho], porque, de tanto ouvir as palavras de Deus, torna-se nosso vocabulário, e todos os que acompanham noticiários tristes se envolvem nessa penumbra e impedem a espiritualidade, pois nenhuma espiritualidade é superior ao seu livre-arbítrio.” O irmão José Grosso também deu a sua palavra afetuosa: “às vezes nós temos dificuldade de chegar aos seus corações, que estão fechados, por isso, na hora da aflição, façam uma prece, que Jesus virá em seu concurso.”


Leia as mensagens de natal  da espiritualidade amiga:

 

Que o espírito do natal adentre o coração de todos nós e tenhamos como meta mais amor, pois quando esse amor se faz presente, já não suportamos mais guardar só para nós e o externamos. Por isso, planejem para esse ano vindouro mais paciência, esperança, alegria, amizade, compreensão, carinho. Só assim conseguiremos avançar.

Irmão Otto

 

Continuem a caminhada com muita alegria, bom humor, gentileza, principalmente no lar, onde temos mais conflitos. Recebam de nós agradecimentos pelas tarefas e continuem no próximo ano mais dispostos.

Irmã Meimei

 

Quando chegarem as comemorações do natal, façam uma prece para os que já desencarnaram, que eles estarão presentes. Eles ficam ansiosos para virem aqui e, quando encontram vocês, ficam felizes. Por isso, em vez de apenas trocar presentes, que seja o momento de trocar energia e até de chorar de saudade. Neste ano, levantem a cabeça, estamos intuindo, nenhum de vocês está desamparado.

Irmão José Grosso

 

Para o cristão que passa mais um ano esperando para ver no que vai dar é mais um ano de lamentações. A minha sugestão é fazer o exercício da palavra, recheando de sentimento: em vez de dizer ‘Feliz natal’, diga: ‘Tenha um natal feliz’. Não saia por aí dizendo ‘Feliz ano novo’, mas olhe nos olhos: ‘Olhe, quero que você tenha um ano bom’. Essa é a pedagogia de Jesus, que pode mudar o mundo. Felizes somos nós que temos essa mensagem evangélica. Noite de natal não é mágica, é trabalho perseverante. Que cada um dos seus parentes tenha um natal realmente feliz, cheio de conquistas espirituais. É o que deseja a nossa espiritualidade e eu, com minha humilde contribuição.

Pedro de Camargo




73 - ALGO MAIS NO NATAL

 

Senhor Jesus!

Diante do Natal, que te lembra a glória na manjedoura, nós te agradecemos:

a música da oração,

o regosijo da fé,

a mensagem de amor,

a alegria do lar,

o apêlo a fraternidade,

o júbilo da esperança,

a bênção do trabalho,

a confiança no bem,

o tesouro da tua paz,

a palavra da Boa Nova,

e a confiança no futuro!...

Entretanto, oh! Divino Mestre, de corações voltados para o teu coração, nós te suplicamos algo mais! ...Concede-nos,

Senhor, o dom inefável da humildade para que tenhamos a precisa coragem de seguir-te os exemplos!

 

Espírito: EMMANUEL

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: “Luz do Coração” - Edição CLARIM




Reunião de convívio espiritual do mês de novembro

 

Uma fina chuva arrefecia o calor naquela tarde de domingo, dia 21/11. O auditório da Fraternidade Espírita Irmão Glacus (FEIG) estava repleto de gente à espera da reunião de convívio espiritual.
O estudo inicial baseou-se na lição 51 intitulada “Meninos espirituais”, do livro Caminho, verdade e vida, pelo espírito Emmanuel.

 

“Mais uma vez estamos aqui reunidos buscando essa simbiose de amor nessa Fraternidade que todos estamos construindo.” Com essas palavras, o irmão Eugênio iniciou sua fala, manifestando sua alegria e de toda a equipe espiritual em participar do convívio espiritual realizado aos terceiros domingos. E prosseguiu: “Estou feliz em ver todos vocês deixando o aconchego de seus lares para compartilhar esse instante de felicidade, esse convívio espiritual tão aguardado por vocês e pelos espíritos, nessa simbiose de amor que se processa. Quero dizer que caminharemos juntos, ombro a ombro, lado a lado, [...] para conquistarmos cada vez mais. Esta Casa não estaria erguida se não tivéssemos essa dedicação, esse amor, essa união que cada um dispensou. Isso é motivo de muita felicidade, alegria, porque Jesus confiou a cada um a oportunidade de aqui estarmos e trabalharmos em nosso próprio benefício, procurando praticar a caridade. E todos esses compromissos pautados no Evangelho, pois ‘fora da caridade não há salvação’. [...] Não desanimem, prossigam sem desfalecimento, contamos com cada um de vocês nessa empreitada, pois a maior oportunidade que temos é esta agora, então prossigam, mesmo com as dificuldades, nesta esplendorosa obra que Jesus colocou em nossas vidas. Quero enviar meu abraço a todos os fraternistas que não puderam estar, mas que estão em coração. Gostaria de deixar um recado a toda a equipe mediúnica da Casa de Glacus, que persevere; o aprendizado é uma evolução que não pára. Agradeço a todos que têm o coração nesta Casa, com compromissos assumidos de muito tempo e não desapontam. Continuemos sempre [...], com base no trinômio felicidade, luminosidade e conquistas para os nossos espíritos. Que todos possamos ser gratos e retribuir ao espírito de Glacus, para que possamos concluir a obra de Jesus. Tenho o coração junto a todos vocês.”

 

Em seguida, o irmão Eric Wagner, com seu afetuoso boa-tarde, disse: “A misericórdia divina nos possibilita, mais uma vez, estarmos juntos na busca incessante da nossa renovação interior. Todos nós, irmãos de caminhada, necessitamos sempre do apoio incondicional dos benfeitores das esferas superiores, sob a égide do nosso Mestre maior, nosso comandante Jesus. Assim, meus queridos e dedicados irmãos, nós, como discípulos do amor, não podemos nos dar ao luxo da preguiça mental. Somos portadores de belas possibilidades no campo do amor. Estamos todos nós cansados dos embates estéreis semeados por nós mesmos. Assim, pois, é que estamos hoje reunidos na nossa Fraternidade Espírita Irmão Glacus nos dois planos, buscando sentir, com profunda sinceridade, os problemas do ser, do destino e da dor. Como discorrido [por meio do estudo da lição de Emmanuel], precisamos constantemente fortalecer nossos laços e para tanto o trabalho na seara cristã nos credencia oportunidade e permite que os amigos espirituais identifiquem em cada um a vontade sincera da evolução espiritual. Unamo-nos, pois somente o trabalho libertará nossos espíritos das condições inferiores. Os alicerces de hoje amanhã podem não ser suficientes; daí a importância do trabalho incessante. Aos nossos diretores, conclamamos que nos dêem a oportunidade do trabalho com amigos espirituais, e reuniões como esta muito favorecem o convívio nos dois planos da vida, como discípulos do amor. Não mediremos esforços. Mas, se somos discípulos, assim se torna importante a nossa pequena contribuição. No ambiente em que todos somos necessitados, se almejamos algo mais na seara cristã, que sejamos os primeiros a servir na seara do Cristo. Como nosso irmão disse, temos no nosso ambiente o que chamamos de bom e ruim, mas é criação nossa. Não almejamos a perfeição [mas a evolução]. Seremos reconhecidos por muito nos amarmos, e o amor será o que poderemos oferecer. Com sinceridade, o nosso muito obrigado pela atenção sincera e fraternal. Que continuemos fortalecendo os laços inquebrantáveis. Acima das dificuldades, sempre haverá felicidade. Pensem nisso.”

 

Com muita alegria, o irmão Palminha nos falou sobre a possibilidade de recomeçar a todo momento: “Se ontem falhamos, hoje podemos recomeçar. Afinal, o Criador não nos cobra nada, só pede que continuemos, se possível cada dia melhor. É muito importante este convívio espiritual, pois assim renovamos nossos laços de amor. São os irmãos que nos contagiam, nos fazendo querer aqui ficar horas e horas auscultando os corações, nessa prosa simples, mas boa. Continuem perseverantes, abrindo seus maravilhosos corações. Os corações das mães não são fáceis, mas têm valiosos sentimentos. Kardec nos ensinou que através da razão construiremos os elos legítimos com nossos amigos espirituais. Estamos cada vez mais melhorando, mas sempre nos relacionando mais, para ouvir o que o outro tem a falar.”
A mensagem do irmão Jacques Aboab foi a seguinte: “Que Jesus nosso mestre e divino amigo abençoe todos vocês, irmãos. É com muita alegria que o meu espírito está com todos vocês. Devemos cada vez mais nos unir na caminhada do Evangelho do nosso Senhor, esse é o nosso propósito. Todos nós somos espíritos milenares, viemos de muito longe, essa casa mãe-Terra nos acolheu [...], por isso procurem todos vocês acolher o irmão de caminhada com a palavra amiga, o sorriso contagiante. Nós, os espíritos, agradecemos sempre a Jesus pela oportunidade de ajudar a todos vocês. Por isso, meu espírito fraternalmente pede a todos vocês que continuem operosos na Casa Espiritual Irmão Glacus. Que Jesus abençoe a todos vocês.”

 

O irmão José Grosso chamou a atenção para a necessidade de fazermos uma reflexão sempre que um ano termina e outro se inicia. E continuou: “Meus caros e dedicados irmãos, o meu espírito sente-se feliz, como sempre digo, vocês são a família de Zé Grosso. Por isso, peço a todos vocês união, compreensão, discernimento no Evangelho de Jesus. Cada um deve ajudar o irmão ao lado, compreender nas fraquezas, não julgar para não serem julgados. A doutrina dos espíritos ensina e nos impulsiona à frente, não por sermos melhores que os outros, mas porque conhecemos as leis. [...] Hoje temos que preparar para mais, porque a terra, como sabemos, está passando por uma transição; há conflitos familiares, entre irmãos. A doutrina, que é a terceira revelação, codificada por Kardec, nos diz que temos que nos preparar para essa tarefa. Há trinta e poucos anos, começou a nossa Fraternidade Espírita Irmão Glacus. (...) Os irmãos [desencarnados] da Casa que estão aqui hoje ficam ansiosos, às 6h da manhã eles já querem ir para a reunião. Todos vocês, aproveitem essa reencarnação, procurem se transformar mais e mais, vão deixando devagarzinho as más tendências, daí vem o crescimento. O Zé Grosso ampara todos vocês, meus muito caros. As mãezinhas e paizinhos que trouxeram a pimpolhada, muito obrigado, pois eles são o futuro da nossa Fraternidade, continuem dando exemplo, são vocês que vão dar religião, ajudar a caminhar, dentro da caridade.”

 

“Que Jesus nos abençoe, ilumine nossa intimidade, para que a minha palavra seja compreendida.” Com o intuito de relatar a sua experiência no plano espiritual, o irmão Fidelis disse que o seu desencarne revelou que o que ele julgava ser a medicina não era a essência da cura, pois a verdadeira medicina está obscurecida por inúmeros interesses, deixando o espírito em planos mais que secundários. E continua: “Tanta política, burocracia, desigualdade, desperdiçando tantas oportunidades de evolução, porque quando o corpo dói, quem clama é a alma. [...] O ponto de vista em que me encontro diz de uma longa caminhada para médicos compromissados. Bendito André Luiz, que não agravou a minha entrada no mundo espiritual, assim como a de qualquer profissional que pisa o mundo espiritual. Só não tive mais lágrimas porque li a obra Nosso Lar. [...] Mais uma vez, venho por meio da mediunidade bendita, talvez como André Luiz, dar um alerta: a verdadeira medicina é a da alma. Aqui tenho esbarrado com determinados métodos terapêuticos, que não são encontrados na Terra. A evangelização é a base de qualquer melhoria e cura. Todos os procedimentos embasados da medicina partem do desejo de amar aquele que está sendo curado. Digo isso porque sou médico, mas se você é advogado, lixeiro, qualquer área, há que se fazer com amor. Lembro-me de quando entregava uma amostra grátis a uma pessoa, a alegria que eu percebia não era tanto pelo valor, mas hoje vejo que é a vontade do médico de curar. Começa com a amostra e continua com a vontade do paciente de continuar o tratamento. Agora, peço licença para conceder a vocês uma amostra grátis do plano espiritual.” O irmão, então, pediu que todos fechássemos os olhos para que sentíssemos em nosso espírito o significado desse tratamento. E finalizou: “Agora cada um de vocês deve continuar. Não fujam das pessoas com quem devem se reconciliar, não fujam das oportunidades de crescimento, continuem essa amostra grátis.”

 

A mensagem proferida pelo espírito Pedro de Camargo pode ser conferida na íntegra em nosso site:

http://feig.org.br/content/mensagem-pedro-de-camargo-em-21112010-0

 

Colaboração: Márcia Romano




Atividades da MEJA nos sábados de manhã

 

Você sabia que tem Mocidade Espírita Joanna de Ângelis também no sábado de manhã? É isso mesmo! A MEJA do sábado de manhã tem como objetivo desenvolver a autoestima e autonomia dos jovens, auxiliá-los na sua promoção social estimulando-os ao estudo do Evangelho de Jesus e da Doutrina Espírita. Oferece atividades complementares para orientação segura e desenvolvimento das potencialidades e necessidades do jovem, além de integrá-lo e prepará-lo para assumir responsabilidades nas atividades da FEIG e no movimento espírita-cristão. Os jovens que participam da mocidade do sábado de manhã geralmente são filhos dos freqüentadores da Casa de Glacus.
 

 

Assim como a MEJA do sábado à tarde, a MEJA do sábado de manhã também tem uma Coordenação Geral e quatro oficinas: Estudo, Música, Teatro e Trabalhos Manuais. Para a Oficina de Estudo, são programados, mensalmente, temas a serem abordados pelos orientadores, com assuntos do dia a dia envolvendo a Doutrina Espírita, sempre levando em consideração a realidade dos jovens. Esta oficina acontece aos sábados, das 10 às 11 horas com todos os jovens acima de 13 anos, no segundo andar.

 

As outras oficinas acontecem das 09 às 10 horas. Os jovens que apresentam interesse por instrumentos musicais participam da Oficina de Música com flauta e violão em que aprendem sobre ritmo, percussão e manipulação dos instrumentos.

 

De tempos em tempos os jovens que participam desta oficina se preparam para fazer uma apresentação para as mães no salão da FEIG. O número e a data de apresentações dependem do preparo dos jovens, assiduidade e desenvolvimento.

 

Outras Oficinas :

 

Dentro da Oficina de Trabalhos Manuais podemos destacar a oficina de origami cuja participação é das mães dos jovens. Nesta oficina é ensinada a técnica de dobradura. Os produtos finais são flores, pássaros, móbiles infantis, etc. Esta oficina ensina uma atividade produtiva para as mães, bem como desenvolve a paciência, atenção/concentração e autoestima. Ocorre de 15 em 15 dias e tem como duração 04 encontros por grupo.
Além disso, a MEJA de sábado de manhã também conta com Grupos de Apoios que são formados em função da necessidade dos outros departamentos. Hoje temos um grupo de apoio que auxilia na condução do salão da Escola de Evangelização Espírita de Mães, e outro que atua dando apoio ao recém criado espaço para Evangelização de Crianças de 1 a 3 anos, tarefas que são de responsabilidade do Departamento de Evangelização da Criança.

 

A MEJA do sábado de manhã está buscando tarefeiros com interesse em engrenar na tarefa de orientar a Oficina de Teatro que está parada temporariamente. Interessados podem entrar em contato: meja@feig.org.br.

 

Caros pais, jovens e companheiros de Doutrina Espírita, caso queiram conhecer mais sobre a Mocidade de sábado de manhã ou esclarecer alguma dúvida será um prazer conversarmos! Venha, participe! Estamos mesmo precisando de tarefeiros de boa vontade, conscientes de suas responsabilidades!

 

Colaboração: Keila Brenda




Grupo musical Verbos de Versos leva boas vibrações ao III Sarau das Mocidades da Regional Noroeste 

 

Com o tema “Juventude: Desafios e Soluções”, o objetivo do III Sarau das Mocidades da Regional Noroeste foi trazer aos jovens espíritas a oportunidade de utilizar a arte para estudar, internalizar e divulgar a Doutrina Espírita à luz do Evangelho, explorando os diversos campos artísticos, sempre embasados em obras espíritas. Foi possível criar momentos para maior integração dos jovens e despertar a criatividade com a arte voltada para o bem.

 

O Sarau aconteceu no dia 24 de outubro de 2010, das 16 às 18 horas, no salão principal da FEIG. Os grupos e pessoas inscritas tiveram cinco minutos para sua apresentação e chegaram mais cedo para se preparar. A primeira a se apresentar foi a MEJA, Mocidade Espírita Joanna de Ângelis. Nossos jovens parodiaram os personagens Chaves (Taves), Chiquinha (Tiquinha), Nhonho (Gugonho), Prof. Girafales (Prof. Gustafales), dentre outros da série televisiva “Turma do Chaves”. Levaram muita alegria ao contar uma história divertidíssima intitulada “Escola na Vila do Taves”, embasada no Evangelho segundo a Doutrina Espírita.

 

Depois foi a vez da Mocidade Espírita Francisco de Assis arrancar gargalhadas da platéia apresentando teatralmente os bastidores da “Rádio Acorda”. A Mocidade Espírita Eurípedes Barsanulfo veio logo em seguida apresentar a esquete “Pequenas Histórias”, com muita música e emoção. E, mais uma vez, a MEJA se fez presente com a Comissão de Música harmonizando o III Sarau cantando “Eterno Ser”. Com tanta música e teatro, não poderia faltar um poema para abrilhantar o evento: a Mocidade Espírita José Campos fez a platéia refletir com “Juventude Segundo o Evangelho”. Em seguida, os jovens da Mocidade Casimiro Cunha também entraram nas ondas do rádio com a apresentação teatral “Rádio Viva Feliz FM”. Para finalizar, a Mocidade Francisco de Assis alegrou-nos com a música “Evolução”, e a Mocidade José Campos, com a apresentação teatral “Lado de Luz”.

 

A atração final foi a apresentação do grupo musical Verbos de Versos, que tem como objetivo contribuir no repertório de músicas de qualidade e divulgar a mensagem espírita-cristã. Com grande emoção, os jovens ali presentes puderam prestigiar os próprios autores cantando as músicas que eles costumam cantar nas reuniões das mocidades.

 

O Sarau das Mocidades da Regional Noroeste acontece anualmente. Todas as apresentações são embasadas em obras espíritas e buscam sensibilizar o público, ajudando-o a refletir sobre o seu tema. “Juventude: Desafios e Soluções” também será o tema da COMEBH, evento que acontece anualmente no período do carnaval com o objetivo de proporcionar aos jovens uma oportunidade de estudar a Doutrina Espírita e o Evangelho e integrar as mocidades de Belo Horizonte, unificando o movimento espírita.

 

Colaboração: Keila Brenda




 

NA INTIMIDADE DO SER

 

"Vós, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos de entranhas de misericórdia,
de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade." - Paulo, (Colossenses, 3:12).

 

Indubitavelmente, não basta apreciar os sentimentos sublimes que o Cristianismo inspira.

 

É indispensável revestirmo-nos deles.

 

O apóstolo não se refere a raciocínios.

 

Fala de profundidades.

 

O problema não é de pura cerebração.

 

É de intimidade do ser.

 

Alguém que possua roteiro certo do caminho a seguir, entre multidões que o desconhecem, é naturalmente eleito para administrar a orientação.

 

Detendo tão copiosa bagagem de conhecimentos, acerca da eternidade, o cristão legítimo é pessoa indicada a proteger os interesses espirituais de seus irmãos na jornada evolutiva; no entanto, é preciso encarecer o testemunho, que não se limita à fraseologia brilhante.

 

Imprescindível é que estejamos revestidos de "entranhas de misericórdia" para enfrentarmos, com êxito, os perigos crescentes do caminho.

 

O mal, para ceder terreno, compreende apenas a linguagem do verdadeiro bem; o orgulho, a fim de renunciar aos seus propósitos infelizes, não entende senão a humildade.

Sem espírito fraternal, é impossível quebrar o escuro estilete do egoísmo.

 

É necessário dilatar sempre as reservas de sentimento superior, de modo a avançarmos, vitoriosamente, na senda da ascensão.

 

Os espiritistas sinceros encontrarão luminoso estímulo nas palavras de Paulo.

Alguns companheiros por certo observarão em nossa lembrança mero problema de fé religiosa, segundo o seu modo de entender; todavia, entre fazer psiquismo por alguns dias e solucionar questões para a vida eterna, há sempre considerável diferença.




Dia das Crianças na Evangelização da FEIG

 

 

Muita alegria sem deixar de lado a mensagem doutrinária: este foi o tom da comemoração do Dia das Crianças na Evangelização Infantil. Mirtes e Leoni, ou Bolinha e Bolita, são evangelizadoras da FEIG e mostraram seu lado artístico na apresentação para os evangelizandos em todos os dias da semana da criança. Com bom humor e alegria, Bolinha e Bolita reforçaram a importância da Evangelização Infantil na formação dos valores da moral cristã à luz do Espiritismo desde os primeiros anos da encarnação.

 

No sábado, além da apresentação teatral para todas as crianças e mães participantes da Evangelização Infantil e Escola de Evangelização Espírita de Mães, Bolinha e Bolota também distribuíram os livros arrecadados na campanha realizada desde o mês de setembro.

 

Todas as crianças da Evangelização Infantil e adolescentes da Mocidade presentes no último dia 16 receberam um livro de literatura ou estudo espírita. Na campanha foram arrecadados cerca de 70 livros e algumas doações em dinheiro, que se converteram em pontos de luz saindo carregados pelas mãozinhas felizes.

 

Obrigado aos doadores desta campanha e a todos os evangelizadores pela dedicação e carinho à tarefa de Embaixadores do Cristo junto à infância!

 




XVIII SEMINÁRIO MEJA REÚNE MAIS DE 80 JOVENS

 

Reencarnação. Esse foi o tema do XVIII Seminário MEJA. Com o objetivo de proporcionar aos jovens um contato mais intenso com a Doutrina Espírita e o Evangelho conscientizando-os da necessidade de viver os ensinamentos de Jesus, a Mocidade Espírita Joanna de Ângelis se reuniu na Fundação Irmão Glacus nos dias 25 e 26 de setembro.

 

Anualmente, os jovens da MEJA participam de um final de semana de muita alegria, estudos, debates e artes. Em um ambiente fraterno, os jovens espíritas tiveram a opção de trabalho e aprendizado e puderam dar conta de seu importante papel no movimento Espírita.

 

Como excelente oportunidade de integração entre os jovens da MEJA, em que todos os ciclos e idades da mocidade se encontram nas diversas atividades, o XVIII Seminário teve início às 07h30min de sábado e finalizou às 16h de domingo. Os confraternistas ficaram em regime de internato.

 

Mas o sacrifício valeu a pena, diante de experiências vividas em um ambiente de muitas vibrações positivas, estudos, dinâmicas reflexivas, teatro, música, lanches deliciosos, brincadeiras, confraternização, laços sinceros de amizade, conscientização do jovem...

 

Preparativos

 

Os preparativos para o mais esperado evento do ano começaram com bastante antecedência. As comissões se organizaram planejando todas as etapas, as dinâmicas, o cardápio e os estudos meses antes. A logomarca foi produzida pelos jovens participantes da mocidade e escolhida em uma votação na reunião da MEJA.

 

Para manter o equilíbrio íntimo na participação do Seminário foi essencial que os confraternistas cultivassem com antecedência o clima de oração e vigilância. Desta forma, para melhor aproveitamento das atividades foi recomendado aos jovens a leitura de perguntas sobre o tema reencarnação no “Livro dos Espíritos”.

 

Os mais de 80 confraternistas tiveram aproximadamente um mês para se inscreverem no evento. O edital foi publicado no blog da MEJA e o jovem interessado procurou a Comissão de Secretaria no final da reunião da mocidade aos sábados. Para se inscrever, era preciso estar freqüente, no mínimo, há três meses na mocidade (12 reuniões consecutivas) e ter idade mínima de 13 anos. Os menores de idade precisaram levar, no ato da inscrição, uma autorização assinada pelos pais ou responsáveis.

 

Na sexta-feira à noite as comissões organizadoras do evento já estavam no local preparando os últimos detalhes com o apoio da espiritualidade sempre auxiliando e intuindo. Muito trabalho, muita correria para deixar tudo prontinho para os jovens que chegariam na manhã seguinte.

 

No sábado as comissões acordaram cedo com muita disposição para receberem os confraternistas, distribuírem os crachás e encaminhá-los para o salão onde ocorreram abertura, palestras, teatro e muita música.

 

Por dentro do Seminário

 

Para muitos jovens, o Seminário foi um amolecedor da dureza interna, uma oportunidade de melhorar moralmente, trabalhar a intolerância, a vaidade, o orgulho e o egoísmo e ainda ajudar o próximo.

 

Já que o tema era reencarnação, a dinâmica inicial chamada de "quebra-gelo" fez com que os jovens se relembrassem da infância pulando corda, amarelinha, brincando de dança das cadeiras. Aceitaram bem a adaptação de "morto-vivo" para "encarnado-desencarnado". Esse foi o passo inicial para integração dos jovens.
Os estudos foram escolhidos à dedo e gerou até polêmica. Assim, não faltaram, por parte dos jovens, questionamentos e vontade de entender para colocar em prática. Além, é claro, de darem suas opiniões nos variados assuntos que engloba o tema reencarnação.

 

A comida fora preparada com muito carinho pelos jovens da Comissão de Nutrição. O almoço e horários de lanches alimentavam tanto o corpo quanto o espírito. E como não poderia faltar, o teatro foi uma mistura de drama e comédia. Muitas emoções transpassaram no coração da platéia com a história de João e Maria. Dois irmãos muito diferentes na questão da moral e evolução, sendo influenciados por espíritos encarnados e desencarnados. Luta entre o bem e o mal, a humildade e a vaidade; tudo isso mediado por um morador de rua com um grande coração que, apesar de suas dificuldades e limitações, ajudou esses dois espíritos a serem pessoas melhores e aproveitarem sua encarnação.

 

A dinâmica final preparada pela Comissão de Estudos e de Música convidou os jovens à reflexão propondo autoconhecimento e amor. Para quem não participou do evento, a reunião da Mocidade aconteceu normalmente. Interessados em participar do próximo Seminário aproveitem para conhecer e fazer parte da MEJA adquirindo os pré-requisitos e novos amigos.

 

Fotos disponíveis em:

http://picasaweb.google.com/MEJA.BH/EspacoSeminario2010?authkey=Gv1sRgCLCTiOn8iOeBngE#
 




Na tarde tranquila de 17 de outubro de 2010, quem passava pelos jardins da Fundação Espírita Irmão Glacus já podia sentir as vibrações de amor que a envolviam, e assim começar a aquietar a mente e o coração. Mesa enfeitada com flores amarelas e brancas, passarinhos acompanhando o coral: começava a reunião de convívio espiritual do mês de outubro da Fraternidade Espírita Irmão Glacus. As reuniões são sempre realizadas no terceiro domingo de cada mês, ora na sede da Fraternidade, ora na sede da Fundação.

O estudo de abertura tratou de um fato memorável ocorrido em Cafarnaum. No tempo de Jesus, esta cidade era sede de intenso comércio, sendo freqüentemente visitada por mercadores. O Mestre, em algumas de suas viagens, escolhia aquela região para descansar. Na casa de Simão Pedro, apóstolo escolhido como pedra angular do cristianismo, Ele repousava. Quando souberam da estada de Jesus no local, inúmeras pessoas lá se ajuntaram para buscar consolo e auxílio. Simão Pedro observava o Mestre, sentado em um banco de palha trespassada, recebendo um por um, durante todo o dia. Simão se sentia feliz por ter Jesus em sua casa e por ver as pessoas chegando tristes, enfermas, e saindo curadas e contentes. No fim do dia, Jesus parecia exaurido. Então, Simão anunciou que o atendimento havia se encerrado, e em seguida, levou o Mestre até a praia, para que Ele pudesse absorver da natureza o necessário para o refazimento de suas energias. A noite caía. Sentado ao lado de Jesus, Simão percebeu que Ele chorava e perguntou: “Tu choras, Mestre? Tu deves estar chorando de felicidade, pois hoje o dia foi tão proveitoso [...]. Vi criaturas que ali adentraram e saíram felizes...” Jesus, então, respondeu: “Meu filho, eu estou chorando, mas não é de felicidade. Estou chorando de compaixão pelas criaturas que ainda não compreenderam meus ensinamentos.” Ele narrou ao apóstolo a história de Natanael Ben Elias, um paralítico que, na busca pela cura de sua enfermidade, quando soube que ali se encontrava o meigo rabi, que era médico de homens e de almas, pediu aos amigos que o levassem até Ele. Após ser curado, Natanael foi comemorar sua cura junto a amigos e prostitutas, regados a bebida e envolvidos pelo sentimento de luxúria. “Simão, a felicidade não é desse mundo”, disse Jesus, refletindo a respeito da cura que Ele havia operado e da atitude do enfermo. Simão Pedro começou a chorar e se pôs a meditar junto ao Mestre.

 

Todos nós, encarnados nesse planeta de provas e expiações, passamos por dores, a que chamamos de sofrimento, para o qual recebemos sempre o amparo divino. Para muitas das criaturas que Jesus curava, Ele tinha a oportunidade de asseverar: “Vá e não peques mais.” A essência desse acontecimento é que a cura deve ser interior, pois se esta não ocorrer, a enfermidade que está no espírito acabará sempre extravasando para o corpo físico. Na obra O céu e o inferno, Alan Kardec trata de três conceitos para a cura: a fé, o merecimento e a vontade. Conforme explica a pedagoga espírita Rita Foelker, crer é diferente de saber, pois crer é algo transitório, muda com o contexto, mas saber está intrínseco, não sujeito a abalos; assim, ter fé é saber. O merecimento depende da situação do espírito, pois há ocasiões em que a enfermidade ainda é bênção, oportunidade de crescimento. A vontade pressupõe dar o primeiro passo, pois quando estendemos a mão, há sempre uma mão já estendida para nos ajudar. Deus sempre está conosco; muitas vezes nós é que não estamos com Ele.

Nesta tarde de convívio espiritual, cada um dos presentes receberá na medida de sua necessidade e de seu merecimento. Que possamos ter a clareza e a aceitação de tudo o que nos sucede, para que não nos revoltemos contra os desígnios divinos, e possamos caminhar rumo à luz.

 

Com sua forma serena de falar, o irmão Eric Wagner deixou a seguinte mensagem: “Continuem perseverantes nos propósitos [da Fraternidade], não percamos as condições adequadas à nossa reforma interior. Nós, amigos espirituais, estaremos sempre buscando dar a nossa contribuição. Para tanto, será necessário que os irmãos se reúnam para tratar dos assuntos relativos à nossa Fraternidade nas dependências desta, sempre regados de prece, para que estejamos em sintonia e possamos dar a nossa contribuição. A nossa obra ainda não está concluída, ainda há muito a realizar. Estamos contentes em nos reunir e confiantes que os irmãos vão sempre estar [aqui reunidos]. Estejam sempre presentes às suas tarefas; vençam os desafios naturais, mentais, psicológicos, não se permitam desistir da sua tarefa, e saibam que podem solicitar apoio quando necessário. [...] Este é o propósito de Jesus: aprender a servir.

 

“Que a paz do Cristo continue dulcificando nossos corações, e juntos possamos caminhar”, assim iniciou nosso irmão Glacus. E ele continuou: “A nossa Fraternidade Espírita Irmão Glacus, com seus vários departamentos, tem belas conquistas espirituais, e elas só foram possíveis porque a maioria de nós continua se sacrificando em benefício dela. Sacrificar-se não é abandonar as obrigações, mas vencer o homem velho e buscar o homem novo que habita em nós, tendo como modelo o Mestre Jesus. Vençamos as intempéries. Todos são importantes na obra de Jesus; todos os irmãos têm seu valor para nós, os espíritos, que, no momento, estamos incumbidos de transformar a nossa Fraternidade em celeiro de amor. A nossa oportunidade, nesta reencarnação, é romper séculos e séculos [de atitudes distantes da luz]. Reúnam-se cada vez mais, com amor, respeitem-se sempre. Muito realizaremos, pois se os irmãos não tivessem dado a sua contribuição, esse ambiente não seria possível. Precisamos que os irmãos estejam presentes, pois é a redenção dos nossos espíritos. Continuem estudando, a fim de contemplar as belezas do nosso universo, que o Evangelho nos traz. [...] Recebam a nossa gratidão por tudo que já realizamos e ainda iremos realizar.”

 

Com a alegria que lhe é particular, o irmão Palminha nos convidou a refletir: “A nossa hora não nos pertence. [...] Se os fluidos estão acabando, a gente corre nos amigos espirituais e pede mais um pouquinho. Se em outras encarnações, a gente deixava pra próxima, neste a gente já resolve, com jeitinho, porque, assim, na nossa próxima reencarnação, não vai ter tanta expiação, só prova, e prova é só trabalhar. Problemas são oportunidades para refletirmos e buscarmos a felicidade, que muitas vezes está em trabalhar com nosso semelhante, nesta colméia, que é a nossa Fraternidade, que permite que os irmãos trabalhem junto com nós, os espíritos. [...] Contribuimos para que os irmãos fiquem mais um pouco, nessa peleja gostosa, pois a separação, seja como for, é sempre saudosa. Estamos como sempre contentes com a disciplina e a intensidade do sentimento colocado na musicalidade que contribui efetivamente, pois muitos de nós chegaram aqui atribulados e puderam se equilibrar, pois a música, pelo sentimento de que é imbuída, age em cada corpo, dulcificando os corações. Estou aqui na minha tarefa, trabalhando, com a ajuda da irmã Sheila, que, doando um pouco do seu coração [...], me ajudou a ganhar essa família de Glacus. O que pedimos com sinceridade ao criador é revertido em misericórdia. Não somos espíritos luminosos, somos trabalhadores fora do corpo físico e valorizamos muito o que aprendemos e, pela mediunidade com Jesus, podemos transmitir nossas palavras. [...] É muita gente maravilhosa que está ligada a nós, e, no plano espiritual, somos muitos na Casa de Glacus, pois, se assim não fosse, não daríamos conta. Começamos pequenos, crescemos, mas ainda somos pequenos, mas estamos reunidos, recebendo as benesses dos nossos instrutores espirituais. Aos nossos irmãos, que nesta tarde vem buscar consolo dos ausentes, busquem paulatinamente o alívio para a dor da ausência, para que em breve possam se reunir aos seus afetos. [...] Aos que já estão em harmonia, que aumentem essa harmonia; para quem está em desequilíbrio, que busque sua paz.”

Com sua risada sempre descontraída, o irmão José Grosso também pôde contribuir. “É muito trabalho, mas cada um com seu peso. Jesus compreende e vai dando peso devagarzinho, até chegar ao que cada um é capaz”, disse ele. O irmão explicou que a lei da reencarnação é importante para entender esse ensinamento e que Jesus nosso Mestre e divino amigo nos acompanha sempre, nos fortalecendo. E prosseguiu: “Meus muito caros e dedicados irmãos, perseverem sempre, com entendimento, respeito ao próximo, amor no coração, pois todos vocês são a família do nosso Glacus, a família da Fraternidade e da Fundação Espírita Irmão Glacus. Esqueçam as ofensas, pois todos nós estamos no mesmo barco. Para nós, todos vocês são iguais, desde o que limpa o salão, até os dirigentes; o que vale é o amor, a dedicação, a responsabilidade. Quando fazemos a tarefa com amor, tudo sai bem. Nós, que temos a visão ampla, ficamos felizes, e os parentes de vocês, muitas vezes, pedem para ir ao convívio espiritual. Façam uma prece e sentirão: eles estão aí; é tudo preparado. Não existe morte, é só uma passagem. Não podemos julgar ninguém para não sermos julgados. [...] A cada dia, peçamos a Jesus que nos fortaleça no caminho, pois é assim que chegaremos. Ele demonstrou seu amor a todos. Estaremos a postos, ajudando e intuindo a todos. Dediquem-ser à nossa Fraternidade e à Fundação com muito amor, ela é a Casa de todos vocês. É difícil dizer da dimensão do plano da vida, é maravilhosa a criação, ficamos daqui admirando como é bela a Terra. Mãezinhas e paizinhos que trouxeram nossos pimpolhos, cuidem muito bem deles, porque o José Grosso cuida deles....”

 

“São muitas as moradas de meu pai”, disse a irmã Ângela  ao final da reunião de convívio espiritual, e descreveu o que vislumbrara naquela tarde: inúmeros espíritos de linha oriental adentraram o salão enquanto a reunião transcorria, sentaram-se nos corredores, entre as cadeiras, formando duas filas organizadas, configurando um cenário de paz e generosidade. Eles emitiram fluidos de amor, que beneficiaram todos os presentes. Outro fato foi a presença de uma jovem, que desencarnara recentemente, aos 26 anos de idade. Ao longo da semana, a espiritualidade intuira a família dela, para que estivesse presentes no dia da reunião, mas não foi possível. A moça ansiara muito por aquele encontro e se mostrava inconsolável pela não realização deste. Além dela, muitos outros parentes desencarnados estiveram presentes e, quem pôde, sentiu a sua presença de amor, atuando como bálsamo para o sentimento de saudade que há entre o ente encarnado e o desencarnado.




Os ensinamentos de Jesus, muitas vezes encobertos por meio de uma linguagem alegórica, ainda têm muito a serem estudados. Essa é a proposta do livro O universo maravilhoso das parábolas, de Eliane Alves Batista (EDIAME, 2010).

 

Por meio de uma linguagem simples e acessível, a autora, que trabalha com e pesquisa há mais tempo a Doutrina Espírita, vem brindar aos leitores com 44 capítulos que buscam traduzir desde a essência dos ensinamentos evangélicos até elucidar detalhes menos perceptíveis a uma primeira leitura os quais, no entanto, também se vêem revestidos da mais alta significação. Após breve apresentação de Sergito de Souza e uma introdução sobre o conceito de parábola, ao longo dos capítulos versículo por versículo de cada passagem é estudado, proporcionando ao leitor um entendimento mais amplo e diversificado de parábolas como “O Semeador”, “O Tesouro Escondido” e “A Dracma Perdida”.

 

Que os leitores e internautas possam, por meio desta obra, ter a oportunidade de ampliarem ainda mais seus conhecimentos!




ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PEDAGOGIA ESPÍRITA REALIZA O 1º CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO E ESPIRITUALIDADE

Por Tovar Jr.

 

 

Contextualizando

 

No presente artigo,ltaneam temos o objetivo de fazer algumas considerações acerca do 1º Congresso Internacional de Espiritualidade e Educação e 4º Congresso Brasileiro de Pedagogia Espírita, ocorridos simuente durante os dias 4,5 e 6 de setembro deste ano de 2010, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, capital.

 

Os citados eventos tiveram como escopo o compartilhamento de resultados de pesquisas realizadas em torno de temas afetos à Espiritualidade. Dentre estes, principalmente, a reencarnação. Pesquisadores como Jim Tucker ( professor da Universidade de Virgínia – USA, continuador do trabalho pioneiro de Ian Stevenson, sobre casos sugestivos de reencarnação), Antonia Mills ( pesquisadora da reencarnação entre os indígenas, professora da Universidade Nothern British Columbia do Canadá), Robert Cloninger ( professor de psiquiatria  e genética e diretor do centro do Bem-Estar da Universidade de Washington), entre outros, estiveram presentes oferecendo-nos um rico painel sobre a atual produção científica relacionada ao tema da espiritualidade.

 

Pesquisadores brasileiros, como Dora Incontri ( coordenadora da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita e organizadora do evento), Franklin Santana ( coordenador do curso de Tanatologia-Educação para a morte, vinculado à Faculdade de Medicina da USP), Alexander Moreira-Almeida ( professor da faculdade de medicina da UFJF), Régis de Morais ( livre-docente pela Unicamp, com mais de 50 livros publicados), entre outros, também estiveram presentes alargando-nos os horizontes no que concerne à comprovação objetiva da realidade do espírito, além de sua inevitável consequência no campo da Educação.

 

Ciência, Espiritismo e Educação

 

A professora Dora Incontri, em uma de suas participações durante o evento, salientou a relevância dos dois citados congressos por propiciarem um frutuoso diálogo entre a faceta científica representada, sobretudo, pelas pesquisas elaboradas pelos estrangeiros participantes e a faceta ético-filosófica caracterizada pela natureza da visão espírita a respeito dos fenômenos de cunho espiritual, representada, sobretudo, pelos brasileiros presentes. Harmonizadas em um todo coeso, segundo a citada professora, estas duas facetas redundam no paradigma do Espírito, basilar para o conceito pedagógico que se pode abstrair do Espiritismo.

 

Em que pesem os modelos educacionais que levaram e levam em conta a dimensão espiritual do ser, nenhum deles possui esta articulação com a ciência, como a proposta espírita de Educação. Por outro lado, em que pese a tão propalada natureza científica do Espiritismo – fundamento sobre o qual Kardec sisitematizou a Doutrina dos Espíritos – não temos uma tradição investigativa que leve em conta os métodos empíricos e experimentais  aplicados aos fenômenos de natureza espiritual. Este, de fato, foi o grande mérito do encontro, pois nesta oportunidade juntaram-se farturas e lacunas, gerando um produto teórico bastante substancial, a partir do qual um passo largo foi dado para que continuem os ensaios de práticas educacionais legitimamente espíritas, posto que livres dos prejuízos dos dogmatismos e autoritarismos característicos das investidas catequéticas que não condizem com a abordagem ética e racional do Espiritismo.

 

Sobre a reencarnação

 

Em uma das duas obras lançadas durante os Congressos, intitulada Educação e Espiritualidade, Dora Incontri organizou dezenas de ensaios da autoria dos pesquisadores participantes do evento. Dentre os textos que compõem este livro, destacaremos dois em que seus autores abordam de maneira competente a questão da reencarnação entre os gregos.

 

Em Fontes pré-cristãs do Ocidente: aspectos da reencarnação no pensamento grego, Daniel Donnet ( professor emérito e ex-diretor da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Louvain, na Bélgica) trata da constante do princípio da reencarnação, desde a antiquíssima religião órfica e os pitagóricos na grécia, no pensamento de Empédocles de Agrigento, passando por Platão, alcançando o pensamento de autores da roma antiga, como Plutarco e ressurgindo em todos os sistemas nos quais o platonismo tenha maior prevalência do que o aristotelismo tomista. Deste modo, ele alcança o século XIX, período no qual observa-se o surgimento de várias correntes espiritualisatas que traduzem a busca de uma religiosidade livre das peias do cristianismo “oficial”. O Espiritismo surge neste cenário tal como se pode constatar pela auto-definição – “Filosofia Espiritualista” – que encontramos no frontispício de sua obra inaugural: O Livro dos Espíritos, publicada em 1857.

 

Donnet demonstra em seu ensaio como a doutrina da reencarnação, nos moldes da compreensão grega, permeia a cultura ocidental, ainda que este fato haja sido negado e mesmo combatido no contexto milenar de dominação ideológica cristã. Em suas considerações finais, nosso pesquisador acrescenta a especificidade do pensamento grego no panorama das doutrinas que adotam a perspectiva da reencarnação.

 

O outro ensaio ao qual gostaríamos de dedicar algumas palavras é o Educação e reencarnação em Platão, do pedagogo e mestre em Educação, professor Alessandro César Bigheto.

 

Neste texto, o autor evidencia o projeto educacional do importantíssimo pensador ateniense, o qual se fundamenta na concepção do educando como sendo um ser reencarnado. A partir desta perspectiva, Platão, assim como Sócrates, considera o ato educacional como uma recuperação de conteúdos já arquivados na própria alma do aprendiz – é a doutrina da reminiscência. A genuína construção do conhecimento, no entanto, não se daria no plano sensível ( no plano físico, diremos os espíritas), mas no plano das Ideias, antes da reencarnação, pois este é o estado possível para estar-se em contato com a verdade absoluta.

 

Ao ingressar em mais uma experiência de reencarnação, no entanto, os conhecimentos verdadeiros, construídos quando em contato com o mundo das perfeições seriam obnubilados pelo império dos sentidos.
No mais comentado mito platônico, vemos aquelas pessoas atadas por correntes no interior de uma caverna, tendo as costas voltadas para a entrada do local, iludindo-se com formas que se projetavam do exterior para o interior do recinto, em virtude da claridade de uma fogueira. Estes indivíduos não se atentavam para o fato de que aquilo que estavam enxergando eram simples projeções e não a realidade em si mesma. Na sequência da narrativa, no entanto, conta-nos Platão que um daqueles seres se liberta das correntes, vara a boca da caverna e se depara com a deslumbrante luz do sol; acostumado às trevas, sente arderem-lhe as retinas até que os órgãos da visão, normalizados, permitem-lhe vislumbrar o estimulante espetáculo da vida. Compadecido dos companheiros, regressa a fim de participar-lhes da boa nova, mas é incompreendido e hostilizado...

 

Com o mito da caverna, Platão demonstra a natureza e função do filósofo – que, neste caso, é a mesma do educador. Porque livre das amarras dos sentidos estaria apto a (re)conduzir o discípulo ao contato com a verdade - não por um processo mecânico de indução, mas pela capacidade de criar situações em que a essência do indivíduo possa desabrochar. O educador seria, então, aquele primoroso parteiro das ideias.

 

Em seu texto, Bigheto se utiliza de várias obras como Menon, Fedro, Fédon e A República para demonstrar a importância da ideia da reencarnação no projeto educacional platônico, não deixando de apontar que “ ele – Platão – não quer dizer(...)que o conhecimento da cultura e a transmissão de saberes não tenha um papel educacional.”. Mas que, na visão do discípulo de Sócrates “ A educação das coisas exteriores do mundo são importantes, somente na medida em que provocam na alma a recordação daquele arquétipo primitivo dos supremos valores morais e da verdade que a alma descobre dentro de si própria(...)” ( BIGHETO, 277:2010).

 

Em linhas gerais, são estes os assuntos tratados pelos excelentes textos que intentamos resenhar, de modo ainda vago e superficial, motivo pelo qual remetemos o leitor ao exame não só destas, como de todas as páginas da obra Educação e Espiritualidade ( ed. Comenius), a qual traz a suma de tudo o que se discutiu durante os três memoráveis dias dos congressos.

 

Conclusão

 

Possam eventos como estes marcarem a entrada do Espiritismo no século XXI, fazendo jus à expectativa do próprio Kardec, que enxergava-lhe a força na capacidade dinâmica de evolução, conquanto assentado em princípios atemporais e universais. Nunca, no entanto, estáticos.





Dia 18 de setembro, aconteceu no Clube dos Oficiais da Polícia Militar o tradicional Jantar Dançante em comemoração aos 34 anos de Evangelho e Ação da Casa de Glacus. Com o objetivo de arrecadar recursos para a manutenção da FEIG e da Fundação, este evento contou com cerca de 80 tarefeiros, entre freqüentadores das reuniões públicas e tarefeiros cadastrados pelo Departamento (DTAR), que são convidados a participar nas divulgações em reuniões públicas, além dos membros integrantes da Comissão de Eventos responsável pela realização do jantar.

Os convidados puderam se deliciar com um cardápio 2010 composto por moqueca de frango, maminha ao molho negro, arroz, batata palha, salada maravilha e de sobremesa, arroz doce com calda de frutas vermelhas. Tudo isso preparado com muito amor pelos tarefeiros encarregados do trabalho na cozinha e pela espiritualidade amiga que certamente se fez presente acrescentando pitadas de harmonia e fraternidade a essa deliciosa alimentação.

 

Logo na entrada do salão, os tarefeiros encarregados de trabalhar na portaria já ofereciam o que tinham de melhor: sorriso e acolhimento para que o convidado pudesse se sentir em casa e aproveitar o evento da melhor maneira possível.

Neste ano, além das apresentações de dança dos alunos do colégio Rubens Romanelli, que faz parte da Fundação Irmão Glacus, os convidados puderam contar também com sorteios de brindes como blusas dos 100 anos de Chico Xavier, edredom e bjuterias.

 

Antes do evento, as pessoas poderiam contribuir com doações diversas, entre elas, ingredientes necessários para a realização do jantar. Para ajudar, as pessoas também poderiam se inscrever para trabalhar e comprar os convites que custaram R$20,00 por pessoa. As crianças de até cinco anos não precisavam pagar.

 

Eventos como este nos permitem aproximarmos mais uns dos outros, estreitando, cada vez mais, os laços com aqueles que convivem conosco na Casa de Glacus, seja como tarefeiros, seja como freqüentadores. O jantar foi mais um grande sucesso de harmonia, fraternidade e integração. Esperamos sua presença no ano que vem!


Colaboração: Keila Brenda

 




ESPIRITISMO NA REDE GLOBO

 

No programa “Domingão do Faustão” de 12/09, foram levantados alguns temas como psicografia, vidas passadas, vida após a morte e reencarnação. O apresentador Fausto Silva comentou ainda sobre os filmes “Chico Xavier” e “Nosso Lar”. O que motivou a emissora a levar esses assuntos para o programa dominical foi a polêmica novela “Escrito nas Estrelas”, transmitida pela Rede Globo de segunda a sábado, às 18h.

 

A novela não é “kardecista”, mas trata de alguns conceitos que compreendem a Doutrina Espírita. Contudo, outras novelas já abordaram o assunto, como “Alma Gêmea”, em 2005, e “A Viagem”, que foi ao ar pela primeira vez em 1975 pela TV Tupi e o remake realizado pela Rede Globo em 1994.

 

No mesmo dia e no mesmo canal, a revista eletrônica “Fantástico”, exibida logo após o programa do Faustão, também tratou do tema espírita e o foco foi o médium Francisco Cândido Xavier. Entrevistaram o diretor do filme “Nosso Lar”, Wagner Assis, o médico e alguns amigos de Chico Xavier. As manchetes principais foram o código secreto para comunicação que Chico teria passado a um seleto grupo de amigos, e sobre a reencarnação de Emmanuel que teria acontecido em março de 2000 em SP. Também anteciparam mais um filme que tratará do assunto: “As mães de Chico Xavier”, com estréia prevista para dezembro deste ano.

 

Assim, fica perceptível que a população brasileira tem aceitado cada vez mais o tema do Espiritismo, o que incentiva mais ainda a produção de filmes, novelas e livros espíritas. E a feliz conseqüência é o auxílio que se tem na divulgação da Doutrina Espírita e a contribuição para introdução dos conceitos e da linguagem espírita no imaginário da população brasileira.

 

Contudo, o resultado da divulgação do espiritismo em novelas e filmes ainda é diferente daquele que nós, espíritas, gostaríamos e pretenderíamos que fosse. Mas, mesmo assim, é melhor do que os equívocos lançados em alguns periódicos que trazem informações deturpadas, enganosas e desrespeitosas sobre o Espiritismo.

 

A última revista a divulgar informações equivocadas e pecar quanto a, pelo menos, quatro aspectos do labor jornalístico de imprensa (ético, cultural, investigativo e redacional), foi a “Super Interessante”, da Editora Abril. A matéria foi desconstruída por jornalistas éticos e especialistas do Observatório da Imprensa que questionaram a credibilidade da revista (clique aqui para ler a desconstrução, pois a matéria da revista não vale à pena).

 

É fato que a prática jornalística é mestra em confrontar as idéias espíritas e servir a propósitos e interesses institucionais. E como os jornalistas são formadores de opinião pública, suas declarações, muitas vezes, fazem com que surjam interpretações equivocadas por parte do público.

 

Desta forma, é preciso que sejamos mais democráticos e mais críticos para exigir da imprensa a pluralidade de idéias e visões. Só assim poderemos cooperar para uma sociedade na qual a imprensa seja um lugar de promoção da democracia e da fraternidade.

 

Colaboração: Keila Brenda 




Foi em clima de comemoração que a Fraternidade Espírita Irmão Glacus (FEIG) realizou a sua reunião de convívio espiritual do mês de setembro: é que neste mês a Fraternidade comemora 34 anos. Homenagear  a FEIG é homenagear cada membro que a compõe, cada um que, com seu esforço, consegue realizar materialmente os anseios dos amigos espirituais na construção e edificação do bem. Nesses 34 anos de existência, a Fraternidade passou por momentos difíceis, que deixaram claro que é preciso lutar por aquilo que se acredita. Como diz André Luiz: “As nossas lágrimas não substituem o nosso suor.” Mas, para além das dificuldades, houve momentos de muitas conquistas.

 

A título de memória, segue um breve histórico  da fundação da FEIG:

 

- 18 de agosto de 1976 – fundação da Fraternidade Espírita Irmão Glacus;

- 30 de setembro de 1976 – realização da primeira reunião da Fraternidade no Centro Espírita Amor e Caridade;

- abril de 1978 – primeira campanha do quilo;

- dezembro de 1978 – distribuição da primeira sopa reconfortante, sob a orientação do mentor José Grosso;

- 1982 – mudança de sede;

- 1984 – sob bases sólidas, com o desenvolvimento das tarefas, seguindo as palavras do irmão Eric Wagner – “Vocês são um punhado de gente, construam a sua Fraternidade” –, os tarefeiros da época não mediram esforços na procura de uma área disponível.

- 24 de março de 1984 – primeira reunião no salão de reuniões públicas, que era improvisado por bancos de tábuas e tijolos.

- fevereiro de 1987 – fundação da FEIG.

 

Para celebrar o aniversário da Casa, relembremos uma prece de Emmanuel, que foi proferida no momento de sua fundação: Senhor, viemos de tão longe para agradecer-te a bondade. Quantas oportunidades tivemos e não soubemos aproveitar. Permita hoje, Senhor, que transformemos o mau que ainda há. [...] Abençoa-nos hoje e sempre. Essa prece configura nossa situação de espíritos encarnados num planeta de provas e expiações. Se desperdiçamos existências pretéritas, nesta queremos construir. Assim, é necessário que façamos uma introspecção para saber onde devemos trabalhar nossos espíritos, que estão cansados, pois estão ainda distantes da lei do amor, mas já estão despertos e conscientes.

 

O compromisso da FEIG é com o ser humano, com todos os seres humanos – tarefeiros e assistidos. É com esse compromisso que a direção  deve se conduzir na execução do trabalho. Se pairar alguma dúvida sobre como conduzir, basta que lembremo-nos desse princípio e estaremos no caminho certo. Cada tarefeiro está compromissado um com o outro, porque o trabalho de um suporta o trabalho do outro.

 

“De grande significação reconhecer que muito mais importante, para qualquer nós na vida, não é bem aquilo que nos sucede, mas justamente aquilo que fazemos acontecer.” (XAVIER, Francisco Cândido. Caminhos. Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEU, 1981.)

 

Com muita gratidão e alegria, o irmão Glacus nos disse: “A nossa Fraternidade surgiu das mãos fraternais dos nossos dedicados irmãos. Estamos, do nosso campo espiritual, felizes, pois lembramos sempre de nosso mestre de amor. Nós, da espiritualidade, integramo-nos com os corações amigos, e estamos, como dedicados irmãos e companheiros, também operosos nas coisas do mestre senhor Jesus. Que a nossa Fraternidade continue abrindo horizontes novos de amor, fraternidade e trabalho, e que continuemos, meus muito caros e dedicados irmãos, confiantes, unidos e coesos, e que as dificuldades possam se manifestar no trabalho que os irmãos e dirigentes poderão desempenhar. Nós continuaremos intuindo, pouco e pouco, mas com segurança e amor. Abrindo os nossos corações, nós do campo espiritual continuaremos a intuir para que, unidos, uníssonos, façamos da nossa Fraternidade Espírita Irmão Glacus a casa do bem-estar, da recuperação, do amor e do grande ensinamento sobre as coisas espirituais. Irmãos queridos, trabalho, trabalho, silêncio e muito amor. O resto virá pela vontade de Jesus. Não desfaleçam, não desanimem; a tarefa é obra do Senhor e exigirá também de nós o trabalho da caridade, da organização, para trilharmos rumo ao céu da espiritualidade maior. Nos encontramos nesta tarde, neste salão, esperançosos. Que a nossa Fraternidade dê a cada um de nós condições do trabalho sem desfalecimento. Temos esses propósitos, estaremos intuindo fraternalmente cada companheiro, cada irmão que se dispõe à tarefa. [...] Que os amigos espirituais, os benfeitores e o Cristo continuem se encontrando na nossa Fraternidade, neste campo de amor que avança, recuperando, muitas vezes, o mais cansado. [...] Nós nos chamamos simplesmente Glacus e estamos continuamente esperançosos. [...] Acolhamos cada um que bater à porta desta Fraternidade; recebam todos com carinho e amor, ombro a ombro, lado a lado. Obrigado, queridos irmãos, por mais um ano nesta Casa de amor, e que possamos todos nós, encarnados e desencarnados, proporcionar o trabalho, que expande a Fraternidade e nos indica o caminho, pois é preciosíssima essa existência para todos e também para nós, espíritos . Perdão pelo prolongamento das palavras, mas é o meu coração que fala a cada um de vocês. Jesus conosco, que Jesus nos abençoe hoje, agora e sempre. Que assim seja!”

 

Após pedir bênção do mestre Jesus, o irmão Panze nos disse: “Nos felicita  muito encontrar tantos tarefeiros reunidos, é gratificante perceber que temos caminhado para o mesmo objetivo [...]; nos emociona ver tantos corações vibrando na mesma sintonia, a sintonia do amor. É por isso que nos reunimos, que nos é dada a oportunidade de estarmos ao lado de parentes que desencarnaram. Tantos estão felizes com esta festa, que apenas representa o compromisso que firmamos quando do nosso desencarne. Não é à toa que fomos atraídos para cá: alguns por curiosidade, outros por comprometimento com a mediunidade [...], mas o que importa é que aqui estamos.” O irmão chamou a atenção para as oportunidades que são apresentadas a cada um de nós, e aconselhou que as abracemos. Ele então finalizou com um conselho edificante: “Este é o nosso compromisso: socorrer uns aos outros; deixemos as vaidades de lado, deixemos que o amor fraternal seja instrumento. Estudem, dediquem-se ao estudo das obras, façam o culto do evangelho no lar, pois isso ajuda a ajudar. Agradecemos a Deus mais uma vez por estar aqui colaborando. Que o amor do Cristo nos acompanhe.”

 

Como sempre de alto astral, o irmão Palminha nos deixou a mensagem: “O nosso tesouro está onde está o nosso coração. Reúnam-se todos e mãos à obra. [...] Antes da reunião, andamos pelo salão, recolhendo fluidos e utilizamos para fazer um bolo de fluidos para os nossos irmãos, que muitos poderão aproveitar durante o sono do corpo físico, de muitas formas, alguns terão idéias... É um bolo para esse jovem de 34 anos. A luz da doutrina do Cristo é a nossa renovação íntima, pois se assim não fizermos, passaremos a nossa existência em branco. [...] Basta uma semana de cristianismo para saber o que devemos fazer. Então, trabalhemos para que possamos retirar o véu da ignorância, porque as zonas umbralinas são zonas de muita dor. Nós, espíritos desencarnados, enviaremos esforços para que nenhum dos irmãos precise passar por essa experiência de provação. Muitos estão operosos, daí a importância da nossa renovação, daí ser importante termos olhos de ver e ouvidos de ouvir, pois assim muito realizaremos, em benefício de nós mesmos. Todo aquele que aporta nosso portão e adentra nossa Casa é um irmão de outrora, e por isso temos que abrigar esses irmãos com o calor do nosso coração, logo, eles se tornarão operosos também.”

 

Com suas palavras de amor e fé, o irmão Otto nos disse: “Alegra-nos imensamente o coração estarmos reunidos nesta data tão importante [...]. A Fraternidade Espírita Irmão Glacus representa um celeiro de trabalho e de conhecimento imenso, onde equipes espirituais inúmeras se organizam e saem em busca dos lares necessitados de amor, todas as noites. E, no céu do Brasil, a luz, o clarão que se eleva da nossa Fraternidade atrai também numerosos espíritos que necessitam de amparo. Por isso, queridos irmãos, agradecemos a Deus nosso pai [...] e aos irmãos que lutaram para construir esta Casa de trabalho. Que possamos, sempre que sairmos dos muros da Fraternidade e adentrarmos nossos lares, levar o que aprendemos aos nossos familiares e praticarmos junto a eles. Que os nossos lares sejam os portos seguros de nossas orações. Que possamos externar também nosso trabalho sempre aos nossos irmãos que receberam, como nós, a oportunidade da reencarnação. Que possamos amparar, iluminar, levar a mensagem da fraternidade com nossos gestos, nossas palavras. Não se esqueçam de perdoar sempre e esquecer os erros alheios, pois muitos não tiveram a oportunidade como nós de aprender as coisas do espírito, sobre o porquê de estarmos mais uma vez aqui reencarnados.”

 

Com seu singelo “boa tarde”, o irmão Pedro de Camargo iniciou dizendo: “O amor do Cristo nos uniu como pérolas em cordões de esperança e, invariavelmente, emociono-me com o envolvimento físico por meio da mediunidade, nesta oportunidade de expressar os meus humildes apontamentos e a carga infinita dos meus sentimentos. No momento em que os nossos corações se unem, mais audíveis se tornam as palavras do Cristo. Reúnem-se neste salão espíritos com envolvimento variável ao longo da história espiritual ligada a esta Casa de amor e bondade. Àqueles que vieram pela primeira vez a esta Casa, escolheram um belo dia. E, muitos dos que aqui estão, mais do que comemoram o 34º aniversário, porque se envolveram com o espírito do Glacus e estão evoluindo e em aprendizado com esse espírito de luz. No entanto, hoje estamos comemorando algo em comum: tanto o que vem pela primeira vez, quanto o que está há milênios, temos muito a agradecer, e tanto agradecimento não cabe no coração de Glacus. O que seria dos nossos espíritos, ó pai, se eu não tivesse calado tantas vezes em nome do Evangelho? O que seria de mim se não tivesse falado quando era preciso [...]? Meu Deus, o que teria sido de mim se no dia que liguei, aquela voz doce que atendeu não tivesse orado comigo? Quantas vezes adormeci com a leitura [do Evangelho]? Ó Deus de justiça, amor e caridade, não teria sido possível nunca ver através dos corpos os espíritos [que neles habitam]. Para onde eu teria ido nas noites em que aprendo; que caminhos são esses, Jesus? Ó Deus, receba as nossas preces; cada um de nós que aqui comparece tem seus motivos de reflexão. A humanidade carece de luz, as criaturas que conhecem Jesus são a esperança. Certo dia, em meio a esse movimento cinematográfico de divulgação da doutrina, perguntaram a André Luiz: “Por que o nome Nosso Lar?” Porque é exatamente em nosso lar que a salvação se processa. É na intimidade das relações, na educação, na expressão do Evangelho que tudo se santifica. [...] Ei-nos aqui na Colônia Espiritual Irmão Glacus, é essa colônia que nos recebeu, apesar dos umbrais da nossa consciência [...] e é daqui que partiremos a planos superiores. Trabalhem, meus queridos irmãos, como se fosse Nosso Lar. [...] E não há mais satisfação e tranqüilidade se não levarmos a boa nova. Recebamos o bolo fluídico com a certeza de que é o amor o alimento da alma. [...] Quanto mais você invocar os espíritos, mais você irá nos elevar e nos empurrar ao peito do nosso mestre Jesus.”

Colaboração : Márcia Romano

Fotos: Jayme Meirelles




X SEMINÁRIO DE MEDIUNIDADE

 

 

Aconteceu no domingo dia 26 de setembro na FEIG o X Seminário de Mediunidade. Mais de 300 pessoas, entre médiuns do CEEM e participantes do ESDE e participantes de Reuniões Mediúnicas, estiveram presentes neste encontro, que com certeza trouxe muitos e úteis esclarecimentos a todos.

 

O seminário, realizado de forma inovadora pela Casa de Glacus, contou com a direção do presidente Sabastião Costa Filho e com Omar Ganem como mediador; foram feitas 15 perguntas aos expositores Gilson Freire, Osvaldo Ely, Everson Ramos e os presentes puderam fazer suas perguntas diretamente a eles. A intenção era que o seminário não se tornasse uma palestra convencional.

 

O tema do Seminário foi “Animismo ou Espiritismo”, assunto gerador de muitas duvidas na área mediúnica. Foi ressaltada pelos participantes a importância da realização de eventos como este.

 

O seminário teve inicio com uma prece do médium Júnior ressaltando a nossa necessidade do estudo constante e do amparo dos Espíritos amigos em nossa caminhada evolutiva tão cheia de altos e baixos, que são inerentes ao nosso momento de aprendizes espirituais, matriculados na escola Divina da vida.

 

O coral da FEIG também esteve presente e abrilhantou ainda mais esta bela manhã de domingo, com sua belas canções que tanto nos ajudam na harmonização de nossos corações.

 

Ao final, depois das esclarecedoras explicações dos expositores, o seminário contou com a abençoada participação da espiritualidade, que se mostrou muito feliz com a realização do encontro que mostra a preocupação do DDO com a qualidade da prática mediúnica na Casa de Glacus. Isso porque a mediunidade com Jesus é o tema mais importante para uma casa espírita dentro do desenvolvimento de suas tarefas.

 

Palminha ressaltou que a renovação na condução mediúnica da Casa de Glacus já começou a frutificar, e disse ainda que muitos reencarnantes com mandato mediúnico irão se filiar a famílias que estarão vinculadas a esta Casa para que sejam bem conduzidas. E que os Espíritos vinculados à Casa estão muito felizes porque quanto mais os médiuns estão preparados e evangelizados, mais o intercâmbio é abençoado pelas hostes celestiais, e mais a felicidade se implanta e se estabelece entre nós.

 

Meimei mandou uma mensagem emocionada aos médiuns dizendo que naqueles momentos difíceis em que muitos pensaram em desistir, ela estava com eles, incentivando-os na caminhada neste intercâmbio sublime e definitivo entre os espíritos.

 

Pedro de Camargo disse não termos idéia real da importância deste momento que ficaria marcado na memória dos participantes durante toda a semana seguinte. Ressaltou que o assunto animismo, na media da compreensão dos presentes, havia sido praticamente esgotado.

 

Esperamos que mais momentos de estudo como este possam advir na FEIG!

 

Colaboração: Flávio Braga

 

Baixar Áudio (gravar no computador)




A estréia do filme Nosso Lar

 

Finalmente estreou sexta, dia 03/09, um dos filmes mais esperado dos últimos tempos: Nosso Lar liderou as bilheterias no país, cerca de 580 mil pessoas assistiram ao filme neste fim de semana. Estes números apontam a estréia de Nosso Lar como a mais bem-sucedida abertura de um filme nacional desde os anos 90, com arrecadação de 6,2 milhões em apenas 03 dias de exibição.

 

Em termos de público é a segunda melhor estréia, só perde para a biografia do nosso saudoso e querido Chico, que estreou em abril.

 

Quem foi ao cinema teve a oportunidade de ver não uma história de ficção, mas como é a vida no mundo espiritual, o que nos aguarda do outro lado da vida.

 

É realmente de emocionar, pois, alguns anos atrás, quem imaginaria que isto seria possível?

 

Estamos realmente entrando em uma nova era, a era do espírito, da regeneração!

Colaboração: Flávio Braga
 




LEOPOLDO MACHADO DE SOUZA BARBOSA, filho de Eulálio de Souza e Anna Izabel Machado Barbosa, era natural de Cepa Forte, atualmente Jandaíra, no Estado da Bahia, em 30 de setembro de 1891. Casou-se com Marília Ferraz de Almeida. Leopoldo Machado, como era conhecido, iniciou-se na Doutrina Espírita pelas mãos abençoadas do inolvidável José Petitinga, no ano de 1915, tornando-se arauto da fé e do trabalho. Espírito de liderança, foi impulsionado às tarefas do bem e da verdade, vivendo a Doutrina Espírita em toda a sua pujança.

 

Nasceu paupérrimo, desde cedo dedicava-se ao auxílio do lar, quer no aspecto moral, afetivo ou econômico.

 

Aos 12 anos, seu pai ausente, tornou-se o chefe da casa. Tal era seu senso de responsabilidade, seu amor ao trabalho e à família que sua mãe e seus irmãos lhe obedeciam, embora mais moço.

 

Desta idade até o fim da vida jamais se separou de sua mãe. Ótimo filho, ótimo irmão, ótimo esposo. Graças a tanta determinação, conseguiu ser depois poeta, jornalista, prosador, teatrólogo, polemista, professor.
Residiu em Nova Iguaçu no período de 1930 a 22 de agosto de 1957.

 

Foi o pioneiro do Ensino em Paraíba do Sul, fundando a primeira Escola Normal no interior em 1927 no Colégio Nacional. Na Baixada Fluminense fundou o Colégio Leopoldo em 1º de fevereiro de 1930, junto com sua mãe, sua irmã e sua esposa.

 

Espírita fervoroso, orador, foi inegavelmente um dos baluartes em sua fé. Viajou o Brasil inteiro pregando sua religião.

 

Fundou com sua esposa o Lar de Jesus, em 25 de dezembro de 1940, e o albergue noturno Allan Kardec, nos fundos do Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade, do qual foi presidente 20 anos, bem como da escola João Batista.

 

Foi o incentivador do trabalho do jovem e da mulher em sua religião, bem como na escola, provocando uma revolução nos conceitos da época, pois o jovem e a mulher não possuíam participação efetiva. Foi o incentivador e auxiliador da criação da Associação de Caridade Hospital Iguaçu, criando seu estatuto. Em suma, foi um trabalhador incansável pelo movimento de Unificação Espírita.

 

Educador pedagógico, inaugurou o Colégio Leopoldo, tradicional estabelecimento de ensino, considerado uma das melhores organizações educacionais da baixada fluminense. Deixou várias obras escritas.

 

Faleceu no Lar de Jesus, na noite de 22 de agosto de 1957. Na manhã deste dia, como se previsse que era seu último dia, mandou chamar o diretor técnico do Colégio Leopoldo e pediu-lhe: “Não transformem nunca meu Colégio em balcão de ensino. Transformem-no antes em hospital. Nunca, nunca, em balcão de ensino”.

 

Fonte: http://www.leopoldomachado.com.br/index.html




Inaugurado Laboratório de Informática do CEI

 

No dia 5 de agosto foi inaugurado o Laboratório de Informática – Inclusão Digital para a Educação Infantil no Centro de Educação Infantil Irmão José Grosso – CEI, na Fundação Espírita Irmão Glacus, no Bairro Kennedy.

 

A pequena solenidade iniciou-se com uma prece. Um grupo de crianças cantou o Hino a José Grosso e houve também a apresentação de um número artístico por parte delas. O diretor da Fundação, Vicente de Paula Queiroz, proferiu algumas palavras em agradecimento aos colaboradores, ressaltando ao mesmo tempo a relevância de tal iniciativa. Houve também um pequeno lanche e nova prece finalizou as atividades da tarde. Estima-se que o laboratório atenderá à necessidade de 100 crianças do CEI, transformando um sonho em realidade, uma vez que a inclusão digital é de grande importância para o futuro delas.

 

A FEIG agradece aos parceiros que viabilizaram a materialização deste projeto que nos possibilita abrir mais uma frente em direção ao desenvolvimento integral do ser humano.




REENCARNAÇÃO – O ENCONTRO DE ALMAS

 

O feto, desde o momento da concepção, é alguém capaz de ser influenciado por suas próprias emoções e por emoções externas, portanto, uma gestação inclui toda uma preparação para realização de uma encarnação em condições apropriadas para o bebê e para a mãe.

 

No intuito de favorecer a preparação e as condições para a gestante e o espírito a reencarnar, a Fraternidade Espírita Irmão Glacus realiza, por ano, quatro cursos de gestantes nos quais a futura mãezinha recebe informações espirituais e sobre saúde.

 

O trabalho em conjunto envolve o departamento feminino, a assessoria de relações públicas, o departamento doutrinário, as tarefeiras voluntárias e todos que contribuem doando enxovais para os recém-nascidos.

 

O curso, que é destinado às gestantes, tem a duração de oito sábados e é formado por um grupo heterogêneo de grávidas que buscam o pão material (o enxoval) e o pão espiritual.

 

No primeiro dia do curso é feita a inscrição da gestante que tem que estar fazendo o pré-natal e portar documento de identidade. A inscrição independe da religião da gestante. Nesse dia elas recebem informações do curso e o convite para ser entregue ao papai para que participe do curso com a futura mamãe.

 

Nos sábados subseqüentes são realizadas duas palestras, a primeira tratará de assuntos espirituais e será realizada por expositores do departamento doutrinário, a segunda palestra será sobre temas relacionados à saúde da mulher e será ministrado por profissionais da área de saúde.

 

O último sábado do curso é considerado dia de festa. Bento e Marília entoam músicas espíritas e temos a entrega do enxoval básico com aproximadamente 35 peças para os primeiros cuidados com o recém-nascido.

 

O enxoval é oferecido gratuitamente às gestantes freqüentes e cadastradas no departamento de assistência social da FEIG; quando a gestante procura o curso e precisa do enxoval, mas não pode participar, é oferecido a ela enxovais com peças seminovas.

 

Conscientizar as gestantes de que a gestação de um bebê consiste em receber em seu lar um espírito que lhe é confiado por Deus e que elas devem esmerar-se em criar interna e externamente um ambiente favorável para a chegada e o desenvolvimento desse novo ser que está a elas entrelaçado espiritualmente. Em conformidade com os pressupostos codificados por Allan Kardec, devemos não só dar o alimento que mata a fome, o agasalho que supre o frio, mas também o reconforto espiritual da palavra esclarecedora.

 

Colaboração: Sônia Araújo Nogueira




Terceiro domingo/agosto

 

A reunião de convívio espiritual do dia 15 de agosto de 2010 da Fraternidade Espírita Irmão Glacus (FEIG) iniciou-se convidando os presentes a celebrar a vida nos dois planos, sempre com fé no Pai Celestial.

 

O estudo apresentado tratou da parábola de um senhor muito rico que, antes de viajar, entregou a três dos seus servos alguns “talentos” (espécies de moedas), sendo quatro para o primeiro, dois para o segundo e um para o terceiro. O primeiro servo foi à luta e conseguiu transformar esses quatro talentos em mais quatro; o segundo também se esforçou e conseguiu adquirir mais dois, mas o terceiro teve medo de perder e enterrou o talento recebido. Quando aquele senhor retornou, qual sua satisfação com os resultados obtidos com os dois primeiros servos! Eles tinham sido fiéis ao seu senhor. Mas, para o ultimo servo, o senhor disse: “Servo preguiçoso, vá para as trevas exteriores.” Esse senhor é uma figura simbólica, e os talentos são aquilo que angariamos com nosso esforço, mediante as oportunidades que a vida nos dá. Todos nós fomos criados iguais, com a centelha divina, sendo que os problemas devem ser encarados como desafios, para os quais somos constantemente amparados. Todos nós aqui chegamos com uma programação e recebemos uma moeda, na medida exata do que precisamos, por isso não podemos enterrá-la. Assim justifica-se a resposta do senhor ao terceiro servo: ele teria que passar pelas “trevas” para compreender as conseqüências de sua escolha. Um exemplo é André Luiz, conforme narrado em Nosso lar, quando ficou durante um tempo no umbral: foram necessários anos de sofrimento – considerando-se que nosso Pai não castiga, Ele oferece condições de dor para trabalharmos as nossas arestas, pois nesses momentos que os sentimentos afloram é que conseguimos mudar nossa postura. Assim, quando André Luiz percebeu que podia orar e pedir socorro ao Pai, a ajuda veio imediatamente.

 

Lembremos, em Nosso lar, o momento do crepúsculo na colônia, que era o momento de reflexão e silêncio. Quem sabe não é hora de aquietarmos o coração e elevar nossas vibrações? Tenhamos alegria, mas a alegria da gratidão ao final de uma tarefa. Aprendamos a amar, mas não como em contos de fadas, em que aparecem príncipes e princesas encantadas e despertam o amor dentro de nós, mas sim potencializemos o amor que já existe em nós, vivenciando-o ao perceber a beleza em todas as coisas. A reforma íntima dá-se no dia a dia, e o que torna mais fácil para o cristão é perceber o porquê de suas lutas. Muitos de nós têm medo de psicólogo porque temos medo de descobrir quem somos. Mas é aí que devemos recordar que estamos aqui porque Deus se preocupa com cada um de nós, nos ama e nos aceita como filhos pródigos que somos. Ele nos acolhe para que tenhamos coragem de vivenciar momentos de meditação, silêncio, sem medo da solidão, porque estamos sempre amparados. Que possamos, neste momento, sentir a presença de nosso Mestre através das palavras de nossos benfeitores.

 

O irmão Glacus, ao se dirigir aos amigos espirituais presentes, falou sobre a misericórdia divina que permite o aprendizado dos irmãos encarnados e desencarnados, interligando os sentimentos de ambos, pela bondade de Jesus. “Nós temos também recebido do mais alto belas oportunidades de caminharmos rumo à espiritualidade maior. Felizmente, adentramos a nossa Fraternidade e sentimos o crescimento dos nossos espíritos rumo ao mais alto e nos fortalecemos. [...] Continuamos junto com nossos irmãos, ombro a ombro, lado a lado, enquanto aprendemos a verdade e a bondade de Jesus, que não se cansa em proporcionar a nós diversificados minutos de amor, da paz amiga e da palavra muitas vezes silenciosa. Desejamos ardentemente continuar [...], buscando a oportunidade de sentir nossos irmãos e amigos encarnados e desencarnados aportarem a nossa Fraternidade, pois nossos mentores maiores, em nome do Cristo, velam constantemente, em núcleos como este. Busquemos unir nossos corações, precisamos que a leitura chegue devagarinho, interpenetrando nossos espíritos [e incentivando] o crescimento pela vontade de ler. [...] Avante sempre. Nós, os espíritos, estaremos também nesta casa que é nosso lar. Que a espiritualidade amiga possa encontrar nossos corações abertos para o aprendizado maior. Estamos na vanguarda pela bondade incansável do Mestre Jesus. Que a nossa Fraternidade Espírita continue abrindo seus braços para abraços de fraternidade e amor. Temos a necessidade de abrir nosso coração para que a bondade interpenetre movimentando para o alto. Muito receberemos. Conhecemos passo a passo vasta área do plano espiritual, precisamos preencher as oportunidades e viver mais fraternalmente para que nossa casa cresça, abra suas luzes e nos receba para o aprendizado. Continuaremos, pois, lado a lado com nossos irmãos, encarnados e desencarnados, confiantes, pois a confiança é a disposição de servir. Devemos ir agasalhando nossos espíritos, para que do mais alto o Mestre e Divino Mentor [fale aos nossos corações]. Da espiritualidade superior [vamos] assimilando o conteúdo dos ensinamentos espirituais, no recinto onde estamos, e que a beleza do mundo espiritual nos fortaleça sempre. [...] Nós perdemos belas oportunidades de caminhar, mas hoje conhecemos Jesus. A literatura espírita abre-se como um leque, nos fortalecendo a todos. [...] esta Casa nos fortalecerá sempre os espíritos para novas dificuldades, na hora do sono tranqüilizador. Que a Casa de Glacus seja o celeiro dos que sabem com amor nos amparar.”

 

Somos uma Casa que ampara e que trabalha para o benefício e crescimento da fraternidade universal, assim disse nosso irmão Panzi, lembrando que a Casa de Glacus tem por objetivo recepcionar todos aqueles que procuram Jesus. Segundo ele, na FEIG encontram-se espíritos encarnados e desencarnados que estiveram presentes na história da humanidade, nas mais diversas situações. São todos espíritos que foram tocados pelo amor e pela afinidade. A importância de nos encontrarmos no domingo [explica-se] pela importância de afinizarmos nossos sentimentos, disse o irmão, ao ressaltar que na Fraternidade encontram-se exemplos dignificantes de trabalhadores dedicados. Aprendemos, segundo ele, que devemos perdoar, seguindo o Evangelho, ao encontrar desafetos, na oportunidade de resgate ombro a ombro.
Mas, o que devemos aprender de exemplo maior é a compaixão. Por quê? Sabemos que a paixão é envolvente, às vezes inconseqüente e move o ser humano a produzir, a agir: esse é o melhor momento para exercitarmos a compaixão, pois, se canalizarmos essa ação para o bem, estaremos alcançando o exemplo sutil de Cristo: agir, mas agir para o bem, estando implícito nisso o perdão, a paciência.
O irmão Panzi se alegrou em dizer que a reunião de convívio espiritual proporciona alegria, citando o exemplo de pais que, ao abraçar seus filhos, se emocionaram. Mencionou, também, que se trata do encontro de tarefeiros que muito contribuem com suas vibrações. “Ouvimos nosso coral”, referindo-se aos trabalhadores dedicados, que proporcionam, à espiritualidade que trabalha, matéria-prima para a cura, pois os cânticos ouvidos são transformados em amor, atuando nas moléculas e proporcionando a cura não no corpo físico, mas no perispírito. “É bom estarmos reunidos, com a convergência de pensamentos para o amor e a caridade. [...] Vamos nos perdoar, nos aceitar com nossos limites, mas não vamos desistir uns dos outros, pois é o exemplo do Cristo – a compaixão. [...] Sejam voluntários em nossa Casa, porque precisamos.” A orientação do irmão foi para que respeitemos o limite um do outro, não permitindo que a diversidade atrapalhe nas tarefas. “Com Jesus no coração, leiam as obras básicas, façam os cursos que são oferecidos com amor, participem da sopa, da Evangelização, de todas as atividades...”

 

Após saudar os companheiros, o irmão José Grosso disse: “Nos reunimos nesta tarde em nome do Cristo, tutelados por essa bendita Casa. Nós agradecemos por ofertarem essa tarde sublime para nossos espíritos, pois, neste momento, espíritos superiores nos acorrem. Nós daqui do nosso plano recebemos com intensidade as vibrações de cada um. Nos sentimos mais leves, e os irmãos têm nos proporcionado emoções que alegram. [...] Precisamos sempre nos colocar a postos, assim podemos colaborar. [...] Obrigado, irmãos, por essa simbiose dos dois mundos.”

 

Em sua breve, mas alegre fala, o irmão Palminha lembrou que estamos juntos, trabalhando sempre, e que precisamos nos unir, pois, assim, vamos traduzir o pensamento uns dos outros. “Precisamos daqueles que estão prontos para servir, porque o Cristo vai nos convidar”, mas, conforme explicou Palminha, a resposta deve vir de cada um de nós.

 

“O Cristo nos uniu como pérolas em cordão de esperança”, assim começou a participação do nosso irmão Pedro de Camargo. “Nesta tarde, recebemos do mais alto singela, mas profunda reflexão: por que as flores nascem...? Por que as estrelas brilham sem cessar? Por que o sol acende todos os dias... ? Poderíamos, assim, perguntar: por que estamos aqui reunidos? Como diz a música: porque Deus é amor.” Após esses questionamentos, ele pediu que nos lembrássemos que somos irmãos de caminhada, e que os espíritos desencarnados não são gurus, mas irmãos. E explica: “Falamos assim para que possamos, cada um de nós, ser o guia do nosso caminho. A doutrina dos espíritos esclarece que os desencarnados podem assistir, mas não podemos decidir.” A leitura seria a saída para que as pessoas não entreguem sua vida aos guias, “porque eles não existem”. E mais, “busquem perseverar no conhecimento esclarecedor [...], é amando que recebemos. Busquem dar um pouco de si ao semelhante, pois em verdade estaremos nos auxiliando. Estaremos sempre aqui assistindo no que for oportuno, porque também temos nossas limitações. [...] Que o rabi da Galiléia possa nos assistir, e a Fraternidade, nos tolerar.”

 

Com sua presença sempre serena, a irmã Meimei rogou que o Divino Amigo Mestre Jesus continue lado a lado conosco. Sempre atenta, ela notou: “Hoje quando observávamos vocês chegando e ocupando seus lugares, cada vez mais tarefeiros buscando cadeiras, mais alegres nós ficávamos. Isso significa que todos vocês, assim como nós, estamos aqui esquecidos dos problemas e vivenciando algumas lições que o Mestre nos deixou. Obrigada a todos os que sempre vêm e quem vem pela primeira vez; serão todos sempre bem-vindos.”

 

A irmã salientou que é importante esquecermos nossos problemas e mentalizar vibrações superiores, porque muitos dos presentes receberam o abraço de familiares, mas não se deram conta, já que muitas vezes não se colocaram em posição de recebê-lo. “É preciso abrir a porta do coração, esquecer os problemas”, segue explicando que, por vezes, amigos de quem nem lembramos, torcem por nós. E orienta: “Mesmo que vocês não se sentiram abraçados, alegrem-se pelos que foram. Os que não tiveram seu nome falado, todos vocês recebam o meu carinho [...]. Tenham otimismo e bom ânimo, e percebam o quanto a vida é espetacular e a reencarnação é bendita. Lembrem-se de viver a vida com leveza [...]. Os revezes, as dificuldades são os momentos em que somos mais lapidados. [...] Tudo passa, tudo segue seu rumo ao mais alto.”

 

Com seu cuidado maternal, ao falar às mãezinhas que enfrentam problemas, Meimei recomendou confiança e trabalho. “Trabalhem sempre, encarem o trabalho não de maneira pesada, mas com prazer. Qualquer tipo de trabalho, seja voluntário ou remunerado, vamos encarar como bênção, dádiva. E um lembrete: procurem conhecer mais profundamente a doutrina dos espíritos e a vocês, pois conhecendo a si mesmo, fica mais fácil saber onde está a necessidade de mudança, e, conhecendo a doutrina, vocês saberão como promover a mudança. É simples.” Ao indicar a leitura, ela aconselhou: “Se tem dificuldade nas leituras, procurem ajuda, vamos procurar viver mais unidos. Quando observávamos o salão, vimos manifestações do amor se expandindo, como um pai olhando seu filho adormecido [...]; são mínimos gestos. Quando essas vibrações de amor se manifestam, elas são coletadas e trabalhadas para ajudar a tratar, e esses fluidos, que nada mais são que amor expandido, são para vocês mesmos”. E finalizou: “Voltem para os lares de vocês com os corações transbordando de alegria.”


Colaboração : Márcia Romano




Xavier, Francisco Cândido. Da obra : Caminhos. Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEU. 1981.




Nosso Lar, o filme

 

Em 10 de março de 2005 tiveram início as primeiras reuniões para a produção do filme Nosso Lar. A intenção era fazer um filme com qualidade e que ficasse à altura do livro, um filme com linguagem universal para atingir todos os tipos de público, e que estivessem à frente do projeto os melhores profissionais possíveis.

 

E finalmente eis que, depois de muita expectativa e 5 anos de trabalho desde a primeira reunião, o filme entra em cartaz no dia 03 de setembro. E promete, assim como o livro homônimo, o mais popular de Chico Xavier, psicografado em 1944 e que se tornou best-seller, ser um grande sucesso de bilheteria.

 

O filme, dirigido por Wagner de Assis, é rico em efeitos especiais; contam os produtores que o maior desafio foi a construção da cidade Nosso Lar. Foram meses de trabalho em que vários arquitetos estiveram envolvidos. Para a fotografia e efeitos especiais foram contratados profissionais de renome internacional, como por exemplo o diretor de fotografia Ueli Steiger.

 

O filme, que tem no elenco, entre outros, Renato Prieto, como André Luiz, Othon Bastos e Ana Rosa, vai mostrar a vida no mundo espiritual, assunto que desperta a curiosidade de todas as pessoas, sejam espíritas ou não. Estima-se que o livro Nosso Lar, que teve a tiragem de 2 milhões de cópias, tenha sido lido por 16 milhões de pessoas. O projeto é da FEB e da Cinética Filmes produzido pela Fox Filmes.

 

Esperamos que, mais do que uma superprodução cinematográfica, o filme possa levar a mensagem consoladora a todos os corações, e que as pessoas possam sair do cinema tendo a certeza de que existe vida após a morte, que existe um plano espiritual, e que a Misericórdia Divina não nos abandona jamais.

 

Colaboração: Flávio Braga




Entrevista

 

O filme Nosso Lar, baseado na obra homônima de Chico Xavier, pelo espírito André Luiz, tem estréia prevista nos cinemas em setembro, e o Jornal Evangelho e Ação teve a oportunidade de entrevistar Renato Prieto, ator que fará o protagonista.

 

Jornal Evangelho e Ação – JEA: Você acha que a sua escolha para a interpretação de André Luiz pode ter sido antecedida pelo plano superior? Em que circunstâncias você recebeu o convite para atuar?

 

Renato Prieto – RP: Acho sua colocação bastante poética, nem sei se tenho este merecimento todo. De qualquer maneira penso que, para ser ajudado, eu teria que fornecer material suficiente, como dedicação, e nesta parte dei o máximo possível. Quanto ao convite partiu do diretor (também adaptador) do filme, Wagner de Assis. Me senti muito honrado e trabalhei muito.

JEA: Como foi para você o processo de laboratório de construção do personagem? Como você se preparou para atuar no papel de André Luiz?

 

RP: Fui treinado por Cristian Duurvoort, laboratórios, ensaios, durante uns três meses, na reta final fui ajudado também pela Rossela, o terapeuta Carlos Eduardo Goulart de Brito mais Dr. Owsvino Penna. Sempre acompanhando tudo, já que neste período precisei emagrecer 18 quilos para as cenas do umbral. Continuei comparecendo a minha reunião espírita que sempre acontece às quartas-feiras, para um aconselhando contínuo dos amigos espirituais. Para equilibrar ainda mais o espírito e o corpo, fazia acupuntura com Murilo Reis.

 

JEA: Houve algum aprendizado pessoal durante as filmagens? Você acredita que a sua vivência espírita esteja fortalecida após esta experiência?

 

RP: Aprendizado todo o tempo, precisava manter-me equilibrado, concentrado nas responsabilidades (muitas). A minha vivência espírita ajudou e muito, já que tinha conhecimento do assunto que estudo e continuarei estudando pela eternidade afora...

 

JEA: Existe alguma informação sobre se o diretor e a produção do filme têm intenção de dar continuidade às obras de André Luiz no cinema, filmando Os mensageiros e os demais?

 

RP: Não tenho dúvidas que com Nosso Lar fazendo uma bela carreira e sucesso Wagner de Assis, Iafa Britz (produtora) e a própria federação na pessoa do Sr. Nestor Mazzoti vão dar continuidade sim, mas pense, agora é nossa responsabilidade ajudar na divulgação espalhando esta boa nova.

JEA: Qual a sua expectativa em relação à recepção desse filme, no âmbito material, considerando a repercussão positiva que a adaptação de obras espíritas têm tido na mídia, mais recentemente com o filme Chico Xavier, mas também no âmbito espiritual?

RP: Estou na torcida e estarei ajudando no todo para muitos comparecerem aos cinemas para assistir Nosso Lar, que com certeza irá mudar para melhor a vida de muitos. É chegada a hora... que todos compareçam a este belo banquete de amor ao próximo.

 

O Jornal Evangelho e Ação agradece muito a Renato Prieto suas singelas palavras, rogando a Jesus que abençoe seu trabalho e que nossos leitores possam se sentir convidados a assistir essa produção cinematográfica que, certamente, será um bálsamo de luz aos nossos corações!




Mutirão da MEJA

 

Guiados pela vibração amiga dos mentores da FEIG que certamente emitiram ondas de amor e fraternidade para todos os envolvidos naquele trabalho, os jovens da MEJA – Mocidade Espírita Joanna de Ângelis, amigos, familiares e tarefeiros da Casa de Glacus se uniram mais uma vez para ajudar o Bazar da Fundação na manhã de 04 de julho.

 

Durante todo o ano a FEIG recebe muitas doações que, por falta de pessoal para organizá-las, ficam estacionadas em algumas salas da Fundação. O objetivo do Mutirão da Mocidade foi o de mobilizar os jovens para ajudar a equipe do Bazar a separar e armazenar essas doações de maneira adequada.

 

O primeiro mutirão foi organizado pela equipe da MEJA no dia 22 de março de 2010. Os resultados foram tão positivos, mesmo debaixo de chuva, que os jovens resolveram repetir a dose. Sem chuva, desta vez, e com a experiência do primeiro mutirão, o trabalho foi mais proveitoso. De acordo com a coordenação do Bazar, o segundo mutirão da Mocidade conseguiu adiantar o trabalho de um mês que a equipe de organização da Fundação gastaria para fazer.
Os 64 voluntários selecionaram com rapidez o grande número de doações que chegam à FEIG. A prioridade dessas doações é atender aos assistidos da Fraternidade, sendo vendidas as peças excedentes, e a renda é toda revertida para as obras assistenciais da Casa.

 

Dessa forma, foram organizadas para a “boutique” 1.550 peças de roupas. Para a banca do Bazar da Pechincha, com preços mais enxutos, a equipe separou 7.025 peças de roupas e 118 calçados. Além disso, foram separadas ainda 2.000 peças de roupas usadas para doação a outras instituições.

 

A equipe da MEJA pretende ajudar com o mutirão uma vez por ano. Para participar no mutirão de julho, os jovens se inscreveram pessoalmente no encontro vespertino de todo sábado que a Mocidade promove na FEIG ou enviaram um e-mail para a MEJA, informando o interesse. Assim, foi possível trabalhar a logística do lanche e transporte para todos.

 

Que Jesus continue abençoando o trabalho de nossos jovens e tarefeiros!




Hospital Espírita André Luiz

 

Construído por determinação da espiritualidade, e idealizado para ser um hospital geral, com o advento da Segunda Guerra Mundial e com o aumento das necessidades, o Hospital Espírita André Luiz encaminhou-se para se tornar um hospital psiquiátrico. Fundado em 25 de dezembro de 1949 pelo Grupo Espírita da Fraternidade, foi um grande desafio proposto aos encarnados, uma vez que, quando da orientação recebida, sequer o terreno físico para sua construção existia. O HEAL é uma instituição hospitalar filantrópica com 38 anos de existência.

 

 

Atualmente são atendidos pacientes com transtorno mental ou dependência química de álcool e drogas.

 

Os princípios dessa abnegada instituição pautam-se sobretudo na caridade, sem distinção de credo, cor, raça. O Hospital respeita as convicções religiosas dos enfermos. Seu corpo clínico é composto por funcionários contratados, dentre eles assistentes sociais, enfermeiros, técnicos de enfermagem, terapeutas, psicólogos e psiquiatras. No entanto, os voluntários são de fundamental importância para a continuidade deste trabalho, pois dão sustentação ao trabalho, sem eles os encargos financeiros seriam muito altos para a instituição. O HEAL conta com 150 leitos, dentre eles enfermarias e quartos individuais, e cerca de 150 funcionários e 200 voluntários.

 

A linha de atendimento é realizada nos seguintes moldes: o paciente é encaminhado ao ambulatório quando chega, e geralmente um psiquiatra define o tratamento adequado (se haverá necessidade de internação ou não). Uma assistente social começa a trabalhar junto à família e ao paciente, auxiliando a adaptação deste. No caso de dependente químico, o atendimento é feito da mesma forma, no entanto, após os primeiros dias de desintoxicação, o paciente é submetido a uma série de terapias de modo a ficar mais integrado.

 

O HEAL possui um Departamento de Assistência Espiritual – DAE que ampara ao paciente com um tratamento espiritual paralelo à medicina convencional, por meio de palestras, cultos diários, leituras edificantes etc., salientando-se que esse tratamento é opcional.

 

O Hospital admite parcerias com casas espíritas, e várias já participam de seu grupo de associados. A direção pede que as casas espíritas divulguem e encaminhem as pessoas. O endereço é Rua Úrsula Paulino, n. 7, Salgado Filho, BH. O telefone para contato é (31)3115-2600, e o site, www.heal.org.br.
 




Reunião de 3° domingo/convívio espiritual / Julho 2010

 

No dia 18 de julho de 2010, realizou-se, na Fundação Espírita Irmão Glacus, a reunião de convívio espiritual. Iniciou-se com o estudo de Emmanuel sobre o Cristianismo. De sua mensagem fica que precisamos ser mais que benevolentes, devemos ser benignos. Precisamos ter sempre o sentimento de gratidão e retribuir ao cristianismo um pouco do que essa religião nos proporcionou. E o espiritismo nos convida a servir: trata-se do convite para sair da vaidade, do orgulho. Fazemos parte do grupo filosófico, religioso e científico que se intitula Fraternidade Espírita Irmão Glacus, e nos encontramos reunidos neste planeta governado pelo Mestre Jesus. Fica a lição para que possamos vasculhar nossa alma com a mensagem de Emmanuel, lembrando sempre que nosso Mentor Glacus preza a união entre os irmãos.

 

Em suas palavras de afeto e gratidão, o irmão Eric Wagner nos diz que a tarefa que desempenhamos na casa espírita é uma oportunidade dada pela misericórdia divina, para a qual necessitamos todos nós do espiritismo, encarnados e desencarnados, lado a lado, nos esforçando no trabalho com o bem. Os amigos espirituais não avançam se os irmãos encarnados não se dedicam fraternalmente em sua reforma íntima. A condição de espírito encarnado é a oportunidade de lapidar a condição moral, na labuta da Terra. Eric nos disse ainda:

 

“Como irmãos no caminho da misericórdia divina, muito podemos realizar pelo próximo, quando estamos na seara cristã espírita. Unamo-nos sempre. Todos nós, na tarefa da casa espírita, quando necessário, devemos lançar mão do silêncio na hora de manifestar nosso ponto de vista, pois precisamos criar pontes com o mais elevado. A lei de ação e reação nos acorre sempre. Continuemos, como Alan Kardec nos retratou, ao dizer que se reconhecem os espíritas pelo muito que se amam e pelo esforço que empenham em dominar as más inclinações. O Cristo não busca pessoas perfeitas, pois elas não existem, mas sim pessoas dispostas a trabalhar.
Não deixemos que nosso ego domine nosso coração e nossa mente. Estejamos dispostos ao aprendizado com Cristo. E assim continuaremos muito a realizar, pois a obra não nos pertence, mas ao Cristo. Se não estivermos dispostos à renovação íntima, outros tomarão as decisões que nos pertencem. Não fiquemos à margem. Nós, irmãos espirituais, buscaremos esforços para estimular nossos irmãos que querem continuar.”

 

Nosso querido irmão Glacus iniciou sua fala rogando que Jesus continue com seu olhar doce sobre nós, para que possamos ser sempre dignos da misericórdia divina. “A oportunidade de redenção para nosso espírito é o nosso presente, pois o ontem já não mais nos pertence, mas o presente sim, quando nos permitimos ser tocados pela doutrina do Cristo, ainda mais à luz da doutrina espírita. Confiemos nas bem-aventuranças que Ele nos deixou. Confiemos uns nos outros; as nossas divergências pessoais não podem ser pretexto para abandonarmos uns aos outros, ao contrário, são a chance de nos conhecermos.

 

Se exercermos com simplicidade a mensagem, entenderemos por que passamos por certas situações, então valorizaremos o que estamos vivendo. Somos ainda criaturas falíveis, mas temos o potencial para a divindade e precisamos despertar o mais breve possível, pois quando formos chamados a prestar contas, que tenhamos a serenidade do dever cumprido.”

 

Em sua alegre contribuição, o irmão Palminha nos lembrou que somos nós quem construímos as oportunidades: “A obra sempre edifica, pois, no trabalho, ocupamos nossa mente e nosso coração, e o orgulho fala menos. O silêncio é a caridade, que muito auxilia não só a outrem, mas a nós mesmos. Estamos, como sempre, a postos, dando a nossa contribuição, e as coisas acontecem naturalmente, não por mágica, mas pelo esforço de cada um.” Ao referir-se ao coral da Fundação, o irmão disse que a musicalidade retempera nossos espíritos, e a espiritualidade, durante a reunião, recolhe muitos fluidos que beneficiam não apenas aos presentes, mas a todos os que precisam. Reúne-se um bando de fluidos, para a necessidade de cada um, para que ninguém saia do encontro “de caneco vazio”.

 

Solicitando a bênção de Jesus para todos, nosso irmão Jacques Aboab manifestou sua alegria em se encontrar mais uma vez com os irmãos na Fundação. Ele nos lembrou que devemos, cada vez mais, compreender uns aos outros, para que nosso trabalho dentro da Fraternidade seja muito bem feito, com amor no coração. Para tal, devemos todos aprimorar sentimentos de amor, fraternidade, respeito ao próximo, ajuda aos mais necessitados, que, muitas vezes, somos nós mesmos. Somos todos espíritos milenares, viemos de muito longe, e nos encontramos, aqui, sob o céu do Brasil, tendo Deus como Pai e Jesus como nosso irmão maior. A oportunidade aconchega uns aos outros. “Em frente, não desanimem, pois a nossa Fraternidade precisa de cada um de nós.”

 

Bastante feliz por deparar-se com a casa cheia, o irmão José Grosso nos conclamou a caminharmos com determinação e amor no coração. Ele nos disse que, às vezes, na existência carnal, a dor bate à nossa porta, mas não podemos desanimar. Estamos encarnados num mundo de provas e expiações, em função do sofrimento que cada um de nós criou no passado. A reencarnação é a oportunidade para nosso crescimento, por isso, não deixemos passar. “A nossa Fraternidade Espírita Irmão Glacus abraça todos vocês com muito amor e a todos os que ainda chegarão. Somos um grupo, uma família, a família do irmão Glacus. Aquelas mãezinhas, que estão passando por provações com seus filhos, não desanimem, não abandonem a tarefa espírita, porque poderia ser pior sem ela. Como sabemos do nosso campo de ação, a doença do século é a depressão, a ansiedade. É Deus condenando? Não. Essas doenças são obra de cada um de nós, quando não abrimos nosso coração para o Evangelho, quando ficamos em casa inertes. Temos que olhar por nossos irmãos, e, muitas vezes para isso, precisamos estar na casa espírita, onde há o Evangelho e as obras de Kardec. Deus é amor e nos perdoa constantemente. Nós, os espíritos, estaremos ombro a ombro com vocês em todos esses momentos, alegres ou tristes. Amem a nossa Fraternidade e a nossa Fundação. Agradecemos aos tarefeiros da Fundação, do Colégio Rubens Romanelli, da creche, e pedimos a cada um deles que permaneçam no caminho. Educadores, professores, a responsabilidade de amar essas criancinhas foi firmada quando deixaram a pátria espiritual.”

 

Com afeto, o irmão Otto nos chamou a atenção para o fato de que a palavra amor foi proferida muitas vezes durante a reunião, assim como a palavra benignidade. Ele explica que esse fato se dá em função de que já possuímos idade espiritual suficiente para entendermos que colheremos o que semearmos, e que aquelas vibrações – felizes ou não – que emitirmos aos nossos irmãos voltarão para nós, por isso somos responsáveis por elas.

 

“Que possamos ser mais indulgentes, perdoar mais, reconhecermos que também erramos, que nosso semelhante pode cair também e que Deus nosso Pai e Jesus nosso Mestre, assim como na Parábola do filho pródigo, sempre estarão nos auxiliando. O receituário, por exemplo, traz indicações de boas obras e de pensamentos elevados. Temos a tarefa espírita, que educa e edifica.

 

Agradeçamos, pois, por pior que sejam nossos problemas, temos irmãos que têm mais dificuldade que nós. Procuremos agir com amor, benignidade, esperança, paciência. Consangüíneos ou não, somos todos irmãos em Cristo. Estamos todos sedentos de paz. Ao levantar todas as manhãs, que possamos agradecer, sempre perseverantes, firmes no propósito de amparar, pois somos felizes porque trazemos a certeza da vida maior, da imortalidade. E, ainda, que se intensifique em nossos corações que Deus ampara cada um de nós e que ninguém está só.”

 

Com sua presença maternal, a irmã Meimei disse a todos que se sentissem muito abraçados, principalmente naquele dia, em que não havia nem lugar para todos se sentarem. Isso significa que as pessoas estão buscando o amor de Cristo, valorizando a vida espiritual.

 

Especificamente nesse terceiro domingo de julho, a espiritualidade amiga foi percebendo, à medida que as pessoas foram chegando, que havia muitos corações angustiados, entre eles, muitos corações maternos, o que a fez modificar suas palavras. “O ambiente da reunião é tratado para o fim a que se propõe, sendo que todos recebem vibrações de paciência, paz, tolerância, principalmente quem tem fé. Cada um, na medida da sua fé, do seu merecimento. Essas vibrações são capazes de curar, então, que todos possam deixar seus problemas do lado de fora e participar desse banquete espiritual. Para prolongar essas vibrações, que todos voltem a seus lares, que façam uma prece todos os dias e tentem ser mais tolerantes com seus irmãos. Essas vibrações tratarão não só vocês, mas todos que visitarem a sua casa, tamanho é o amor de Cristo.”

 

Para as mãezinhas, a Mentora explicou que há toda uma equipe para ajudá-las. Todas as mães foram trabalhadas para receber os filhos que têm, sendo que possuem tudo o que precisam para torná-los homens de bem. A sala de reuniões foi preparada para receber a todos os que precisam, mas houve um preparo, em especial, para as mães. “Que todas possam receber e aproveitar o trabalho que foi cuidadosamente elaborado para elas. Sempre que o desânimo quiser fazer morada em nós, que possamos expulsá-lo sempre, pois Deus sempre nos oferece os recursos necessários para seguir.”

 

Para encerrar a rica reunião de julho, nosso emocionado irmão Pedro de Camargo traçou um paralelo entre os ensinamentos e a vida do homem contemporâneo. “A todos que têm acesso aos computadores, que enviam e-mail e que falam ao telefone, lembremos que estamos todos em rede. De forma paralela, a espiritualidade entra em contato com vocês. Enviamos e-mail e conversamos. Como diria Chico Xavier, é possível que o telefone só toca de lá pra cá. Seria possível, então, nós desencarnados, recebermos “e-mail” dos encarnados? Seria. Mas seria conveniente, benéfico? Inicialmente não. Imaginem qualquer pessoa que sentar em seu computador, enviar uma mensagem para seu pai falecido, contando sobre as dificuldades que tem passado. Isso causaria um caos.

 

Jesus, nosso governador do planeta, quando recebe uma mensagem, não há necessidade de computador, é instantâneo. Hoje, em Belo Horizonte, temos um servidor, que é nosso querido Glacus. Não precisamos de aparelhos, pois temos antenas com “wireless”, que são os médiuns. A telepatia é uma realidade. Quando um espírito aproxima-se de uma casa espírita, é catalogado o que é denominado de DNA espiritual. Cada vez que avançamos, esse DNA é acrescido, para contribuir para sua conquista espiritual. Por meio desse recurso, junto a um banco de fluidos, é que se torna possível levar esperança aos presídios.

 

Assim, estamos em rede conectados, não deixemos que nossas máquinas sofram a invasão de vírus, como vingança, por exemplo. Tenhamos a paz e a caridade como base. Caridade, antes de tudo. Antes de qualquer ação ou decisão, lembrem-se desse fundamento da nossa Fraternidade. Sobretudo, com disciplina e organização. Que permaneça a vontade de Jesus. Mediante o exemplo, vamos amar, ensinar, perdoar, ter esperança, pois o amor do Cristo nos uniu como pérolas em cordão de esperança.

 

Ao final, reunimos vasto material para análise, processamento e para a atividade particular de cada um. Quantos pensamentos foram aqui reelaborados, direcionados pela palavra. Gostaríamos de lembrar que o pensamento é elaborado com base em pensamentos anteriores, daí decorre a evolução do espírito, cujo pensamento remonta a sermos simples em nossa natureza. É sempre bom analisar o que assistimos, lemos e comentamos, pois não creiam que há saúde em comentar o infortúnio alheio; nunca haverá alegria na vida daquele que tem prazer nessas leituras. ‘Onde está seu tesouro, lá estará seu coração.’ É por isso que a religião faz bem para algumas pessoas e essa reunião faz bem para todos os presentes.

 

Pense diferente e você viverá diferente. Pense na mensagem cristã, pois cada vez que você vivenciá-la, você será mais feliz. Que essas horas aqui passadas sejam edificantes.”
 




100 ANOS CHICO XAVIER

EXPOSIÇÃO SOBRE A VIDA DO MÉDIUM MINEIRO

 

 

Do dia 13 de julho a 1° de agosto, mais de  4000 pessoas tiveram a oportunidade de visitar as obras do artista plástico Napoleão Figueiredo, na Galeria Arlinda Corrêa Lima – Palácio das Artes, que retratam a vida do maior médium espírita brasileiro: Francisco Cândido Xavier (1910 – 2002). A exposição, que reuniu 38 telas a óleo de personagens e fatos marcantes da história de Chico Xavier, foi uma realização da União Espírita Mineira e Versátil Vídeo Spirite como forma de homenagear o primeiro centenário de nascimento do médium.

 

Dentre as obras retratadas estão momentos da infância de Chico nos quais presenciou a aparição de sua mãe já desencarnada, além de retratos dos mentores espirituais e amigos do médium que muito contribuíram para a orientação de seus trabalhos mediúnicos e para a divulgação do Movimento Espírita Brasileiro. Exemplo de amor e bondade, Chico ajudou milhares de pessoas com suas palavras de consolo e seu exemplo de humildade, transmitindo esperança na certeza da vida após a morte.

 

Colaboração: Janaína Magalhães
 




Reunião de 3° domingo/Convívio espiritual

 

Comentário sobre leitura de Emmanuel

 

A reunião do terceiro domingo do mês de junho iniciou-se com o estudo da lição 40 – “Tempos de confiança” – do livro Caminho, verdade e vida, pelo espírito Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. Nessa lição, nos é colocado o questionamento: “Onde está a vossa fé?”. Quando nos vemos numa situação como uma tempestade, tal quadro nos sugere ponderações de alto alcance. Estamos falando da confiança quando tudo parece perdido, já que não é preciso exercitar o otimismo quando tudo está bem, mas sim quando somos colocados à prova, e por isso a amizade é difícil de se verificar em momentos de dificuldade. Mas é infinita a misericórdia celestial. Deus nunca nos desampara, Ele sempre nos prepara, de forma que outros obstáculos virão até que o discípulo aprenda a lidar com suas vicissitudes.

Se pensarmos nos tempos de hoje, com toda a conjuntura cultural e socioeconômica da nossa sociedade, nos indagaríamos: “Este é um tempo de confiança?” Talvez diríamos que não. Segundo Emmanuel, o tempo de confiança tem que ser construído dentro de cada um de nós, buscando a fé que habita em nossos corações e que nos fará compreender a vida, sempre acompanhada do amor que acredita. Essa é a fé raciocinada, que reflete, investiga, busca compreender mais, porque quer saber e transformar, pois é o estudo que vai abrir nossos horizontes; estudar no sentido de ler a vida, compreender os fatos que não mudam e que possuem correlação direta com a nossa existência; estudar porque temos o desejo de crescer e caminhar em direção a Ele. Somos filhos de Deus e temos em nós a marca de nosso Pai. Emmanuel nos esclarece que a fé é instrumento útil. Se pensarmos nos testemunhos dos grandes espíritos, podemos pensar que somos muito pequenos, mas temos condição de, no nosso dia a dia, dar nossos “pequenos” testemunhos. A fé é medicamento, em doses diárias, em pequenas gotas de otimismo, revisitada todos os dias, em todos os momentos.

 

Duas são as formas de cultivamos nosso tempo de confiança em nós mesmos: acompanhar Jesus Cristo, trazendo o Evangelho para nosso dia a dia, transportando os ensinamentos do campo intelectual para o coração; examinar a nós mesmos, pois só conhecemos a dimensão da nossa fé quando precisamos dela. Devemos, então, caminhar sempre, trabalhando nossas dificuldades e divulgando a nossa fé por meio dos nossos atos.

 

Relatos da espiritualidade

 

Nesta reunião do dia 20 de junho, especialmente, nossa espiritualidade amiga agradeceu a presença de todos, por priorizarem a alegria do espírito, a qual será guardada no coração de cada um. Foi dito pela espiritualidade que em um jogo como o que se realizou naquele dia (jogo de futebol do Brasil pela Copa do Mundo), a alegria do gol é festejada com fogos de artifício, mas que nesta reunião todos os presentes, todos que optaram pelo Cristo foram recebidos com chuvas de rosas.

 

Alguns pontos importantes foram levantados para reflexão no lar:

 

Quando pensamos, emitimos vibrações eletromagnéticas, e nos ligamos àqueles que possuem afinidades com as nossas vibrações. Assim, o que fazer para que nossos pensamentos afinizem de forma mais positiva? Devemos pensar sempre o melhor, vibrar em favor do bem, com atitudes diárias de alegria, gratidão, tolerância, indulgência. Há dias em que levantamos bem e, no decorrer, nos percebemos impacientes, intolerantes. O que fazer nesses momentos? Primeiramente, conhecer a si mesmo muito bem para distinguir o que é nosso do que captamos das ondas vibracionais. Assim, parar um minuto, respirar, para que voltemos ao nosso eixo. Aceitando as dificuldades e fortalecendo a confiança, as dificuldades passarão. Quando nos conhecemos melhor, fica mais fácil compreender e exercitar o vigiai e orai. Quando nos conhecemos melhor, fica fácil entender por que antes de vir para uma tarefa precisamos nos preparar. Como ainda não conseguimos manter nosso equilíbrio em qualquer lugar que estivermos, devemos prestar mais atenção aos lugares que freqüentamos e às ondas eletromagnéticas que nos circundam e, se elas não condizem com o que somos, devemos nos equilibrar para que essa onda se vá e continuemos nossa caminhada.

 

Os espíritos amigos disseram também que o espírita não pode parar no tempo, é preciso sempre estudar o Livro dos espíritos, o Livro dos médiuns, o Evangelho. Sempre é recomendada nos receituários a leitura de livros como Evolução em dois mundos, A caminho da luz, pois é importante que os espíritas despertem. Fraternidade, caridade, compaixão: o espírita que não tem condições de vivenciar isso ainda tem muito o que aprender, mas, mais cedo ou mais tarde, todos compreenderão o verdadeiro espiritismo.

 

Foi salientado também que a visita aos lares e hospitais é um dos pilares da nossa Fraternidade, e foi pedida muita disciplina às nossas equipes.

 

Dessa forma, pode-se dizer que o cerne da reunião foi o despertar do espírito, pois na fala de nossos mentores amigos isso transpareceu o tempo todo. A Fraternidade Espírita Irmão Glacus é uma grande família, em que todos devem se amar e se perdoar, se compreender e se ajudar. Se um irmão errou, vamos corrigir, ensinar, pois é assim que Deus faz conosco por meio da oportunidade da reencarnação. Procuremos nos aprimorar cada vez mais, trabalhando com amor e dedicação, ajudando a caminhar para Jesus. Cuidemos bem da nossa Fraternidade e da Fundação, pois elas são celeiro de trabalho e paz. Que Jesus nos ilumine e intua para que possamos realizar tudo aquilo que nos é necessário!

 

Colaboração: Márcia Romano




Forró da FEIG bate seu próprio record de animação

 Aconteceu no dia 19 de junho mais um forró animadíssimo da Fraternidade Espírita Irmão Glacus. Nem o frio conseguiu baixar a temperatura elevada pelo calor humano dos participantes e voluntários da festa. Além dos cartazes e bandeirinhas doados e feitos pelos próprios alunos e seus familiares, o pátio do Colégio Espírita Rubens Costa Romanelli foi enfeitado com um colorido todo especial. O diferencial deste ano foi o tema e as cores da copa do mundo 2010.

 As barraquinhas já estavam prontas desde as 13 horas esperando o forró começar. O bazar deste ano também merece atenção, já que assim que iniciou a festa as pessoas já faziam fila na porta para comprar os mais variados objetos, desde roupas a utensílios domésticos, tudo novo, a preços bem acessíveis.

 

 

Ao som de muita música junina, as quadrilhas começaram pelas crianças do Centro de Educação Infantil Irmão José Grosso, passaram pela dança da copa do Mundo com os alunos do ensino fundamental do Colégio Rubens Romanelli e fecharam com os jovens do ensino médio. O trabalho dos tarefeiros e amigos abnegados dos dois planos da vida é que fez o Forró da FEIG bater o seu record de animação, comprometimento, dedicação, união, humildade, caridade e amor!

 

Colaboração: Janaína Magalhães e Keila Brenda




Seminário Culto do Evangelho no Lar

 

 

No dia 13/06 aconteceu na FEIG o Seminário sobre Culto do Evangelho no Lar. O expositor Marcelo Orsini iniciou sua abordagem falando sobre nosso universo interior e o discernimento necessário que deve guiar nossas ações e pensamentos. Justamente da conveniência de “vigiarmos” constantemente vem a necessidade do estudo do Evangelho de Jesus, que é uma referência em nossas vidas. Estudo + reflexão + ação seria a tríade imprescindível neste processo de burilamento interior. No caso da vida em família, é necessário um esforço ainda maior para nos afinizarmos com aquelas criaturas que conosco convivem devido a uma programação espiritual precedente. Por isso, é aconselhável que não adiemos compromissos imprescindíveis com o outro e conosco mesmos.

 

Após essa introdução, o palestrante falou sobre a metodologia espírita para estudar o Evangelho no lar, que consiste em interromper nossa vida diária para tratar das coisas de Deus, em conjunto com aqueles familiares que assim o desejarem, ou mesmo individualmente, buscando obedecer ao ensinamento do Cristo que pede que nos transformemos. Quanto à preparação, no dia da realização do culto no lar (lembrando que o dia e o horário devem ser sempre os mesmos, de modo disciplinado), é necessário organizarmos os livros que vamos utilizar (o Evangelho e uma leitura subsidiária, das obras de Chico Xavier, por exemplo), a água que será fluidificada e, sobretudo, o nosso campo íntimo, dizendo-nos ao longo deste dia: “Hoje é dia de culto”. Isso significa não nos envolvermos em contendas, não cultivarmos maus pensamentos, enfim, fazermos uma assepsia moral. É importante ter a consciência de que os espíritos contam conosco, pois, conforme relatos da própria espiritualidade, muitas vezes os lares se transformam em posto de socorro não somente para os encarnados, mas também para os espíritos que conosco participam.

 

Depois da exposição, dois adolescentes da Mocidade da FEIG apresentaram um número teatral a respeito da prece, do culto no lar e da influência dos espíritos. Em seguida, foi lida uma mensagem do livro Luz no lar a respeito da importância do Culto no Lar e como abrange também os lares ao redor de onde é realizado.

 

Baixar Áudio (gravar no computador)




IX SEMINÁRIO SOBRE A MEDIUNIDADE

 

O Espiritismo situa o trato com o fenômeno mediúnico em tarefa da mais alta responsabilidade. É sabido que a mediunidade não é uma exclusividade dos espíritas, estando presente em toda a humanidade, em todas as épocas de sua história. Todavia, o advento da Doutrina dos Espíritos lhe conferiu o devido lugar, na pauta das atividades a serviço do Cristo, uma vez que por seu intermédio é possível não apenas receber instruções de entidades superiores, como ainda manter contato com irmãos desencarnados carentes de orientação e de consolo.

 

 

 

O Departamento Mediúnico da Fraternidade Espírita Irmão Glacus, ciente de seu papel tutorial para com os médiuns da instituição, tem atuado em várias frentes no sentido de promover o desenvolvimento e a educação da faculdade mediúnica dos seus mais de duzentos colaboradores, sempre evidenciando a necessidade do preceito mediunidade com Jesus, que pressupõe a disciplina da sua prática em ambiente seguro, o estudo sistematizado do Espiritismo e do Evangelho e a vida moral equilibrada do médium.

 

Por motivos tão relevantes como esses, periodicamente são promovidos encontros com os médiuns da Casa, oportunidade para convívio, debates e estudos da mediunidade, visando a unificação do exercício mediúnico dentro do modelo mais apropriado e o estímulo aos integrantes deste grupo, muitos deles ainda jovens, para que perseverem com segurança os seus objetivos mais nobres.

 

Sendo assim, no mês de abril foi realizado na FEIG o IX Seminário sobre Mediunidade, cujo tema central foi “Importância do Estudo e do Trabalho para o Médium”, com base no livro Consciência e Mediunidade, publicado pelo Projeto Manoel Philomeno de Miranda. O expositor convidado foi Wagner Gomes da Paixão, que abordou o assunto com muita propriedade, cuja palestra foi registrada e pode ser reproduzida em duas partes no sítio Espiritismo BH (www.espiritismobh.net).

 

Com eventos deste tipo, a FEIG objetiva dar a sua contribuição para a formação de médiuns plenamente alinhados com a boa prática mediúnica, segundo o Espiritismo, que presume a atuação consciente e humilde do intermediário dos espíritos, sem personalismos, com total dedicação ao estudo, à sua formação moral e à caridade desinteressada.




III CONGRESSO ESPÍRITA BRASILEIRO

MEDIUNIDADE E CARIDADE COM JESUS E KARDEC

100 ANOS – CHICO XAVIER

 

Nos dias 16, 17 e 18 de abril de 2010, aproximadamente cinco mil pessoas se reuniram em Brasília, Planalto Central, a fim de homenagear os Cem Anos de Nascimento de Francisco Cândido Xavier, com o tema: Mediunidade e Caridade com Jesus e Kardec.

 

Graças à iniciativa e ao trabalho inolvidável da Federação Espírita Brasileira, o evento contou com a participação de inúmeros artistas, oradores de renome dentro do Movimento Espírita, bem como amigos e parentes do médium mineiro.

 

Nesses três dias consecutivos, uma mistura de alegria, paz, tranqüilidade e, sobretudo, amor, impulsionou as atividades do III Congresso Espírita Brasileiro, desde a abertura oficial com a presença de autoridades governamentais, inclusive o Vice-Presidente da República, José de Alencar, até o último dia com um coral de 300 vozes exortou a passagem de Chico na Terra, antes da palestra final do orador e médium baiano, Divaldo Pereira Franco, que versou sobre o tema: Chico Xavier – O Mensageiro da Paz. 

 

Durante o Congresso, além dos muitos estudos sobre a Doutrina Espírita e os exemplos legados pelo homenageado, houve o lançamento de diversas peças alusivas ao Centenário de Chico: o selo, lançado pelos Correios, a moeda, cunhada pela Casa da Moeda do Brasil, camisetas, canecas, bolsas, pastas, livros, CDs e DVDs, homenageando merecidamente o nosso querido Chico Amor Xavier.

 

Estivemos presentes e tivemos a grata satisfação de entrevistar diversos confrades que trouxeram suas impressões, suas experiências, seus conhecimentos acerca do venerando apóstolo da mediunidade. 

“É gratificante ver que a Casa Mater do Espiritismo no Brasil está levando Chico Xavier para o povo brasileiro. (...) porque Chico Xavier era do povo, vai ser do povo pela vida toda, a exemplo de Jesus”. – Eurípedes Higino dos Reis – filho do coração de Francisco Cândido Xavier.
Na solenidade de abertura, o Vice-Presidente da República assumiu a tribuna e relembrou notável frase de Cervantes: “A humildade é a mais importante de todas as virtudes e tão importante que, sem ela, não há virtude que o seja”.

 “É gratificante ver que a Casa Mater do Espiritismo no Brasil está levando Chico Xavier para o povo brasileiro. (...) porque Chico Xavier era do povo, vai ser do povo pela vida toda, a exemplo de Jesus”. – Eurípedes Higino dos Reis – filho do coração de Francisco Cândido Xavier.
Na solenidade de abertura, o Vice-Presidente da República assumiu a tribuna e relembrou notável frase de Cervantes: “A humildade é a mais importante de todas as virtudes e tão importante que, sem ela, não há virtude que o seja”.

                Marival Veloso

                José de Alencar

E arrematou:

 

“Chico Xavier era a própria humildade, daí a razão pela qual ele alcançou toda essa grandeza nacional”. José de Alencar – Vice-Presidente da República.

 

O Presidente da União Espírita Mineira esteve presente todo o evento e realizou conferência no dia 17 de abril de 2010 cujo tema foi: A Poesia Mediúnica na Obra Psicografada por Chico Xavier, ocasião em que o dedicado irmão declamou, emocionado, duas belíssimas poesias de Castro Alves, uma escrita antes e a outra escrita após o seu desencarne.

 

Em entrevista, ele teve oportunidade de asseverar:

 

“Eu acredito que a frase que define o Chico é curtinha: Amor – Um homem chamado Amor. Isso resume tudo”. Marival Veloso de Matos – Presidente da União Espírita Mineira.

 

Os congressistas ficaram entusiasmados quando, na noite de sexta-feira, no dia 16 de abril de 2010, foi exibido o making-off e o trailler do filme Nosso Lar com a presença de diversos artistas, inclusive de Renato Prieto, que interpreta André Luiz na película cinematográfica.

 
 

 

Iafia Britz

 

Banner filme Nosso Lar

Com previsão para o lançamento no dia 03 de setembro de 2010, a produtora do filme Iafia Britz afirmou emocionada: “O filme já está gravado, mas passamos à segunda fase, que é a de levar essa obra para o público. Vocês fazem parte da nossa equipe (...). E gostaria de pedir a todos vocês que fossem células multiplicadoras dessa mensagem de esperança que nós queremos levar para todo o Brasil e, se Deus quiser, para todo o Mundo”. Iafia Britz – produtora do filme Nosso Lar.

 

Dentre as apresentações musicais tivemos o prazer de escutar Nando Cordel, renomado artista brasileiro, compositor de belíssimas canções muito conhecidas no mercado fonográfico nacional e televisivo. Espírita, Nando trouxe sua valiosa contribuição, tocando os nossos corações com mensagens de cunho evangélico-doutrinário entoadas em suas canções.

 

Nando Cordel

Raul Teixeira

Raul Teixeira, orador e médium espírita, asseverou: “a postura de Chico que mais me marcou é quando ele afirma que era um mensageiro dos Espíritos, uma amanuência dos Espíritos. Quando Chico diz isso, ele exprime toda a sua simplicidade”. Raul Teixeira – orador e médium espírita.

 

Como era de se esperar, naquele evento grandioso, que mais de 10 milhões de expectadores tiveram oportunidade de acompanhar ao vivo pela TV CEI - (www.tvcei.com) - em parceria com diversas emissoras em 120 países, o homenageado não poderia faltar.

 

Segundo médiuns videntes integrantes da direção do evento, Chico foi visto por várias vezes, durante o Congresso, não só no Salão principal, mas nos corredores do Centro de Convenções Ulisses Guimarães, transmitindo a sua gratidão aos congressistas.

 

Para abrilhantar o evento, o médium mineiro Wagner Gomes da Paixão serviu de instrumento para que o Cisco de Deus pudesse, durante a conferência de Raul Teixeira, enviar comovedora página:

“O Chico, que todos vocês identificam com a inalterável bondade de suas almas tão queridas, não é mais que a projeção dos potenciais que brotam, belos e imorredouros, de seus sentimentos já convertidos ao Nosso Senhor Jesus Cristo”. Pequeno trecho da mensagem ditada por Chico Xavier ao médium Wagner Gomes da Paixão.

 

Por fim, a Espiritualidade Maior brindou a todos com a palavra arregimentadora e unificadora de Bezerra de Menezes, por intermédio da psicofonia de Divaldo Franco, e convidou o imenso público à profunda reflexão em torno da Política e do projeto “Brasil, Coração do Mundo! Pátria do Evangelho!”, por meio de mensagem progressista do Presidente Juscelino Kubitschek, psicografada, também, pelo médium mineiro e orador espírita Wagner Gomes da Paixão. 

Por fim, a Espiritualidade Maior brindou a todos com a palavra arregimentadora e unificadora de Bezerra de Menezes, por intermédio da psicofonia de Divaldo Franco, e convidou o imenso público à profunda reflexão em torno da Política e do projeto “Brasil, Coração do Mundo! Pátria do Evangelho!”, por meio de mensagem progressista do Presidente Juscelino Kubitschek, psicografada, também, pelo médium mineiro e orador espírita Wagner Gomes da Paixão.

Após quatro dias de trabalho, imersos em intensas vibrações de paz, de amor e de muito aprendizado doutrinário, colhemos inúmeras entrevistas, fotos e diversos depoimentos, artigos que, posteriormente, serão enfeixados em um livro. E pelo apoio recebido, gostaríamos de agradecer, penhoradamente, à Equipe de Imprensa da Federação Espírita Brasileira, especialmente a Geraldo Campetti, a Mayara Paz e a Ana Morelli, que nos receberam de forma acolhedora e fraterna, dando-nos o suporte necessário para que a nossa cobertura transcorresse bem.

 

Esperamos que o caro internauta tenha tido uma visão panorâmica daquele evento magnífico e possa ter viajado conosco nestas linhas, que pretendeu dar continuidade à inesquecível homenagem dirigida pela FEB, no Planalto Central, a Francisco Cândido Xavier.

 

Muita paz!

Wellerson Santos

 

Fotografia:

Lincoln Junio de Oliveira Macedo

Charles Alexandre Simões Pires




A reunião de convívio espiritual deste mês de maio iniciou-se com uma homenagem do Departamento Artístico às mães. Embalados pelo som harmonioso do grupo musical, foram ditas mensagens de amor e esperança aos presentes. Mensagens estas que nos exortaram a não desanimar, a prosseguir, apesar das dificuldades, amparando-nos no exemplo do nosso Mestre Jesus.

 

Várias reflexões foram feitas sobre o papel grandioso de sermos pais, mães e filhos: o que temos feito para honrar nossos pais? Que exemplo temos dado aos nossos filhos? Nesse momento vem a lembrança da Mãe Maior, símbolo de força, fé e amor incondicional, Maria, mãe de Jesus. Aquela que, apesar de todas as dificuldades e sofrimento, amparou seu filho durante toda a trajetória terrena e a quem nos dirigimos com toda a humildade e rogamos pelas suas bênçãos de luz.

 

Com as mensagens trazidas pelos espíritos amigos da FEIG, percebemos o amparo de todos eles e o quão importante é o papel de cada um de nós nas tarefas da Casa. Somos o tempo todo chamados à caridade, a “servir uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu”, tendo Jesus “como nossa bússola para o crescimento espiritual”.

 

O convite de “levantar e renovar-se intimamente”, que nos traz o espiritismo, nos é feito diariamente, seja no seio de nossa família, ao nos relacionarmos com nosso próximo com paciência e perdão das ofensas, seja não nos melindrando com facilidade, não julgando, e aceitando o outro como ele é.
São Paulo, que compreendeu tão profundamente o significado da caridade, nos diz: “Se eu falar as línguas dos anjos; se tiver o dom de profecia, e penetrar todos os mistérios; se tiver toda a fé possível, a ponto de transportar montanhas, mas não tiver caridade, nada sou.”

 

Sejamos, portanto, caridosos com nosso próximo e continuemos avançando rumo ao bem. Avante, irmãos!!!

Colaboração: Janaína Magalhães




Influenciações espirituais sutis

 

Sempre que você experimente um estado de espírito tendente ao derrotismo, perdurado há várias horas, sem causa orgânica ou moral de destaque, avente a hipótese de uma influenciação espiritual sutil.
Seja claro consigo para auxiliar os Mentores Espirituais a socorrer você. Essa é a verdadeira ocasião de humildade, da prece, do passe.

 

Dentre os fatores que mais revelam essa condição da alma, incluem-se:

 

   - dificuldade de concentrar idéias em motivos otimistas;

 

   - ausência de ambiente íntimo para elevar sentimentos em oração ou concentrar-se em leitura edificante;

 

   - indisposição inexplicável, tristeza sem razão aparente e pressentimentos de desastres imediatos

 

  - aborrecimentos imanifestos por não encontrar semelhantes ou assuntos sobre quem ou o que descarregá-los;

 

   - pessimismos sub-reptícios, irritações surdas, queixas, exageros de sensibilidade e aptidão a condenar quem não tem culpa;

 

   - interpretação forçada de fatos e atitudes suas ou dos outros, que você sabe não corresponder à realidade;
hiperemotividade ou depressão raiando na iminência de pranto;

 

   - ânsia de investir-se no papel de vítima ou de tomar uma posição absurda de automartírio;

 

  - teimosia em não aceitar, para você mesmo, que haja influenciação espiritual para consigo, mas passados minutos ou horas do acontecimento, vêm-lhe a mudança de impulsos, o arrependimento, a recomposição do tom mental e, não raro, a constatação de que é tarde para desfazer o erro consumado.

São sempre acompanhamentos discretos e eventuais por parte do desencarnado e imperceptíveis ao encarnado pela finura do processo.

 

O Espírito pode estar tão inconsciente de seus atos que os efeitos negativos se fazem sentir como se fossem desenvolvidos pela própria pessoa.

 

Quando o influenciador é consciente, a ocorrência é preparada com antecedência e meticulosidade, às vezes, dias e semanas antes do sorrateiro assalto, marcado para a oportunidade de encontro em perspectiva, conversação, recebimento de carta clímax de negócio ou crise imprevista de serviço.

 

Não se sabe o que tem causado maior dano à Humanidade: se as obsessões espetaculares, individuais e coletivas, que todos percebem e ajudam a desfazer ou isolar, ou se essas meio-obsessões de quase obsidiados, despercebidas, contudo bem mais frequentes, que minam as energias de uma só criatura incauta, mas influenciando o roteiro de legiões de outras. Quantas desavenças, separações e fracassos não surgem assim?
Estude em sua existência se nessa última quinzena você não esteve em alguma circunstância com características de influenciação espiritual sutil. Estude e ajude a você mesmo.

 

(De Estude e Viva, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz)
 




 

Ao som de boa música e motivados pela vontade de ajudar, uma “colméia” de 90 operários da paz realizaram o 12º Café Colonial da Fraternidade Espírita Irmão Glacus (FEIG). O evento ocorreu no dia 28 de março, no Clube dos Oficiais da Polícia Militar, no bairro Prado, em Belo Horizonte, e contou com a participação de 700 convidados – todos os convites vendidos.

 

Tudo o que foi servido – variedades de tortas, biscoitos, frios, sucos, chás e cafés – foi fruto de doação por parte dos colaboradores da FEIG. O Bazar de Novos, que vem sendo realizado junto ao Café há 10 anos, é uma atração à parte, oferecendo roupas, artigos de presentes e de utilidades domésticas a preços simbólicos. Os recursos totais arrecadados pelo evento são destinados às obras sociais da Casa, sendo que os lucros do Bazar, o qual foi criado apenas como atrativo para o evento, hoje representam cerca de 50% do montante. Os produtos vendidos são doações recebidas pela Fraternidade ao longo do ano.

 

O Café Colonial – junto ao Jantar Dançante e ao Forró – é um dos três eventos externos que envolvem a captação de recursos, já que tudo o que a Fraternidade realiza é por meio de doações. O importante é o carinho que os tarefeiros têm com a organização do evento, pois, assim como todas as atividades empreendidas pela Casa, tudo foi organizado por voluntários. E, a cada ano, a equipe aprende mais e se esforça para que dê tudo certo. O objetivo e a essência de eventos como o Café Colonial é contribuir para que a Fraternidade Espírita Irmão Glacus possa continuar cumprindo seu compromisso de fraternidade com o ser humano.

 

Colaboração: Márcia Romano




 

 

No último sábado, dia 27/03, foi realizado um trabalho sobre higiene e cuidados com corpo físico com as crianças assistidas pela FEIG e freqüentadoras da Evangelização Infantil. Ao final das atividades, as crianças receberam um kit, doado por uma ONG de Belo Horizonte, contendo escova, creme e fio dental, sabonete, cotonete, shampoo e desodorante.

 

As crianças foram orientadas sobre a correta forma de utilizar seu kit e assim valorizar e cuidar bem de seu corpo físico, fundamental instrumento de nossa evolução. 




A primeira edição de "O  Livro dos Espíritos", era em formato grande, in-8º, com 176 páginas de texto, e  apresentava o assunto distribuído em duas colunas. Quinhentas e uma perguntas e respectivas respostas estavam contidas nas três partes em que então se dividia a obra: "Doutrina Espírita", "Leis Morais", "Esperanças e Consolações". A primeira parte tem dez capítulos; a segunda, onze; e a terceira, três. Cinco páginas eram  ocupadas com interessante índice alfabético das matérias, índice que nas edições seguintes foi cancelado.

 

"No momento de publicá-lo - diz H. Sausse (24) -, o Autor ficou muito embaraçado em resolver como o  assinaria, se com o seu nome - Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou com um  pseudônimo. Sendo o seu nome muito conhecido do mundo científico, em virtude dos seus trabalhos anteriores, e podendo originar confusão, talvez mesmo prejudicar o êxito do empreendimento, ele adotou o alvitre de o assinar com o nome de Allan Kardec, nome que, segundo lhe revelara o guia, ele tivera ao tempo dos druidas."

 

Sausse explica, noutro lugar de sua obra, que Z..., o Espírito protetor do Professor Rivail, é quem fez a revelação acima, tendo Z... (ou Zéfiro) acrescentado que ambos viveram juntos nas Gálias, unindo-os, desde então, uma amizade que os séculos fortaleceriam ainda mais.

 

Foi assim que o surgimento de "O Livro dos Espíritos", fruto de revelações dos Invisíveis - "observadas, comparadas e julgadas" -, tornou duplamente histórica a data de 18 de abril de 1857, pois o nome Allan Kardec identificava o Missionário Máximo do Espiritismo, nascido no mundo dos homens com o livro divulgador da respectiva filosofia.

A crítica malévola dos adversários do Espiritismo não deixou passar sem animadversão o pseudônimo do  Professor Rivail. Já em 1857, este se preocupava em prestar esclarecimentos sobre o assunto (25). O Dr. Sylvino Canuto Abreu, residente na cidade de São Paulo, possui em seus arquivos o rascunho, escrito pelo próprio punho do Codificador, de uma carta por ele dirigida a Tiedeman, em 27 de outubro de 1857, nos seguintes termos:

 

"Duas palavras ainda a  propósito do pseudônimo. Direi primeiramente que neste assunto lancei mão de um  artifício, uma vez que dentre 100 escritores há sempre 3/4 que não são conhecidos por seus nomes verdadeiros, com a só diferença de que a maior parte toma apelidos de pura fantasia, enquanto que o pseudônimo Allan Kardec guarda  uma certa significação, podendo eu reivindicá-lo como próprio em nome da Doutrina. Digo mais: ele engloba todo um ensinamento cujo conhecimento por parte do público reservo-me o direito de protelar... Existe, aliás, um motivo que a tudo orienta: não tomei esta atitude sem consultar os Espíritos, uma vez que nada faço sem lhes ouvir a opinião. E isto o fiz por diversas vezes e através de  diferentes médiuns, e não somente eles autorizaram esta medida, como também a aprovaram." (26)

 

Somente dezoito anos depois da publicação de "O Livro dos Espíritos" surgiria a oportunidade que os  inimigos da Doutrina Espírita esperavam para atacar publicamente e sem rebuços a onomatópose do Codificador. A história desse ataque foi resumida em "Reformador" de dezembro de 1975, às páginas 20 e 21, donde tiramos os seguintes trechos:

 

"Cinco anos após a desencarnação de Allan Kardec, a "Revue Spirite" publicou inúmeros artigos sobre  fotografia de Espíritos, ilustrando-os, bem assim as notas informativas que a respeito estampava, com as fotos das pessoas que posavam para os fotógrafos (Buguet - médium - e Firman), e junto às quais apareciam amigos ou parentes desencarnados. Uma das fotografias, de Madame Allan Kardec, trazia a imagem do Codificador do Espiritismo, ostentando uma mensagem em francês, transcrita também na "Revue Spirite". No ano seguinte - 1875 -, precisamente no dia 16 de  junho, quarta-feira, instaurava-se um processo que ficaria célebre: o Procès des Spirites (Processo dos Espíritas), movido em Paris, pelo Ministério Público,  contra Buguet, Firman e, também (e especialmente, é óbvio), Pierre-Gaëtan  Leymarie. ( ... ) O Procès des Spirites é algo tenebroso, autêntica peça inquisitorial, só concebível de ter existido nos distantes tempos da Idade Média. As próprias autoridades judiciais se permitiram dialogar de forma  desrespeitosa com os acusados, avançando conclusões e, mesmo, desvirtuando informações, com o intuito indisfarçado de prejulgar. Nem sequer a viúva Allan Kardec, que prestou declarações como testemunha intimada a comparecer a interrogatório, teve o tratamento devido aos seus cabelos brancos, conforme  protesto verbal, na hora, e escrito, que exigiu fosse exarado nos autos respectivos." (27)

 

Do mencionado interrogatório, a que foi submetida a viúva Kardec, constam as seguintes perguntas e respostas, relativas ao pseudônimo do Codificador:

 

Juiz Millet - Afinal, em que época o Sr. Rivail adotou o nome de Allan Kardec?
Sra. Rivail - Por volta de 1857.
Juiz Millet - Onde buscou ele esse nome? Num manual de bruxaria?
Sra. Rivail - Não sei o que o Sr. pretende dizer.
Juiz Millet - Nós conhecemos as origens dos livros de seu marido; ele se valeu sobretudo de um manual de bruxaria de 1522, de um outro livro intitulado Alberti... e de outros.
Sra. Rivail - Todos os livros de meu marido foram criados por ele, com a ajuda de médiuns e evocações. Não conheço nenhum dos livros a que o Sr. se refere.
Juiz Millet - Nós os conhecemos; o nome de Allan Kardec, que seu marido adotou, é o nome  de uma grande floresta da Bretanha (28). A Sra. erigiu a seu esposo um túmulo no Père-Lachaise e nele colocou o nome de Allan Kardec; está convencida de que ele foi tal?
Sra. Rivail - Eu creio que não se deve gracejar sobre isso. Não é agradável ver rir de tais coisas.
Juiz Millet - Nós não estimamos as pessoas que se apropriam de nomes que não lhes pertencem, escritores que pilham de obras antigas, que ludibriam o espírito público.
Sra. Rivail - Todos os literatos usam pseudônimos; meu marido nada  pilhou.
Juiz Millet - Foi um compilador, não um literato; um homem que fez magia negra ou branca; fique sentada!  (29)

 

O que a cega e irreverente malevolência dos acusadores do Codificador sempre fez questão de esquecer é que o uso de pseudônimo sempre foi, é e será comum em toda parte. Não são apenas aos literatos que os utilizam; a prática também é vulgar entre os artistas e até entre os políticos. Os monarcas e os Papas se dão novos nomes quando são coroados. Nas ordens religiosas católicas trocam-se os nomes dos que fazem votos. E as pessoas de todos os povos, em todos os países do mundo, usam corriqueiramente apelidos familiares ou sociais.

 

A verdade é que, ao adotar o pseudônimo de Kardec, o Professor Hippolyte Léon Denizard Rivail deu  valioso testemunho não somente de fé, mas igualmente de humildade, pois seu nome civil era dos mais ilustres da França. Ele descendia de antiga e conceituada família, cujos membros brilharam na advocacia e na magistratura.

 

Uma pessoa com tantos méritos e nome tão ilustre não precisava ocultar-se, senão por nobres razões, por trás de um pseudônimo.

 

Se Allan Kardec não fora um austero sacerdote druida, teria sido talvez, no começo da era cristã, um  daqueles jovens gauleses que, esquecidos da língua dos pais, disputavam entre si, em grego ou latim, a palma da eloqüência nos chamados "ludi miscelli", espécie de torneios oratórios instituídos por Calígula em Lugdunum (Lião). Esta cidade tornara-se para a Gália qual foco literário cujo brilho radiava ao longe. Sábios romanos ali fixaram residência, foram fundadas livrarias e, a exemplo de Roma, a capital das Gálias tinha, também, seus professores livres e suas escolas municipais onde se ensinavam as gramáticas grega e latina, a  retórica e a poesia.

 

(24) Henri Sausse: "Biographie d'Allan  Kardec", 4me édition, página 32.

 

(25) Em "Reformador" de 1976 (novembro, pp. 331/333), no artigo "Rivail - o direito de ser Kardec", antecipáramos considerações e referências sobre o pseudônimo de H.L.D. Rivail, aqui  formuladas.

 

(26) Esse Sr. Tiedeman, destinatário da carta, parece ser o mesmo que, à época, hesitou muito em decidir-se a apoiar Rivail, financeiramente, no empreendimento da "Revue Spirite". Mais tarde (vide "Obras  Póstumas", Segunda Parte, nota aos apontamentos da reunião de 15-11-1857, 15ª edição, FEB, p. 294), o Codificador reconheceu fora para ele uma felicidade não ter tido quem lhe fornecesse fundos, pois, "sozinho, eu não tinha que prestar contas a ninguém, embora, pelo que respeitava ao trabalho, me fosse pesada a  tarefa". A Espiritualidade Superior lhe adiantara: "Podes prescindir dele." Pôde, realmente, arcando pessoalmente com todo o ônus da empreitada.

 

A carta aludida, por constituir documento  histórico do Espiritismo, vai transcrita, a seguir, em francês, na parte referente ao pseudônimo:

 

"Deux mots encore sur le pseudonyme. Je  dirai d'abord qu'en cela j'ai suivi un rusage reçu, puisque sur 100 écrivains il  y en a les 3/4 qui ne sont pas connus sous leur véritable nom, avec cette  différence que la plupart prennent des noms de pure fantaisie, tandis que celui  d'Allan Kardec a une signification et que je puis le revendiquer comme mien au  nom de la doctrine. Je dis plus: il renferme tout un enseignement que je me  reserve de faire connaïtre plus tard. ( . . . ) Il y a d'ailleurs une raison qui  domine tout: je n'ai point pris ce parti sans consulter les Esprits, puisque je  ne fais rien sans leur avis. Je 1'ai fait à plusieurs reprises et par différents  médiums; or, ils ont non seulement autorisé, mais approuvé cette mesure."' (O manuscrito integra o rico acervo do arquivo de raridades históricas do Espiritismo, pertencente ao Dr. Canuto Abreu.)

 

(27) O "Procès des Spirites" foi editado pela FEB. Precedendo o inteiro teor do documentário, em francês, há uma "Apresentação", em português, fartamente ilustrada e anotada, que Hermínio C. Miranda preparou (de 123 páginas), a pedido da Federação Espírita Brasileira, resumindo o livro da Sra. Marina P.-G. Leymarie. Esta última parte foi publicada, também, separadamente.

 

(28) O Juiz incorreu em "equívoco": não sendo tão grande, a tal floresta não mereceu registro nos compêndios de Geografia nem nos dicionários e enciclopédias...

 

(29) Eis o protesto escrito da viúva Rivail  (p. 8 do apêndice ao "Procès des Spirites"):

 

"Declaro que o Sr. Presidente da Sétima Câmara Correcional não me deixou livre para bem desenvolver o meu pensamento, pois, em meu interrogatório, introduziu reflexões estranhas ao debate e desejou ridiculizar o Sr. Rivail, conhecido como Allan Kardec, fazendo dele um simples compilador e negando seu título de escritor. Protesto energicamente contra essa  maneira de interrogar e solicito ser ouvida novamente, porque é costume na França respeitar as senhoras, sobretudo quando têm cabelos brancos. Não deveriam  interromper-me e mandar assentar-me, após terem-se divertido com o que considero como inatacável, ou seja, o direito de ter feito construir um túmulo para o meu companheiro de provações, para o esposo estimável e honrado por homens do mais alto valor."

 

Fonte: Allan  Kardec, Vol. II, Zêus Wantuil e Francisco Thiesen
 





A Fraternidade Espírita Irmão Glacus vem recebendo um grande número de doações para as suas obras assistenciais e elas estão paradas porque não está sendo possível organizá-las e separá-las. Para isso, no dia 21/03 realizamos um grande mutirão para separarmos e organizarmos as doações. A saída deu-se da porta da Fraternidade Espírita Irmão Glacus (Rua Henrique Gorceix, 30, Padre Eustáquio), às 8 da manhã, em direção à Fundação (Av. das Américas 777, Bairro Kennedy - Contagem). Posteriormente contaremos os detalhes deste evento, a alegria e a animação do pessoal! Aguardem! 




Avant Première - Filme: Chico Xavier

 

No dia 13 de março de 2010, em Pedro Leopoldo, convidados se reuniram para a solenidade de lançamento do filme Chico Xavier. Estivemos presentes, tendo a oportunidade de entrevistar diversos confrades do Movimento Espírita Brasileiro, bem como o elenco da película cinematográfica.

Apresentamos ao leitor amigo uma panorâmica do evento. Esperamos que goste!

 

Com a presença de vários representantes governamentais, a solenidade de abertura do Avant Première deu a Daniel Filho o diploma de Cidadão Honorário de Pedro Leopoldo. Em seguida, os atores Matheus Costa, Ângelo Antônio e Nelson Xavier, que interpretaram no cinema a vida de Chico Xavier, receberam do público uma moção de palmas devido ao trabalho que realizaram.

 

O filme foi baseado na obra de Marcel Souto Maior – As Vidas de Chico Xavier. Na estréia do filme, que se dará no dia 02 de abril nos principais cinemas do Brasil, concomitantemente será lançado o seu mais novo livro – Chico Xavier – Um filme de Daniel Filho. Este livro, segundo o autor, contará os bastidores, os fenômenos, as transformações ocorridas no período da gravação do longa-metragem. 

 

Comovido, Daniel Filho, ao receber a placa de Cidadão Honorário de Pedro Leopoldo disse: “Ter gravado o filme Chico Xavier foi uma mudança total na minha vida, no meu pensar, na minha maneira de ser”. Dentre outros comentários ele agradeceu a Ruth Perácio, que estava presente ao evento, filha de Carmen e José Perácio, aqueles que foram os responsáveis pelo início da educação mediúnica de Chico. Embargado na voz, relembrou Cidália, a mulher extraordinária, o anjo que Maria João de Deus havia dito ao filho que Jesus mandaria, fazendo menção à irmã de Chico Xavier, ainda viva, que se encontrava presente e que possui o mesmo nome da mãe. “Que mulher, hoje, receberia um homem com treze filhos? Muitos que verão o filme vão pensar que estão vendo uma ficção, mas nós sabemos que ele é uma realidade” – disse o diretor.

 

Ruth Perácio, já citada, nos disse que Chico é um presente que Deus enviou a todos nós. “Nós é que não temos altura ou, então, não fazemos esforço para tentar realizar o que ele fez”.
No transcorrer do evento, tivemos a grata satisfação de colher a opinião de alguns confrades espíritas a respeito do filme e a sua mensagem para o público espírita e não espírita.

  

  
Nestor João Masotti – Presidente da Federação Espírita Brasileira

“Todo trabalho voltado a destacar os valores que a Doutrina Espírita apresenta, tanto doutrinariamente, como com relação aos feitos das pessoas que representam pelo seu trabalho a Doutrina Espírita, são sempre situações altamente positivas. Eu acho que o Movimento Espírita vai receber muito bem este filme, mas não só os espíritas, outras pessoas, e todos nós seremos convidados a avaliar os nossos próprios valores espirituais, diante dos testemunhos, dos exemplos que a obra de Chico Xavier vem desenvolvendo. (...) A mensagem do filme, pelo que me consta, é a mensagem de uma pessoa voltada para o trabalho no campo do bem, que não fez limites ao sacrifício que precisaria fazer, colocou o beneficio ao próximo sempre em prioridade, sacrificou-se naquilo que era necessário. No mundo em que a criatura, ainda, é muita voltada ao egoísmo, em que procura estar sempre em torno dos seus interesses imediatos, eu acho que a mensagem vivida do filme Chico Xavier é um exemplo para todos nós, no mínimo para alguma reflexão. Eu diria até mais, não só um exemplo, mas uma referência para todos aqueles que quiserem realmente começar o seu próprio aprimoramento”.

“O filme Chico Xavier vem reacender dentro do ano do Centenário do Chico toda a importância da sua história de vida, abrindo um espaço para chamar a atenção sobre as suas obras psicográficas. Em vida, Chico Xavier já foi através de suas obras um divisor de águas para o Movimento Espírita Brasileiro e agora nesse conjunto de ações, inclusive neste filme, acreditamos que teremos uma grande revivescência de toda a história, toda a obra e toda a importância do seu exemplo”.

                                                                                         César Perri de Oliveira – Diretor da FEB
 

 

Ricardo Mesquita – Vice-Presidente da FEB

“Efetivamente, o impacto que o filme de Chico Xavier traz é de uma visão não espírita, porque o filme não é espírita. Evidentemente que o link Chico espírita é um link conhecido. Conseqüentemente, o homem de bem, o homem da paz, o homem do amor, o homem Chico Xavier Amor impacta a sensibilidade de qualquer ser humano. Desta forma, nós percebemos que este filme provoca fortes emoções e reflexões, porque um homem daquela envergadura, produzindo o que produziu, sendo espírita, no mínimo leva a criatura a utilizar-se do bom senso, a uma reflexão”.

 

“Nós sabemos que Jesus é o grande modelo da humanidade, é o grande guia, mas de vez em quando a Misericórdia do Pai nos manda ícones para funcionar como modelos mais próximos de nós, mais contemporâneos nossos. Chico é esse grande contemporâneo do século. Então, o filme vem nos mostrar exatamente um roteiro de como ser um homem de bem. O compromisso individual que eu, você, todos temos de nos conduzir perante a bondade infinita do Pai. (...) A mensagem que este filme vai trazer é exatamente mostrar a amplitude da vida. Mostrar que o mais importante não é o rótulo da religião, o mais importante é buscar vivenciar o bem, como Jesus, aliás, muito bem nos ensinou na Parábola do Bom Samaritano”.

Marival Veloso de Matos – Presidente da União Espírita Mineira

 

 

 

 

 

Alguns parentes do nosso amado Chico estavam presentes. Conversamos com Cidália, militante da Casa do Caminho em Sabará, perguntando-lhe qual é o sentimento que o filme Chico Xavier traz para a sua família, vendo a vida de um dos seus membros ser exposta ao Brasil e ao mundo. “Vemos com muita emoção, uma expectativa muito feliz, não só como família, mas como integrantes da família espírita e da família humana que ele sempre adotou para o seu coração, a humanidade que ele sempre amou. Que prestemos bastante atenção nos exemplos de bondade, de perseverança e de determinação de Chico Xavier”. Cidália Xavier Silva – sobrinha de Francisco Cândido Xavier

 

Já Célia Diniz, uma das coordenadoras do evento, militante do Centro Espírita Luiz Gonzaga em Pedro Leopoldo, declarou:

 

“Eu me sinto muito feliz e cheia de esperanças, acho que este filme será um divisor de águas para o Espiritismo. Estamos, hoje, vivendo um momento histórico com toda esta movimentação em torno de Pedro Leopoldo”.

Célia Diniz – Centro Espírita Luiz Gonzaga

 

Logo após a solenidade, o filme Chico Xavier foi exibido para 450 pessoas convidadas que, emocionadas, acompanharam a trajetória do Venerando Apóstolo do Amor – Francisco Cândido Xavier.

 

Ângelo Antônio, que interpretou Chico dos 20 aos 50 anos de idade, disse:

 

“Eu quero guardar as coisas que ele me inspirou, para sempre. Não quero perder mais aquela sensação de ter vivido um pouco da bondade dele, da compaixão, da tolerância. São valores que nós temos na teoria e vemos nele na prática. Então, é lembrar disso, para fazer o meu cotidiano com esta prática, para ser um pouco melhor, um pouquinho mais (...) O filme independe de religião. Nós estamos falando de um ser humano de qualidade que teve atitudes magníficas em sua vida cotidiana. Não é nada transcendente, é simplicidade, é humildade, um ser humano pleno”.                        

                                            Ângelo Antônio – ator

Nelson Xavier, que interpreta a terceira fase da vida de Chico, resumiu as suas considerações dizendo que representar Chico Xavier para ele foi uma grande transformação.

Agradecemos penhoradamente a União Espírita Mineira pela deferência que nos foi concedida, o apoio carinhoso de Célia Diniz, a Assessoria de Impressa do filme Chico Xavier e a todos que nos concederam suas preciosas palavras em nossas entrevistas.

 

Muita paz e alegria!

 

Wellerson Santos

(Fotos: Silvana Oliveira)




Aconteceu nos dias 6, 7 e 14 de março o Curso de Preparação para Evangelizador Infantil 2010. O curso tem como objetivo, além da preparação de novos tarefeiros para completar a equipe do departamento, o aperfeiçoamento dos atuais voluntários da Evangelização Infantil.

 

O processo educativo é dinâmico. As crianças de hoje têm comportamentos, questionamentos e necessidades diferentes de anos atrás, e o evangelizador precisa se adaptar continuamente a isso. Além do curso, o interessado em abraçar a tarefa deve estar na doutrina há pelo menos 1 ano, freqüentar os “Ciclos de palestras” sobre os princípios básicos oferecidos pela casa e, principalmente, estar sempre atualizado. Este ano, o curso traz uma inovação: no ato da inscrição, o participante recebeu um CD com um referencial teórico básico sobre o conteúdo do curso. A idéia é que os participantes tivessem acesso prévio aos temas, com um período de auto-estudo para aproveitar melhor o pouco tempo das palestras.

 

Foram abordados temas fundamentais para a educação de crianças e adolescentes, como a pedagogia de Jesus e a psicologia infantil à luz do espiritismo. No último dia, foi abordado o tema do planejamento de aulas e as iniciativas de que o evangelizador pode se utilizar para desenvolver de modo ainda mais completo o seu trabalho, como por exemplo o manejo adequado das artes, da música, da literatura, de dinâmicas e brincadeiras.

 

 A PEDAGOGIA DE JESUS

 

Pedagogo da Humanidade, o Cristo nos trouxe os princípios eternos da educação com amor.

 

Princípios de aprendizagem :

 

1- Deve se alicerçar no valor da pessoa humana.

“Vós sois a luz do mundo.”  (Mt, 5:14)

 

2- Toda aprendizagem se dá no tempo e é cumulativa.
“Primeiro a erva, depois a espiga e por último o grão cheio na espiga.” (Mc. 4:28)

 

3- O processo ensino aprendizagem tem como fonte o indivíduo e sua situação histórico-cultural.
“A que assemelharemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos?

 

(Mc. 4:30)

4- A aprendizagem deve se basear na descoberta pessoal, concreta, a partir da reflexão em profundidade.

“Quem foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?” (Lc. 10:36)

 

5- A aprendizagem se evidencia na vivência, na demonstração, no comportamento que denota a transformação interior.“

Porquanto cada árvore é reconhecida pelos seus frutos.” (Lc. 6:44)

 

6- Toda aprendizagem conduz o homem à harmonia consigo próprio, com o próximo e com Deus.
“Quem pratica a verdade aproxima-se da Luz.” (Jo. 3:21)

 

7- É no próprio aprendiz que encontramos o “feedback” sobre sua  aprendizagem.

Diálogo de Jesus com o moço rico. (Lc. 18:18-23)

 

8- Toda aprendizagem necessariamente possui momentos de avaliação.
“Aquele dentre vós  que estiver sem pecado, atire a primeira pedra”. (Jo. 8:7)

 

9- O erro é uma parte do processo de aprendizagem e deve ser transformado em estímulo de crescimento.

“Vai e não tornes a pecar.” (Jo. 8:11)

 

10- O ambiente de confiança e respeito é fundamental para a aprendizagem. Por que lhes falas por parábolas?

“Por que a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é dado.” (Mt. 13:10;11)

 

11- A aprendizagem verdadeira conduz à liberdade e à autonomia.

“Conhecereis a verdade e ela vos libertará.” (Jo. 8:32)

 

12- A coerência e o modo de ser do Mestre são igualmente elementos favorecedores da aprendizagem.

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz: eu as conheço e elas me seguem.” (Jo. 10:27)

 

13- O mestre é um aprendiz completo e o aprendiz é um Mestre em potencial.
 “O discípulo não está acima do seu mestre; todo  aquele,porém, que for perfeito será como o seu mestre.” (Lc.6:40)

 

14-Toda aprendizagem significativa é aquisição para o espírito imortal.

(…) “e então retribuirá  a cada um segundo as suas obras.” (Mt. 16:27)

 

Princípios norteadores da Pedagogia de Jesus

 

•    O crescimento pessoal: Jesus identificou e estimulou em cada criatura a oportunidade de encontrar seus próprios valores de crescimento no rumo da perfeição.

 

•    Valorização do contato pessoal: Jesus é o mestre que convive, que participa, que se preocupa com a aprendizagem de seus aprendizes.

 

•    Relação teoria e prática: “Nisso todos reconhecerão que vós sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.”  (Jo.13:35)

 

•    Sentido imanente e transcendente da experiência humana: Todos os nossos atos do cotidiano são contabilizados perante a Justiça Divina.

 

“Em verdade vos afirmo que tudo que o fizestes a um destes pequeninos, a mim o fizestes.”  (Mt.25:40)
A construção da felicidade na vida eterna inicia-se na construção do Reino de Deus na vida terrena, através do cumprimento da Lei de Amor, Justiça e Caridade.

 

“Se queres, porém entrar na vida, guarda os  mandamentos.” (Mt.19:17)

 

A ação pedagógica de Jesus é uma proposta de educação:

 

   a)    Comprometida com a transformação: o reino de Deus deverá ser construído entre os homens, com os homens, pelos homens e apesar dos homens.

 

   b)    Baseada na participação de cada um: Cada pessoa é um sol, é luz, é sal, é herdeiro de Deus e está fadado a perfeição e a felicidade.

 

   c)    Alicerçada na visão do homem integral:Aliando razão e emoção a serviço da busca da perfeição.

 

   d)    Dialógica: Centrada na interrelação pessoal, na construção coletiva dos ideais de fraternidade.

 

   e)    Libertadora: Pela grande finalidade  de auxiliar os homens a deflagrarem o grande vôo da descoberta de sua condição de co-criadores: “Vós sois deuses.” (Jo.10:34)

 

(retirado do site www.pedagogiaespirita.org, coordenado por Walter de Oliveira Alves.




O ESPIRITISMO NA MÍDIA

 

Depois do grande sucesso do filme Bezerra de Menezes, diário de um espírito, realizado com um modesto orçamento, vai ser lançado em 02 de abril, data em que Chico Xavier completaria 100 anos, Chico Xavier, o filme.

 

Há uma grande expectativa para o lançamento. O filme, dirigido por Daniel Filho, tem no elenco: Angelo Antonio, Nelson Xavier –ateu, ele disse que não se converteu, mas que o contato com a vida de Chico e com a doutrina espírita mudou muito sua visão da vida –,Tony Ramos, Christiane Torloni, Giovanna Antonelli, Letícia Sabatella e Paulo Goulart, entre outros.

 

O filme foi baseado no livro As vidas de Chico Xavier, do jornalista Marcel Souto Maior, publicado em 1994. Chico Xavier, o filme acompanha a vida do médium desde a infância em Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte, até a idade adulta (quando é vivido por Ângelo Antônio) e velhice (interpretado por Nelson Xavier).

 

Na tela da TV, a próxima novela da rede Globo no horário das seis será também com temática espírita.  Escrito nas Estrelas terá como protagonista o ator Humberto Martins, um pai atormentado pelo espírito do filho, morto em um acidente, que volta do umbral para atrapalhar sua vida.

 

Segundo informações da Globo, a autora e os principais atores estão estudando as obras do Espírito André Luiz para poderem compor a trama e os personagens. Carlos Vereza também atuará na novela, que terá como temática a obsessão e a lei de causa e efeito, segundo informa a emissora. A novela está com a estréia prevista entre março e abril de 2010.

 

Também em 2010 estréia o filme Nosso Lar, produzido pela FEB e Cinética Filmes americana. O filme tem estréia prevista para o dia 03 de setembro e foi baseado na obra de mesmo nome, psicografada por Chico Xavier .

 

O livro Nosso Lar já esta na 58ª edição e, em breve, alcançará a marca de dois milhões de exemplares vendidos. Para quem ainda não conhece a obra, trata-se do primeiro romance de uma série trazido pelo médium mineiro Chico Xavier em parceria com o espírito do médico André Luiz. Narra sua trajetória depois de desencarnar, passando pela cidade espiritual que dá nome ao livro, até retornar à Terra para rever seus familiares. Em essência, “é a história de um homem que vai aprender a amar a si e aos semelhantes – e a Deus sobre todas as coisas”.

 

No elenco do filme estão Renato Prieto como André Luiz, Paulo Gulart, Othon Bastos, Ana Rosa entre outros.
“O público (...) vai gostar de ver um filme de grande impulso para a difusão da Doutrina Espírita” –, disse Renato Prieto à Folha Espírita de fevereiro de 2010.

 

Como se vê, 2010 promete muito para a Doutrina Espírita. Esperamos que esses materiais possam contribuir tanto para a divulgação do espiritismo quanto para a ampliação de seu entendimento.

 

Colaboração: Flávio Braga.




Nova biblioteca da FEIG

 

 

A Biblioteca Leonardo Baumgratz está de cara nova. Com mais espaço, ampla e arejada, sua infra-estrutura facilita o atendimento ao leitor, proporcionando mais conforto. Serão colocadas mesas para os usuários que quiserem fazer pesquisa in loco.

 

Serão também colocadas à disposição do usuário revistas espíritas para consulta no local. Também para pesquisas no local, ainda estará à disposição a coleção completa da Revista Espírita.

 

Os novos projetos em torno deste espaço giram agora em torno de divulgá-lo e criar campanhas para incentivar a doação de livros. A possibilidade da locação de DVD’s também está em estudo.

 

A Biblioteca continua funcionando no mesmo horário, de segunda a sexta-feira, das 19h às 21h30, aos sábados, das 15h às 17h30 e aos domingos, das 19h às 20h30.

Aguardamos sua visita!




 

No dia 5 de fevereiro de 2010 ocorreram as comemorações a propósito dos 18 anos do Centro de Educação Infantil Irmão José Grosso – o CEI. O aniversário foi festejado com muita emoção e paz. Nossas crianças participaram deste momento festivo com a alegria que lhes é costumeira.

 

Logo no início da festa, após delicada prece da coordenadora, os participantes foram surpreendidos pela presença marcante do grupo Os Mensageiros do Rei, que, usando trajes típicos de realeza, adentraram o local e, ao som de maravilhosa flauta, soou a inesquecível música “Amigos para sempre”. Deixando no ar a certeza de que momentos como estes se eternizam nas mentes e nos corações de todos, encarnados e desencarnados, a seguir, uma dupla de artistas comandou a festa e, interagindo com as crianças, mobilizou e encantou a todos.
Todos foram ainda agraciados com apresentações artísticas de nossas crianças do 2° período que, fantasiadas, transbordavam em seus olhos o agradecimento e a alegria daquele dia festivo.

 

O hino solene ao querido amigo e mentor José Grosso foi entoado pelas crianças e suas dedicadas evangelizadoras que, ao longo do ano, trabalham na sementeira do Pai, trazendo para nossas crianças a luz e os ensinamentos do Mestre Maior, autor supremo da vida.

 

Antes do tão aguardado parabéns a você (que neste dia também se estendeu a nossas crianças, amigos, voluntários e trabalhadores da Casa), houve a participação da contadora de histórias que semanalmente compartilha com nossas crianças belas histórias que falam ao coração de cada uma delas.

 

Neste dia especial ocorreu também uma dramatização sobre a história da Joaninha, que dividiu todos os enfeites que usava para ir à festa com os amigos que encontrava pelo caminho, deixando aos pequenos uma mensagem de desprendimento.

 

Enfim, neste clima de amor, partilha e nas melhores vibrações possíveis a tarde foi encerrada com o agradecimento ao Pai pela missão desempenhada.

 

Aproveitamos o momento para agradecer a todos, encarnados e desencarnados, que nos ajudam sempre a propiciar momentos mágicos e dignificantes às nossas crianças!

 

Que a festa e a comemoração à vida, como sentimento de honra ao Pai, sejam sempre dádiva na vida de cada um de nós.

 

Colaboração: Marilena Valentim - Pedagoga do CEI Irmão José Grosso
 




O almoço especial de Natal da FEIG acontece todo ano. Outro almoço especial, na semana seguinte, é feito para comemorar o Ano Novo. Os recursos para fazer esses almoços vêm das doações recolhidas entre um e dois meses antes da data. São doações espontâneas dos freqüentadores da Casa, através da campanha do quilo e dos próprios tarefeiros.

 

Neste ano de 2009,